{"id":167,"date":"2019-03-01T18:40:57","date_gmt":"2019-03-01T21:40:57","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/?p=167"},"modified":"2019-03-01T18:40:57","modified_gmt":"2019-03-01T21:40:57","slug":"ir-ao-teatro-e-ao-cinema-protege-da-depressao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/2019\/03\/01\/ir-ao-teatro-e-ao-cinema-protege-da-depressao\/","title":{"rendered":"Ir ao teatro e ao cinema protege da depress\u00e3o"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_168\" aria-describedby=\"caption-attachment-168\" style=\"width: 1146px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2019\/03\/cinema.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-168\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2019\/03\/cinema.jpg\" alt=\"\" width=\"1146\" height=\"599\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2019\/03\/cinema.jpg 1146w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2019\/03\/cinema-300x157.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2019\/03\/cinema-768x401.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2019\/03\/cinema-1024x535.jpg 1024w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2019\/03\/cinema-550x287.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/wp-content\/uploads\/sites\/46\/2019\/03\/cinema-230x120.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 1146px) 100vw, 1146px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-168\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Breno Fortes\/CB\/D.A Press<\/figcaption><\/figure>\n<p>Se n\u00e3o est\u00e1 nos seus planos aproveitar o carnaval, vale a pena seguir um conselho de pesquisadores da University College London, no Reino Unido. V\u00e1 ao cinema, a um museu ou ao teatro. Segundo os cientistas, engajar-se culturalmente, al\u00e9m de divertido, reduz os riscos de depress\u00e3o a partir da meia-idade. Os cientistas chegaram \u00e0 conclus\u00e3o ap\u00f3s analisar dados de mais de 2 mil pessoas \u2014 todas com mais de 50 anos \u2014, colhidos ao longo de uma d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Segundo o resultado da pesquisa, as pessoas que assistiam a filmes e pe\u00e7as teatrais e\/ou visitavam exposi\u00e7\u00f5es pelo menos uma vez por m\u00eas tinham risco 48% menor de desenvolver depress\u00e3o. No caso dos participantes em que a frequ\u00eancia dessas atividades culturais era um pouco mais espa\u00e7ada, o risco foi 32% menor.<\/p>\n<p>Principal autora do estudo, Daisy Fancourt chama a aten\u00e7\u00e3o para o fato de as atividades culturais geralmente n\u00e3o serem associadas a benef\u00edcios para a sa\u00fade mental. Para ela, cuidar da agenda de eventos deve ser t\u00e3o importante quanto equilibrar a <a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/2018\/10\/19\/comer-peixes-pode-garantir-velhice-saudavel\/\">dieta<\/a>.<\/p>\n<p>&#8220;De um modo geral, as pessoas conhecem os benef\u00edcios para a sa\u00fade f\u00edsica e mental de comer cinco vezes por dia e de se exercitar. H\u00e1, por\u00e9m, pouca consci\u00eancia de que as atividades culturais tamb\u00e9m t\u00eam benef\u00edcios semelhantes. As pessoas se envolvem com a cultura pelo puro prazer de participar, mas tamb\u00e9m precisamos nos conscientizar dos benef\u00edcios mais amplos\u201d, defende.<\/p>\n<h3>Todos os perfis<\/h3>\n<p>Na an\u00e1lise, os autores consideraram informa\u00e7\u00f5es como g\u00eanero, condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade e n\u00edveis sociecon\u00f4mico. Os benef\u00edcios das atividades culturais permaneceram claros independentemente dessas caracter\u00edsticas. \u201cFicamos muito agradavelmente surpreendidos com os resultados. A \u00fanica coisa que difere \u00e9 a frequ\u00eancia de participa\u00e7\u00e3o\u201d, diz Daisy Fancourt.<\/p>\n<p>Segundo a cientista, o engajamento cultural \u00e9 como uma \u201cmercadoria perec\u00edvel\u201d. Para usufruir das vantagens dele, \u00e9 preciso ter <a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/datempo\/2018\/10\/15\/receita-da-longevidade\/\">regularidade<\/a>. \u201c\u00c9 semelhante ao exerc\u00edcio: ir para uma corrida em 1\u00ba de janeiro n\u00e3o trar\u00e1 benef\u00edcios em outubro, a menos que a pessoa continue correndo\u201d, ilustra. A hip\u00f3tese levantada pelos pesquisadores \u00e9 de que o poder das atividades culturais est\u00e1 na combina\u00e7\u00e3o de intera\u00e7\u00e3o social, criatividade, estimula\u00e7\u00e3o mental e atividade f\u00edsica suave.<\/p>\n<p>Amanda Thompsell, do Royal College of Psychiatrists, tamb\u00e9m no Reino Unido, lembra que, no caso de ocorr\u00eancia da depress\u00e3o, h\u00e1 outros cuidados que devem ser tomados. \u201cEssas atividades n\u00e3o tratam a depress\u00e3o por conta pr\u00f3pria. Isso requer uma abordagem baseada no uso de psicoterapia, complementada pelo uso de medica\u00e7\u00e3o quando o idoso n\u00e3o responde a essa interven\u00e7\u00e3o ou est\u00e1 em um quadro mais grave.\u201d Os resultados da pesquisa foram publicadas no jornal cient\u00edfico<em> British Journal of Psychiatry<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se n\u00e3o est\u00e1 nos seus planos aproveitar o carnaval, vale a pena seguir um conselho de pesquisadores da University College London, no Reino Unido. V\u00e1 ao cinema, a um museu ou ao teatro. Segundo os cientistas, engajar-se culturalmente, al\u00e9m de divertido, reduz os riscos de depress\u00e3o a partir da meia-idade. 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