{"id":292,"date":"2019-09-13T16:48:18","date_gmt":"2019-09-13T19:48:18","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/?p=292"},"modified":"2019-09-13T17:02:16","modified_gmt":"2019-09-13T20:02:16","slug":"bichinhos-de-estimacao-ajudam-a-amenizar-as-dores-da-viuvez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/2019\/09\/13\/bichinhos-de-estimacao-ajudam-a-amenizar-as-dores-da-viuvez\/","title":{"rendered":"Bichinhos de estima\u00e7\u00e3o ajudam a amenizar as dores da viuvez"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_293\" aria-describedby=\"caption-attachment-293\" style=\"width: 996px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2019\/09\/bichinho-valendo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-293\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2019\/09\/bichinho-valendo.jpg\" alt=\"\" width=\"996\" height=\"652\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2019\/09\/bichinho-valendo.jpg 996w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2019\/09\/bichinho-valendo-300x196.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2019\/09\/bichinho-valendo-768x503.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2019\/09\/bichinho-valendo-550x360.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2019\/09\/bichinho-valendo-230x151.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 996px) 100vw, 996px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-293\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Havakuk Levison\/Reuters<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ficar vi\u00favo ou se separar pode fazer mal \u00e0 sa\u00fade psicol\u00f3gica de idosos. Pesquisadores estadunidenses t\u00eam uma dica curiosa para evitar que a perda culmine, por exemplo, em depress\u00e3o. Basta arrumar um bichinho. Ao analisar volunt\u00e1rios que passaram por uma dessas experi\u00eancias, os cientistas constataram que os pets amenizam as dores e o sentimento de solid\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cMuitas vezes, o relacionamento que temos com nosso c\u00f4njuge \u00e9 o mais \u00edntimo, onde nosso senso de identidade est\u00e1 realmente incorporado. Ent\u00e3o, perder esse senso de prop\u00f3sito e significado pode ser realmente devastador. Um animal de estima\u00e7\u00e3o pode ajudar a compensar alguns desses sentimentos\u201d, diz Dawn Carr, pesquisador da Universidade Estadual da Fl\u00f3rida e l\u00edder do estudo, divulgado, neste m\u00eas, na revista cient\u00edfica <a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/gerontologist\"><em>The Gerontologist<\/em>.<\/a><\/p>\n<p>Segundo Dawn Carr, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas sobre a import\u00e2ncia das redes de apoio em casos de separa\u00e7\u00e3o e viuvez. Ele e a equipe de pesquisadores decidiram investigar op\u00e7\u00f5es alternativas \u00e0s rela\u00e7\u00f5es humanas. Para isso, inicialmente, compararam idosos que sofreram a perda de um c\u00f4njuge com idosos casados. Depois, investigaram se os efeitos da perda conjugal diferiam entre os que eram tutores de c\u00e3es e gatos e os que n\u00e3o usufru\u00edam da companhia dos bichinhos.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise mostrou que todos os que se separaram ou ficaram vi\u00favos experimentaram n\u00edveis mais altos de depress\u00e3o. No entanto, aqueles que n\u00e3o tinham a companhia de um pet vivenciaram aumentos mais significativos de sintomas depressivos e solid\u00e3o.<\/p>\n<h3>A longo prazo<\/h3>\n<p>Virar tutor de um cachorro ou de um gato tamb\u00e9m surte benef\u00edcios a longo prazo. Isso porque, se exagerado, o<a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/2019\/06\/14\/explosoes-de-raiva-aumentam-o-risco-de-cancer\/\"> sofrimento<\/a> em decorr\u00eancia da perda de uma pessoa pr\u00f3xima pode comprometer a sa\u00fade de forma cr\u00edtica, alerta Dawn Carr. \u201cA solid\u00e3o persistente est\u00e1 associada a maiores incidentes de mortalidade e ao in\u00edcio mais r\u00e1pido da incapacidade, o que significa que \u00e9 especialmente ruim para sa\u00fade.\u201d<\/p>\n<p>O estudo com os idosos n\u00e3o tinha a inten\u00e7\u00e3o de estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito entre ter um pet e lidar melhor com a viuvez ou a separa\u00e7\u00e3o. Ainda assim, como constataram liga\u00e7\u00e3o entre os dois fen\u00f4menos, os cientistas defendem que esse tema continue sendo investigado.<\/p>\n<p>Uma das hip\u00f3teses levantadas pela equipe \u00e9 de que o idoso se sente \u00fatil quando tem a companhia de um pet. \u201cFaz sentido ele pensar: &#8216;Bem, pelo menos esse animal de estima\u00e7\u00e3o ainda precisa de mim. Eu posso cuidar dele. Eu posso am\u00e1-lo e ele me aprecia&#8217;. Essa capacidade de retribuir e dar amor \u00e9 realmente muito poderosa\u201d, explica Dawn Carr.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ficar vi\u00favo ou se separar pode fazer mal \u00e0 sa\u00fade psicol\u00f3gica de idosos. Pesquisadores estadunidenses t\u00eam uma dica curiosa para evitar que a perda culmine, por exemplo, em depress\u00e3o. Basta arrumar um bichinho. 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