{"id":2609,"date":"2018-10-02T06:05:53","date_gmt":"2018-10-02T09:05:53","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/denise\/?p=2609"},"modified":"2018-10-02T15:32:53","modified_gmt":"2018-10-02T18:32:53","slug":"stf-e-moro-entram-na-guerra-eleitoral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/denise\/stf-e-moro-entram-na-guerra-eleitoral\/","title":{"rendered":"Caso da entrevista de Lula amea\u00e7a o plano de Toffoli de pacificar o STF"},"content":{"rendered":"<h3>O Judici\u00e1rio na guerra eleitoral<\/h3>\n<p>Os \u00faltimos dias de campanha eleitoral apontam para o ativismo do Poder Judici\u00e1rio, sem precedentes. No Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski enfrentou o vice-presidente da Corte, Luiz Fux, e refor\u00e7ou a libera\u00e7\u00e3o de entrevista de Lula \u00e0 <em>Folha de S.Paulo<\/em>. Mal Lewandowski anunciou sua decis\u00e3o, o juiz S\u00e9rgio Moro, do Paran\u00e1, levantou o sigilo de parte da dela\u00e7\u00e3o do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci na qual o leque de acusa\u00e7\u00f5es ao PT \u00e9 farto.<\/p>\n<p>Nesse clima, o presidente do STF, Dias Toffoli, v\u00ea escoar por entre os dedos o plano de pacificar a Suprema Corte. Ontem, em S\u00e3o Paulo, ele e Lewandowski tiveram uma conversa nada amig\u00e1vel, quando o presidente relatou seu plano de levar o caso da entrevista a plen\u00e1rio. Como chefe supremo do Poder Judici\u00e1rio, Toffoli se preparava para ocupar o lugar de pacificador ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es. Antes, por\u00e9m, ele ter\u00e1 de acalmar os \u00e2nimos no pr\u00f3prio STF. Come\u00e7ou, na noite de ontem, reafirmando sua autoridade e <a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/denise\/toffoli-suspende-decisao-de-lewandowski\/\">cassando, de pr\u00f3prio punho, a liminar de Lewandowski<\/a>. Nos bastidores, h\u00e1 quem diga que n\u00e3o poderia ter outra atitude, diante das cobran\u00e7as do colega. O Judici\u00e1rio, que planejava atuar para pacificar o pa\u00eds no p\u00f3s-eleitoral, agora entrou na guerra das paix\u00f5es eleitorais, t\u00e3o dividido quando os partidos e os eleitores. Ou Toffoli acalma os \u00e2nimos por ali ou perder\u00e1 o papel de pacificador.<\/p>\n<h3>Bolsonaro e Doria<\/h3>\n<p>Em 2016, Fernando Haddad subiu alguns pontos na elei\u00e7\u00e3o para prefeito de S\u00e3o Paulo, e a consequ\u00eancia foi a maioria anti-PT levar Jo\u00e3o Doria, do PSDB, \u00e0 vit\u00f3ria no primeiro turno. A subida do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, de quatro pontos na pesquisa do Ibope, deixa claro que n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel ao capit\u00e3o reformado repetir a performance de Doria.<\/p>\n<h3>Bolsonaro e Haddad<\/h3>\n<p>Os c\u00e1lculos do grupo mais pr\u00f3ximo da campanha do capit\u00e3o reformado s\u00e3o de que Haddad tem hoje o teto do PT. E da\u00ed, dificilmente sair\u00e1, ainda que a elei\u00e7\u00e3o seja em dois turnos. Os aliados dele j\u00e1 contam, sim, com a vit\u00f3ria.<\/p>\n<h3>Alckmin e Doria I<\/h3>\n<p>A esperan\u00e7a do PSDB \u00e9 de que o medo da vit\u00f3ria de Bolsonaro, ou de Haddad, leve uma parcela do eleitorado a dar ou ao petista ou ao capit\u00e3o o mesmo destino de Celso Russomano em 2016. Ele despencou 10 pontos percentuais na \u00faltima semana da campanha para prefeito de S\u00e3o Paulo, levando o tucano Jo\u00e3o Doria, que estava bem atr\u00e1s, \u00e0 vit\u00f3ria no primeiro turno.<\/p>\n<h3>Alckmin e Doria II<\/h3>\n<p>O \u00e2nimo dos tucanos reside na pesquisa BTG pactual, divulgada ontem, que apontou n\u00fameros diferentes dos do Ibope. No levantamento do BTG, Alckmin tem um crescimento de tr\u00eas pontos, chegando a 11%, na frente de Ciro Gomes (9%). Bolsonaro aparece com 31%, e Haddad, 24%.<\/p>\n<h3>CURTIDAS<\/h3>\n<p><strong>No embalo de Palocci\/<\/strong> Embora sua equipe conte com a vit\u00f3ria no primeiro turno, Bolsonaro se prepara para a segunda rodada, e contra Fernando Haddad. Da mesma forma que seus opositores exploram as declara\u00e7\u00f5es de Hamilton Mour\u00e3o com cr\u00edtica ao 13\u00ba sal\u00e1rio e ao adicional de f\u00e9rias, a turma do PSL de Bolsonaro vai passar a tratar da dela\u00e7\u00e3o de Antonio Palocci, com den\u00fancias contra o PT. De quebra, falar\u00e1 ainda do controle da m\u00eddia e da \u201cdemocracia direta\u201d, sem passar pelo Congresso, como prioridades do programa petista.<\/p>\n<p><strong>Nas ruas\/<\/strong> No Rio de Janeiro, um atento observador fez quest\u00e3o de contar o tempo que levaria para passar a carreata pr\u00f3-Bolsonaro na frente de sua casa, no \u00faltimo domingo. Foram mais de 40 minutos.<\/p>\n<p><strong>Movimentos tardios I\/<\/strong> De olho nas pesquisas que hoje apontam a divis\u00e3o do pa\u00eds entre as candidaturas de Bolsonaro e Haddad, os governadores do Esp\u00edrito Santo, Paulo Hartung (foto), e de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira, ambos do MDB, gravaram mensagens de apoio a Geraldo Alckmin. Ambos<br \/>\nn\u00e3o s\u00e3o do grupo do presidente<br \/>\nMichel Temer.<\/p>\n<p><strong>Movimentos tardios II\/<\/strong> Hartung menciona o risco de a polariza\u00e7\u00e3o aprofundar a divis\u00e3o dos brasileiros depois das elei\u00e7\u00f5es. O apoio, entretanto, talvez tenha vindo tarde. No domingo, Vit\u00f3ria viu uma das expressivas manifesta\u00e7\u00f5es em prol de Jair Bolsonaro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Judici\u00e1rio na guerra eleitoral Os \u00faltimos dias de campanha eleitoral apontam para o ativismo do Poder Judici\u00e1rio, sem precedentes. 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