{"id":14105,"date":"2026-09-10T16:32:24","date_gmt":"2026-09-10T19:32:24","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/denise\/?p=14105"},"modified":"2026-09-10T16:32:25","modified_gmt":"2026-09-10T19:32:25","slug":"apostas-entre-estudantes-brasileiros-podem-passar-de-r-1-bilhao-em-2025-aponta-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/denise\/apostas-entre-estudantes-brasileiros-podem-passar-de-r-1-bilhao-em-2025-aponta-pesquisa\/","title":{"rendered":"Apostas entre estudantes brasileiros podem passar de R$ 1 bilh\u00e3o em 2025, aponta pesquisa"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Por Eduarda Esposito \u2014 <\/strong>Uma pesquisa estima que no Brasil tenha sido gasto em apostas por adolescentes mais de R$ 1 bilh\u00e3o no ano passado. Al\u00e9m do alto valor, o estudo mostrou que 9,5% dos estudantes com 11 anos j\u00e1 apostaram em bets. O levantamento, \u201cApostas online nas escolas brasileiras\u201d, foi realizado pela Frente Parlamentar Mista da Educa\u00e7\u00e3o em parceria com o Equidade.info.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Para calcular o montante estimado de apostas de estudantes brasileiros, foram considerados os valores declarados pelos alunos entrevistados e, como refer\u00eancia, a estimativa do Banco Central de R$ 62,5 bilh\u00f5es em perdas com bets em 2025. O levantamento apresenta diferentes hip\u00f3teses para calcular os resultados agregados entre os estudantes. A pesquisa n\u00e3o perguntou se as apostas foram realizadas em bets legais ou ilegais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Quanto \u00e0 faixa et\u00e1ria, o documento mostra que alunos de 11 anos j\u00e1 t\u00eam realizado apostas (9,5%). O maior percentual s\u00e3o os estudantes com 18 anos ou mais, 40,1%; entrevistados com 16 anos (27,6%) e os com 17 (32,3%) tamb\u00e9m tiveram um escore alto. A tabela mostra um aumento de envolvimento com as casas de apostas online conforme o aluno fica mais velho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2026\/09\/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-15.29.19.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"509\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2026\/09\/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-15.29.19-1024x509.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14106\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2026\/09\/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-15.29.19-1024x509.jpeg 1024w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2026\/09\/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-15.29.19-300x149.jpeg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2026\/09\/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-15.29.19-768x382.jpeg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2026\/09\/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-15.29.19-800x398.jpeg 800w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2026\/09\/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-15.29.19-550x273.jpeg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2026\/09\/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-15.29.19-230x114.jpeg 230w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2026\/09\/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-15.29.19.jpeg 1241w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fonte: Apostas online nas escolas brasileiras<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">O percentual tamb\u00e9m \u00e9 mais alto em alunos masculinos do que femininos. Na faixa et\u00e1ria dos 15 anos, os meninos (33,3%) apostaram mais do que meninas com 18 anos ou mais (24,6%). Quase metade dos estudantes masculinos do 3\u00ba ano do Ensino M\u00e9dio j\u00e1 apostaram, 49,7%, j\u00e1 as meninas foram apenas 16,6%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">O levantamento tamb\u00e9m descobriu que a maior parte dos adolescentes n\u00e3o tem ideia do quanto perdeu ou ganhou com as apostas. 35,2% afirmam que ganharam mais que perderam, 27,7% dizem o inverso e 37,1% n\u00e3o souberam responder.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">No recorte por religi\u00e3o, o levantamento mostra que 18,3% dos estudantes evang\u00e9licos j\u00e1 apostaram. Entre os cat\u00f3licos, 23,1% jogaram, e em outras religi\u00f5es, 22,8% apostaram em bets. Ao comparar rede p\u00fablica e particular, 40% dos entrevistados nas escolas p\u00fablicas n\u00e3o souberam dizer se ganharam ou perderam mais. E nas particulares, enquanto 29,2% n\u00e3o souberam responder, 33,2% afirmaram ter perdido mais dinheiro do que ganhado com apostas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Para a deputada Tabata Amaral (PSB\/SP), presidente da FPME, \u00e9 preocupante saber que crian\u00e7as de 11 anos j\u00e1 est\u00e3o tendo contato com as bets e come\u00e7ando a apostar. \u201cEstamos falando de uma pr\u00e1tica que pode comprometer a sa\u00fade financeira e o desenvolvimento de uma gera\u00e7\u00e3o inteira. A Bancada da Educa\u00e7\u00e3o tem o compromisso de olhar para esse problema a partir de evid\u00eancias e ajudar a construir pol\u00edticas p\u00fablicas que protejam crian\u00e7as e adolescentes. A parceria com o Equidade.info nos permite justamente dar visibilidade a uma realidade que muitas vezes \u00e9 invis\u00edvel e, a partir dos dados, propor medidas concretas\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">O pesquisador, Guilherme Lichand, ressalta que o levantamento ajuda a trazer \u00e0 luz um grande problema. \u201cOs n\u00fameros geram inc\u00f4modo e muitas outras perguntas. Essas apostas est\u00e3o concentradas em eventos esportivos, sobretudo futebol? Como crian\u00e7as e adolescentes descobrem essas plataformas? Como contornar as restri\u00e7\u00f5es de idade, problema comum tanto aos sites de apostas esportivas quanto \u00e0s redes sociais?\u201d, questiona o professor de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Stanford e respons\u00e1vel pela supervis\u00e3o da pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">A pesquisa foi realizada com 1.912 estudantes do ensino fundamental e m\u00e9dio em 191 escolas pelo Brasil. Os alunos foram entrevistados de forma presencial com a aplica\u00e7\u00e3o de um question\u00e1rio durante as entrevistas. O n\u00edvel de confian\u00e7a \u00e9 de 95% e a margem de erro \u00e9 de 2,4%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa estima que no Brasil tenha sido gasto em apostas por adolescentes mais de R$ 1 bilh\u00e3o no ano passado. Al\u00e9m do alto valor, o estudo mostrou que 9,5% dos estudantes com 11 anos j\u00e1 apostaram em bets. 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