Amizade e desejo costumam ser tratados como campos separados, mas a experiência de quem vive relações afetivas mostra que essa divisão nem sempre se sustenta. Uma pesquisa realizada pelo aplicativo de relacionamentos Flirtini indica que, para uma parcela significativa das pessoas, a intimidade entre amigos pode ultrapassar o limite do afeto platônico sem necessariamente provocar um colapso emocional.
O levantamento ouviu 2 mil pessoas nos Estados Unidos que se identificam como solteiras, cujas respostas revelam que o sexo entre amigos próximos é muito mais comum do que o imaginário coletivo sugere. Quase metade dos homens (47%) e mais de dois terços das mulheres (69%) afirmam já ter tido algum tipo de relação sexual casual com um amigo íntimo, muitas vezes dentro de um arranjo de amizade colorida. Apenas uma minoria (29% dos homens e 26% das mulheres) diz nunca ter vivido algo do tipo.
Mesmo entre quem nunca atravessou essa fronteira, o desejo está longe de ser inexistente. Cerca de dois terços dos entrevistados, independentemente do gênero, afirmam já ter fantasiado em transar com um amigo próximo. A atração, portanto, não é exceção: ela circula silenciosamente dentro das amizades, ainda que nem sempre se transforme em ação.
Um dos principais receios associados a esse tipo de envolvimento é o impacto emocional. Ainda assim, a maioria dos participantes não vê o sexo entre amigos como um caminho inevitável para o drama. Para 80% dos homens e 69% das mulheres, é possível manter relações sexuais com um amigo sem que isso se torne emocionalmente complicado. Existe, no entanto, uma diferença de percepção: uma parcela menor, especialmente entre as mulheres, acredita que a separação entre sexo e sentimento é praticamente impossível.
Quando a dinâmica de amizade com benefícios entra em cena, muitos enxergam ali um terreno fértil para algo mais duradouro. Mais da metade dos homens e das mulheres acredita que esse tipo de relação pode, de forma realista, evoluir para um relacionamento sério. Outros 40% a 46% não têm certeza, mas também não descartam essa possibilidade. O dado reforça a ideia de que, para muita gente, a transição entre amizade e romance não é abrupta, mas gradual.
E o que acontece depois?
Ao contrário do temor de que tudo acabe em desastre, a pesquisa aponta que, na maioria dos casos, o impacto sobre a amizade é neutro ou até positivo. Para 33% dos homens e 26% das mulheres, o sexo não alterou em nada a relação. Já 25% dos homens e 34% das mulheres dizem que a experiência os aproximou ainda mais. Uma parte menor acabou evoluindo para um namoro. Casos em que a amizade foi definitivamente arruinada são raros: 6% ou menos relataram esse desfecho.
O arrependimento também não é regra. Mais da metade dos entrevistados afirma não se arrepender de ter transado com um amigo. Quase um em cada cinco diz ter algum grau de arrependimento, mas ainda assim repetiria a experiência. Apenas 5% dos homens e 14% das mulheres afirmam que gostariam que isso nunca tivesse acontecido.
Entre aqueles que nunca se envolveram sexualmente com amigos, o principal obstáculo é o medo de perder a amizade. Esse receio é apontado por 24% dos homens e 31% das mulheres. Outros citam falta de oportunidade ou ausência de atração, mas o risco emocional pesa mais, especialmente entre mulheres, para quem o rompimento de um vínculo afetivo é visto como algo difícil de reparar.
A pesquisa também revela como esses desejos podem se manifestar de forma indireta. Fantasiar com um amigo durante o sexo com outra pessoa é uma experiência relatada por mais de um terço dos homens e por quase metade das mulheres. Além disso, 32% dos homens e 46% das mulheres dizem ter certeza de que seu melhor amigo já quis transar com eles em algum momento. Poucos acreditam que essa possibilidade nunca tenha passado pela cabeça do outro.
Até acordos clássicos de comédia romântica aparecem na vida real. Segundo o levantamento, 40% das mulheres e 16% dos homens afirmam já ter feito um pacto de casamento com um amigo próximo — às vezes como brincadeira, às vezes com um fundo de seriedade.
O álcool também entra nessa equação. Mais da metade dos entrevistados admite já ter bebido propositalmente perto de um amigo por quem sentia atração, na expectativa de que algo pudesse acontecer. Nem sempre acontece, mas o gesto revela o quanto as fronteiras entre amizade e desejo são negociáveis na prática.
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