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Antes de reforçar estereótipos ou brincar com a fama internacional do brasileiro, os números ajudam a colocar a vida sexual no seu devido contexto. Desejo, intimidade e frequência variam muito mais de acordo com cultura, hábitos e estilo de vida do que por rótulos nacionais. Quando o assunto é regularidade sexual, o Brasil aparece bem posicionado, mas não ocupa o lugar mais alto do pódio.
Levantamentos internacionais indicam que, em diferentes partes do mundo, o sexo faz parte da rotina com maior constância do que se imagina. Em alguns países, a forma de se relacionar, a proximidade emocional e um cotidiano menos engessado criam um ambiente mais favorável para a vida sexual ativa. Nesse cenário global, o entusiasmo brasileiro encontra concorrentes que conseguem manter uma frequência ainda maior.
Um estudo divulgado pelo site Insider Monkey, que reúne dados de diversas pesquisas internacionais sobre a média anual de relações sexuais, colocou o Brasil na sétima posição entre os países mais ativos sexualmente do mundo. O resultado dialoga com a imagem de um povo sociável, demonstrativo e intenso nas relações afetivas, mas também revela que outras nações superam o país nesse quesito.
A Espanha lidera o ranking: cerca de 72% dos espanhóis relatam ter vida sexual ativa ao menos uma vez por semana, segundo dados da Durex. Na sequência aparecem Itália, Suíça, Polônia, Grécia e México, antes do Brasil, seguidos por China, Alemanha e Rússia, completando a lista das nacionalidades com maior frequência sexual.
Além dos dados, o Insider Monkey ressaltou que, a partir de 1968, a liberdade sexual passou por um crescimento expressivo, especialmente entre as décadas de 1960 e 1980. Esse avanço ocorreu como resposta à chamada “miséria sexual”, produzida por sistemas sociais, médicos, legais, ideológicos, religiosos e estéticos que restringiam a sexualidade aos contextos reprodutivos e conjugais, caracterizando formas de repressão sexual.
Segundo a análise, estudar a vida sexual em cada país exige considerar fatores como ideologia, religião e direitos das mulheres, já que a defesa da libertação sexual foi vista como uma base de resistência a ideologias autoritárias. A Organização Mundial da Saúde (OMS), por sua vez, reconheceu que um dos principais legados das revoluções sexuais foi afirmar a satisfação sexual como um direito e um valor individual e social fundamental, diretamente associado à saúde e ao bem-estar.
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