{"id":322,"date":"2019-10-08T17:54:02","date_gmt":"2019-10-08T20:54:02","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/?p=322"},"modified":"2019-10-08T17:57:01","modified_gmt":"2019-10-08T20:57:01","slug":"gordura-abdominal-pode-dobrar-o-risco-de-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/2019\/10\/08\/gordura-abdominal-pode-dobrar-o-risco-de-morte\/","title":{"rendered":"Gordura abdominal pode dobrar o risco de morte"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_323\" aria-describedby=\"caption-attachment-323\" style=\"width: 1000px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2019\/10\/barriga-valendo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-323\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2019\/10\/barriga-valendo.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"601\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2019\/10\/barriga-valendo.jpg 1000w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2019\/10\/barriga-valendo-300x180.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2019\/10\/barriga-valendo-768x462.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2019\/10\/barriga-valendo-550x331.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2019\/10\/barriga-valendo-230x138.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-323\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Lucas Jackson\/Reuters<\/figcaption><\/figure>\n<p>Entre os homens, o ac\u00famulo de gordura \u00e9 geralmente maior na regi\u00e3o da barriga. Ainda que localizado, o problema pode comprometer o funcionamento de todo o corpo. H\u00e1 um aumento do risco de ocorr\u00eancia de doen\u00e7as cardiovasculares, como a <a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/2019\/03\/22\/manter-a-pressao-arterial-sob-controle-reduz-lesoes-no-cerebro\/\">hipertens\u00e3o<\/a> e o derrame. E o tempo de vida tamb\u00e9m pode ser afetado. Um estudo da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) mostra que o risco de morte em idosos \u00e9 duas vezes maior\u00a0a cada seis cent\u00edmetros quadrados a mais na adiposidade abdominal.<\/p>\n<p>Para chegar \u00e0 conclus\u00e3o, os pesquisadores acompanharam 839 homens e mulheres com em m\u00e9dia 65 anos ao longo de quatro anos. Os participantes tiveram a composi\u00e7\u00e3o corporal avaliada de forma detalhada. A equipe considerou a massa muscular dos bra\u00e7os e das pernas, a gordura subcut\u00e2nea e a visceral dos volunt\u00e1rios.<\/p>\n<p>Coordenadora do estudo, Rosa Maria Rodrigues Pereira explica que gordura acumulada na barriga se enquadra no segundo tipo. A principal caracter\u00edstica \u00e9 que esse tecido adiposo n\u00e3o est\u00e1 embaixo da pele \u2014 como o subcut\u00e2neo. Inflamado, ele vai se formando ao redor de \u00f3rg\u00e3os vitais, como f\u00edgado e intestino. Por isso, \u00e9 mais dif\u00edcil de ser eliminado e pode ser letal.<\/p>\n<p>\u201cDiferentemente da mulher, que engorda o corpo inteiro, o homem tem essa concentra\u00e7\u00e3o de gordura no abd\u00f4men. Como mostrou nosso estudo, esse \u00e9 um par\u00e2metro importante quando se fala em mortalidade\u201d, frisa a professora da USP. H\u00e1 sinais de alerta para a circunfer\u00eancia abdominal. Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), em homens, uma medida igual ou superior a 94 cent\u00edmetros indica risco de ocorr\u00eancia de doen\u00e7as cardiovasculares. No caso das mulheres, s\u00e3o 80 cent\u00edmetros.<\/p>\n<h3>Pouco m\u00fasculo<\/h3>\n<p>Analisando os idosos, os pesquisadores descobriram que a perda da massa muscular tamb\u00e9m pode reduzir o tempo de vida. Essa complica\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, \u00e9 pior para as mulheres. Ao longo do estudo, o risco de mortalidade geral foi quase 63 vezes maior entre as participantes com pouco m\u00fasculo nos bra\u00e7os e nas pernas. Nos homens, foi 11,4 vezes maior. \u201cO idoso obeso e com pouco m\u00fasculo \u00e9 o que mais morre. Esses s\u00e3o os casos que preocupam, quando h\u00e1 a chamada obesidade com sarcopenia\u201d, explica Rosa Maria.<\/p>\n<p>A perda muscular faz parte do processo de envelhecimento. A estimativa \u00e9 de que, depois dos 50 anos, as pessoas percam entre 1% e 2% da massa muscular anualmente. Mas \u00e9 preciso ficar alerta ao agravamento dessa condi\u00e7\u00e3o. A professora da USP lembra que o enfraquecimento das pernas e dos bra\u00e7os tem impacto direto na qualidade de vida de idosos. \u201cS\u00e3o esses m\u00fasculos que s\u00e3o usados para atravessar uma rua, evitar uma <a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/2018\/12\/12\/quebrar-um-osso-mantem-o-risco-de-morte-aumentado-por-mais-de-10-anos\/\">queda<\/a> e se levantar de uma cadeira\u201d, ilustra.<\/p>\n<p>Rosa Maria tamb\u00e9m destaca a import\u00e2ncia da pr\u00e1tica de atividades f\u00edsicas para amenizar o efeito da perda muscular. \u201cIndependentemente do sexo, a principal dica \u00e9 fazer exerc\u00edcios porque eles t\u00eam benef\u00edcio duplo. Podem aumentar a musculatura e ajudar na perda de peso\u201d, explica. O estudo contou com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (<a href=\"http:\/\/www.fapesp.br\/\">Fapesp<\/a>) e foi divulgado no<em> Journal of Bone and Mineral Research.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os homens, o ac\u00famulo de gordura \u00e9 geralmente maior na regi\u00e3o da barriga. Ainda que localizado, o problema pode comprometer o funcionamento de todo o corpo. H\u00e1 um aumento do risco de ocorr\u00eancia de doen\u00e7as cardiovasculares, como a hipertens\u00e3o e o derrame. E o tempo de vida tamb\u00e9m pode ser afetado. 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