{"id":513,"date":"2020-08-13T17:59:24","date_gmt":"2020-08-13T20:59:24","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/?p=513"},"modified":"2020-08-13T17:59:24","modified_gmt":"2020-08-13T20:59:24","slug":"fazer-mamografia-aos-40-pode-reduzir-risco-de-morte-por-cancer-de-mama-em-25","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/2020\/08\/13\/fazer-mamografia-aos-40-pode-reduzir-risco-de-morte-por-cancer-de-mama-em-25\/","title":{"rendered":"Fazer mamografia aos 40 pode reduzir risco de morte por c\u00e2ncer de mama em 25%"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_514\" aria-describedby=\"caption-attachment-514\" style=\"width: 1000px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2020\/08\/mamografia-valendo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-514\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2020\/08\/mamografia-valendo.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"601\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2020\/08\/mamografia-valendo.jpg 1000w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2020\/08\/mamografia-valendo-300x180.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2020\/08\/mamografia-valendo-768x462.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2020\/08\/mamografia-valendo-550x331.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2020\/08\/mamografia-valendo-230x138.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-514\" class=\"wp-caption-text\">Foto: AFP<\/figcaption><\/figure>\n<p>Mulheres que se submetem \u00e0<a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/2018\/10\/31\/idosas-tambem-devem-se-preocupar-com-o-cancer-de-mama\/\"> mamografia<\/a> assim que entram na meia-idade, por volta dos 40 anos, podem estar dando um passo importante em prol da longevidade. Uma pesquisa brit\u00e2nica rec\u00e9m-conclu\u00edda mostra que a realiza\u00e7\u00e3o do exame nessa fase da vida leva a uma redu\u00e7\u00e3o de 25% na mortalidade por c\u00e2ncer de mama. O cuidado tamb\u00e9m salva vidas: a de uma mulher a cada mil examinadas. O tumor \u00e9 o mais incidente em mulheres de todo o mundo e a causa mais frequente de morte por c\u00e2ncer em mulheres.<\/p>\n<p>A recomenda\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) \u00e9 de que a mamografia passe a ser feita a partir dos 50 anos. O governo brasileiro segue a medida. Mas os resultados do estudo brit\u00e2nico sinalizam que antecipar o exame pode ser estrat\u00e9gico. Os pesquisadores da <a href=\"https:\/\/www.qmul.ac.uk\/\">Queen Mary University of London<\/a> acompanharam dados de 160 mil mulheres colhidos ao longo de 23 anos. A an\u00e1lise do material mostrou que o rastreamento do tumor quando se tem entre 40 e 49 anos reduz a mortalidade em 25% nos primeiros 10 anos.<\/p>\n<p>\u201cEsse \u00e9 um acompanhamento de muito longo prazo de um estudo que confirma que o rastreamento em mulheres com menos de 50 anos pode salvar vidas. O benef\u00edcio \u00e9 visto, principalmente, nos primeiros 10 anos, mas a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade persiste a longo prazo, resultando em cerca de uma vida salva por mil mulheres examinadas\u201d, enfatiza, em comunicado, Stephen Duffy, autor principal do estudo. A pesquisa foi divulgada, nesta semana, na revista <em>The Lancet Oncology.<\/em><\/p>\n<h3>Benef\u00edcio pode ser ainda maior<\/h3>\n<p>Estudos mais antigos n\u00e3o mostram a vantagem desse tipo de abordagem. Para Stephen Duffy, as novas tecnologias permitem uma an\u00e1lise mais apurada, o que abre espa\u00e7o para novos debates sobre os protocolos m\u00e9dicos. \u201cN\u00f3s, agora, examinamos de forma mais completa e com melhor equipamento do que na d\u00e9cada de 1990, quando a maior parte da triagem nesse ensaio ocorreu. Portanto, os benef\u00edcios podem ser ainda maiores do que os que percebemos\u201d, justifica o cientista.<\/p>\n<p>A equipe brit\u00e2nica reconhece que s\u00e3o necess\u00e1rios mais estudos para avaliar se o tratamento do c\u00e2ncer de mama pode modificar a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade relacionada ao rastreamento na faixa et\u00e1ria de 40 a 49 anos. O que j\u00e1 se sabe \u00e9 que a incid\u00eancia do c\u00e2ncer de mama tende a crescer progressivamente nessa etapa da vida, assim como a mortalidade.<\/p>\n<p>Segundo o Instituto Nacional de C\u00e2ncer (<a href=\"https:\/\/www.inca.gov.br\/\">Inca<\/a>), no Brasil, em mulheres com at\u00e9 40 anos, ocorrem menos de 10 mortes a cada 100 mil com c\u00e2ncer de mama. Na faixa et\u00e1ria a partir de 60 anos, o risco de morrer \u00e9 10 vezes maior. Em 2017, 16.724 mulheres perderam a vida em decorr\u00eancia da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>A estimativa \u00e9 de que, at\u00e9 o fim deste ano, 66.280 recebam o diagn\u00f3stico. Por\u00e9m, com <a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/2020\/02\/28\/idosos-sao-mais-vulneraveis-ao-coronavirus-saiba-como-se-proteger\/\">a pandemia da covid-19<\/a>, que desacelerou a realiza\u00e7\u00e3o de exames de rotina, esse n\u00famero pode mudar. Especialistas temem que esse atraso na descoberta da doen\u00e7a atrapalhe a efetividade do tratamento, resultando em aumento no n\u00famero de mortes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mulheres que se submetem \u00e0 mamografia assim que entram na meia-idade, por volta dos 40 anos, podem estar dando um passo importante em prol da longevidade. Uma pesquisa brit\u00e2nica rec\u00e9m-conclu\u00edda mostra que a realiza\u00e7\u00e3o do exame nessa fase da vida leva a uma redu\u00e7\u00e3o de 25% na mortalidade por c\u00e2ncer de mama. 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