O Ministério da Saúde ampliou o cardápio de opções para quem busca proteção sexual gratuita. Além da camisinha tradicional, duas novas versões masculinas chegam às prateleiras do SUS: a texturizada e a fina. A medida pretende incentivar o uso do preservativo, especialmente entre jovens, e reforçar a prevenção contra o HIV, hepatites virais, sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) — além da função de evitar gestações não planejadas.
A iniciativa responde a um cenário preocupante. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS/IBGE 2019) e relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS/2024) apontam queda acentuada no uso de preservativos, sobretudo entre os mais jovens, e retração nos pedidos feitos por estados e municípios após a pandemia de covid-19. Entre os brasileiros com mais de 18 anos que tiveram relações sexuais no ano anterior à pesquisa, apenas 22,8% usaram camisinha em todas as ocasiões; 17,1% usaram às vezes, e 59% não usaram nenhuma vez.
No Instagram, o infectologista Ricardo Kores — conhecido por seus vídeos educativos — apresentou a nova camisinha texturizada em um unboxing que já ultrapassa 1,4 milhão de visualizações. “Chegou pra mim e pra vocês! Criada para incentivar o uso, principalmente entre jovens”, disse, elogiando o produto e reforçando que está disponível gratuitamente nas unidades de saúde. “Combine preservativo com gel lubrificante, PrEP, DoxiPEP, vacinação, exames regulares e acompanhamento médico”, também indicou.
Segundo o Ministério da Saúde, tanto a camisinha fina quanto a texturizada oferecem a mesma eficácia de proteção que a versão tradicional. A diferença está na experiência: a fina reduz a espessura para aumentar a sensação de contato, enquanto a texturizada apresenta relevos projetados para intensificar o estímulo durante o sexo. As embalagens, modernas e com linguagem em braille, buscam tornar o acesso mais inclusivo.
A expectativa é distribuir 400 milhões de unidades neste ano. Até então, o SUS disponibilizava apenas a camisinha masculina de látex e a feminina, feita de látex ou borracha nitrílica. Agora, a diversificação integra a estratégia de Prevenção Combinada, que inclui o uso de preservativos, gel lubrificante, profilaxias pré e pós-exposição (PrEP e PEP), diagnóstico e tratamento de ISTs, vacinação e ações de promoção da saúde sexual e reprodutiva.
A retirada permanece simples: basta procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima, sem necessidade de documento ou limite de quantidade. Conforme o SUS, proteção não deve ser privilégio, mas direito.
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