{"id":377,"date":"2020-01-24T20:29:33","date_gmt":"2020-01-24T23:29:33","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/?p=377"},"modified":"2020-01-24T20:29:33","modified_gmt":"2020-01-24T23:29:33","slug":"aprenda-com-freiras-a-se-proteger-do-alzheimer-fale-muitos-idiomas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/2020\/01\/24\/aprenda-com-freiras-a-se-proteger-do-alzheimer-fale-muitos-idiomas\/","title":{"rendered":"Aprenda com freiras a se proteger do Alzheimer: fale muitos idiomas"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_379\" aria-describedby=\"caption-attachment-379\" style=\"width: 1000px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2020\/01\/freira-valendo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-379\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2020\/01\/freira-valendo.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"585\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2020\/01\/freira-valendo.jpg 1000w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2020\/01\/freira-valendo-300x176.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2020\/01\/freira-valendo-768x449.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2020\/01\/freira-valendo-550x322.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2020\/01\/freira-valendo-230x135.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-379\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Norberto Duarte\/AFP<\/figcaption><\/figure>\n<p>Um grupo de freiras cat\u00f3licas pode ter uma poderosa dica para evitar o Alzheimer: aprender o m\u00e1ximo de idiomas poss\u00edvel. Ao analisar 325 integrantes das Irm\u00e3s de Notre Dame nos Estados Unidos, cientistas conclu\u00edram que ser multil\u00edngue est\u00e1 relacionado a uma queda consider\u00e1vel na ocorr\u00eancia da doen\u00e7a degenerativa. Entre as freiras que sabiam quatro ou mais l\u00ednguas, a incid\u00eancia d<a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/2020\/01\/08\/jovens-que-dormem-mal-acumulam-proteina-do-alzheimer\/\">e Alzheimer<\/a>\u00a0foi de 6%. Nas que falavam apenas uma, 31%.<\/p>\n<p>Segundo Suzanne Tyas, pesquisadora da Universidade de Waterloo, o exerc\u00edcio mental para se tornar multil\u00edngue pode explicar a diferen\u00e7a. \u201cA linguagem \u00e9 uma habilidade complexa do c\u00e9rebro humano, e alternar entre diferentes idiomas exige flexibilidade cognitiva. Portanto, faz sentido que o exerc\u00edcio mental extra que os multil\u00edngues executam possa ajudar o c\u00e9rebro a estar em melhor forma do que o dos monol\u00edngues\u201d, explica a l\u00edder do estudo.<\/p>\n<p>A cientista acredita que o resultado refor\u00e7a a tese de que exercitar o<a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/2019\/07\/26\/rotina-cheia-de-cursos-e-novas-atividades-rejuvenesce-o-cerebro-em-30-anos\/\"> c\u00e9rebro<\/a> \u00e9 uma medida eficiente contra o Alzheimer\u00a0\u201c\u00c9 consistente com as recomenda\u00e7\u00f5es para permanecer cognitivamente ativo como uma estrat\u00e9gia para prevenir a dem\u00eancia. Est\u00e1 bem estabelecido que, quando se trata do c\u00e9rebro, a dica \u00e9: &#8216;use-o ou perca-o&#8217;\u201d, diz.<\/p>\n<h3>Tamb\u00e9m a escrita<\/h3>\n<p>Por isso, n\u00e3o s\u00e3o apenas os multil\u00edngues os beneficiados. A mesma pesquisa mostra que outras formas de habilidade lingu\u00edstica, como a escrita, podem resultar em efeitos similares. Os cientistas chegaram a essa conclus\u00e3o analisando 106 ensaios autobiogr\u00e1ficos feitos pelas mulheres quando eram jovens adultas, antes de se tornarem freiras.<\/p>\n<p>Os textos foram analisados considerando estrutura de reda\u00e7\u00e3o, densidade de ideias, complexidade gramatical e conte\u00fado geral. Uma das conclus\u00f5es foi a de que a quantidade de ideias expressas de forma sucinta (densidade) ajuda a reduzir o risco de Alzheimer ainda mais do que falar v\u00e1rios idiomas.<\/p>\n<p>\u201cO multilinguismo \u00e9 apenas um item de uma lista crescente de estrat\u00e9gias que as pessoas podem usar. A dem\u00eancia \u00e9 mais evit\u00e1vel do que as pessoas imaginam\u201d, refor\u00e7a Suzanne Tyas. A especialista indica outros cuidados protetivos, como pr\u00e1tica de atividades f\u00edsicas, manter uma boa rede social, seguir uma dieta equilibrada e controlar doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como a <a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/2019\/03\/22\/manter-a-pressao-arterial-sob-controle-reduz-lesoes-no-cerebro\/\">hipertens\u00e3o<\/a> e o diabetes.<\/p>\n<h3>Por que freiras<\/h3>\n<p>A escolha por fazer a pesquisa com freiras se deu pela possibilidade de analisar pessoas que compartilham vidas adultas muito semelhantes. Dessa forma, \u00e9 mais f\u00e1cil controlar a influ\u00eancia de fatores como renda, estado civil, uso de drogas e acesso \u00e0 sa\u00fade, por exemplo. \u201cTemos maior capacidade de focar no multilinguismo sem que ele seja influenciado por todos esses outros fatores, que geralmente variam de pessoa para pessoa e podem enfraquecer outros estudos\u201d, explica Suzanne Tyas.<\/p>\n<p>Os dados foram extra\u00eddos de uma pesquisa maior, reconhecida internacionalmente e chamada de Estudo das Freiras. Os resultados observados pela equipe da Universidade de Waterloo foram publicados no <a href=\"https:\/\/www.j-alz.com\/\"><em>Journal of Alzheimer&#8217;s Disease<\/em>.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo de freiras cat\u00f3licas pode ter uma poderosa dica para evitar o Alzheimer: aprender o m\u00e1ximo de idiomas poss\u00edvel. 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