Estudo revela frequência sexual ideal para reduzir riscos de depressão

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Um estudo publicado no Journal of Affective Disorders afirma que há uma frequência sexual ideal para promover o bem-estar psicológico. Segundo a pesquisa, praticar sexo de uma a duas vezes por semana está associado a uma redução significativa nos sintomas de depressão.

A equipe de pesquisadores analisou dados de 14.741 adultos norte-americanos, com idades entre 20 e 59 anos, coletados de 2005 a 2016, por meio da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição dos EUA (NHANES). Os participantes relataram sua frequência sexual anual e responderam ao questionário PHQ-9, uma ferramenta amplamente utilizada para avaliar sintomas depressivos.

Os resultados mostraram que indivíduos que mantinham relações sexuais pelo menos uma vez por semana apresentavam uma redução de 24% nas chances de desenvolver sintomas depressivos, em comparação com aqueles que tinham relações sexuais menos de uma vez por mês.

Já aqueles que relataram atividade sexual mais de uma vez por mês, mas menos de uma vez por semana, tiveram uma redução de 23% nas chances de depressão.

Utilizando modelos estatísticos avançados, os pesquisadores identificaram um efeito de “saturação”, indicando que os benefícios psicológicos da atividade sexual atingem um pico quando as relações ocorrem entre 52 e 103 vezes por ano — equivalente a uma ou duas vezes por semana. Frequências superiores a essa não demonstraram benefícios adicionais significativos para a saúde mental.

É provável que os 7,5% dos participantes que sofrem de depressão tenham apresentado melhora dos sintomas devido aos hormônios do bem-estar liberados durante o ato sexual, como a dopamina e a endorfina.

Os autores do estudo sugerem que a frequência sexual pode ser considerada um indicador comportamental relevante na avaliação e monitoramento da saúde mental. Dado que apenas cerca de 50% dos pacientes com depressão respondem adequadamente aos tratamentos farmacológicos, é importante identificar fatores de estilo de vida que possam complementar as abordagens tradicionais.

Embora o estudo forneça evidências significativas sobre a associação entre frequência sexual e saúde mental, os autores ressaltam a necessidade de pesquisas adicionais para estabelecer relações causais e explorar possíveis variáveis moderadoras. Além disso, é importante considerar que fatores  —  como qualidade das relações, satisfação sexual e contexto emocional — também desempenham papéis cruciais no bem-estar psicológico.

Bianca Lucca

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