Sexo na pandemia? Universidade de Harvard recomenda máscara e outros cuidados

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Thays Martins

Pelo menos um terço da população está ou passou pelo isolamento social devido ao novo coronavírus. O que deixou muita gente insatisfeita com o sexo na pandemia. Seja pela quarentena, seja pelo receio de pegar a covid-19 durante a relação.

Pensando nisso, professores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, elaboraram um guia com recomendações para uma vida sexual saudável durante a pandemia.

Publicadas na revista especializada Annals of Internal Medicine, as recomendações apontam os riscos e os cuidados recomendados para cada prática. Veja a seguir:

Recomendações para sexo na pandemia de coronavírus:

Abstinência sexual: não fazer sexo, evidentemente, é o comportamento de menor risco, mas os especialistas reconhecem que a sugestão não e factível para muitas pessoas, logo, há as opções a seguir.

Masturbação: apresenta também um baixo risco de infecção. A pessoa deve lavar as mãos antes da prática e, se for usar brinquedos, assegurar que eles estão higienizados.

Sexo por plataformas digitais: apresenta o mesmo nível de risco da masturbação, mas há outros perigos, como o da exposição. Transmissões ao vivo podem ser gravadas e compartilhadas indevidamente. O mesmo pode acontecer com fotos. Por isso, esse tipo de prática deve ser avaliado com muito cuidado.

Relações sexuais: se você for ter uma relação sexual física, é bom seguir as seguintes recomendações:

  • Se possível, transar apenas com uma pessoa que está isolamento na mesma casa. Porém, isso não elimina o risco de contaminação, pois um dos parceiros pode ter sido contaminado pelo coronavírus durante algum período que ficou fora. É bom lembrar que há pessoas assintomáticas (doentes, mas sem sintomas)
  • Reduzir ao máximo o número de parceiros. Quanto menor o número, menor o risco de contágio
  • Usar máscara, pois pode haver projeção de gotículas de saliva
  • Evitar beijos
  • Evitar sexo com pessoas que estão com sintomas de covid-19, como tosse e febre
  • Evitar práticas que aumentem a chance de uma transmissão oral-fecal (sexo oral no ânus)
  • Evitar contato com sêmen (use camisinha!) e urina
  • Tomar banho antes e depois da relação sexual
  • Escolher um local limpo e higienizado para a relação
Humberto Rezende

Jornalista desde 1997.

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