Uma pesquisa realizada pela plataforma Gleeden, desenvolvida para facilitar encontro entre pessoas casadas, aponta que 27% das mulheres que estão em um relacionamento hétero afirmaram que trairiam o parceiro com outra mulher.
Além disso, entre as mulheres que afirmaram que se envolveriam romanticamente com pessoas do mesmo sexo, 76% mencionaram o desejo de “quebrar a monotonia da rotina e adicionar tempero à vida diária”; 71% apontaram que a ideia de “desafiar normas sociais é emocionante”; 67% consideraram a oportunidade de finalmente “realizar uma fantasia há muito reprimida”; e 52% admitiram possuir um “verdadeiro desejo por indivíduos do mesmo sexo”.
Ao Correio, a sexóloga Alessandra Araújo acredita que isso ocorre graças a um entendimento maior do prazer sexual da mulher ou até a falta de prazer dentro do casamento. “As mulheres hoje vêm ocupando um lugar de libido mais alta e de entendimento do seu prazer sexual, concomitantemente também estão tendo conflitos sexuais internos, podemos citar aqui a sexualidade fluída, ou uma ausência de sexo no casamento que a conduz para querer viver esse prazer de alguma forma”, explica.
Outra explicação seria a necessidade de conexões na relação sexual. “As mulheres necessitam de conexões, de ter relações estabelecidas de afeto, sendo assim compartilhar com amigas e outras mulheres seus desejos sexuais e se sentirem acolhidas faz com que a mulher possa trazer essa possibilidade de relação sexual, não é apenas transar por transar, é se sentir à vontade e acolhida para tal ato”, acredita a sexóloga.
Outro fator que possibilita a mulher trair com outra mulher é uma impossibilidade de viver a sexualidade no passado. “Muitas mulheres já constituíram famílias com filhos e sofriam por não poderem ser quem elas eram de verdade. Uma coisa a se chamar atenção nesse exemplo é o quanto elas se colocam em situação de vulnerabilidade para poder ser lésbica. Há quem traia porque não se preocupa com seu parceiro, uma possível falta de caráter? Sim, pode, mas a verdade é que mulheres buscam uma completude, seja ela sexual ou existencial”, aponta Alessandra.
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