Dois terços dos homens brasileiros acreditam ter pênis acima da média

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A discussão sobre tamanho do pênis atravessa conversas informais, piadas, pornografia e redes sociais — quase sempre envolta em comparações e padrões difíceis de mensurar. Entre expectativas culturais e inseguranças individuais, a percepção masculina sobre o próprio corpo costuma ser moldada mais por referências simbólicas do que por dados científicos. Agora, uma pesquisa brasileira traz números concretos para esse debate.

Publicado em fevereiro de 2026 na revista científica The Journal of Sexual Medicine, o estudo Male genital self-perception: a population based study investigou como homens brasileiros percebem o próprio pênis e de que forma essa percepção se relaciona com autoestima e função sexual.

Entre os resultados, 63,2% dos entrevistados afirmaram acreditar que têm um pênis maior do que a média, enquanto apenas 2,8% consideram ter tamanho abaixo da média. Para 26,4% dos participantes, o comprimento do pênis é considerado “muito importante” em suas vidas. 

O número é ainda maior quando se fala em espessura: 44,3% atribuem alta importância ao diâmetro. Apesar da autopercepção positiva predominante, 22,6% declararam já ter desejado aumentar o pênis, revelando que confiança e insatisfação podem coexistir. 

O levantamento também identificou impactos emocionais: 13,2% relataram ansiedade moderada ou intensa em relação ao tamanho peniano. Além disso, 21,7% disseram evitar tirar a roupa em ambientes coletivos por vergonha, e 6,6% afirmaram sentir constrangimento até mesmo diante do(a) parceiro(a).

Os pesquisadores observaram ainda que a satisfação com a imagem genital está positivamente associada a ter parceiro(a) e maior apreciação corporal geral, enquanto se mostrou negativamente relacionada a índice de massa corporal (IMC) mais elevado e à presença de fimose.

A pesquisa analisou 106 homens adultos, recrutados em locais públicos por meio de QR codes que direcionavam para um questionário online. Os participantes responderam instrumentos validados para medir função erétil (IIEF-5), autoestima (Rosenberg Self-Esteem Scale) e autopercepção genital. O estudo não realizou medições físicas do pênis, baseando-se exclusivamente na autopercepção dos participantes.