Lubrificantes íntimos são conhecidos por ajudar a tornar o sexo mais confortável e prazeroso, diminuindo o atrito durante a relação. Nos últimos anos, porém, novas versões desses produtos têm surgido no mercado prometendo também dar uma apimentada na experiência. Entre elas, os lubrificantes com derivados da cannabis vêm ganhando espaço e despertando curiosidade de quem busca explorar novas sensações e possibilidades no sexo.
É nesse contexto que surge o Xapa Xana, lubrificante à base de uma extração full spectrum (sem compostos sintéticos) da cannabis sativa. Segundo Débora Mello, idealizadora da marca, trata-se de uma formulação autoral que preserva a inteligência natural da planta em sua potência e sensorialidade.
“A Cannabis é conhecida por seu potencial vasodilatador, ou seja, pode favorecer o aumento do fluxo sanguíneo local”, explica a CEO. “Quando aplicada na região íntima feminina, a absorção pela mucosa tende a ser mais rápida do que na pele comum. Além disso, o corpo humano possui o chamado sistema endocanabinoide — uma rede de receptores (como CB1 e CB2) distribuídos pelo sistema nervoso, pele e tecidos periféricos, que participa da regulação da dor, do prazer e da resposta inflamatória.”
Em contato com as 8 mil terminações nervosas do clitóris, o Xapa Xana intensifica a sensibilidade, amplia a percepção corporal e favorece orgasmos mais profundos. “A resposta varia de mulher para mulher, mas a combinação entre vascularização, inervação e sistema endocanabinoide ajuda a explicar essa potência. Eu costumo dizer: é uma experiência que vale viver pelo menos uma vez na vida”, afirma Débora.
Geralmente, a primeira reação das pessoas ao experimentar o produto é surpresa, conforme a idealizadora. “Cada corpo responde de um jeito, mas o que atravessa nossa trajetória é esse relato de sensações mais vivas, pele mais elétrica, orgasmos profundos e uma libido que acorda. A planta tem essa potência de amplificar o que já existe, e quando a mulher se permite sentir, a experiência ganha outra intensidade”, argumenta.
A recomendação é aplicar o produto na região íntima de 15 a 20 minutos antes da relação. “Esse intervalo permite que a mucosa absorva os compostos e que o corpo comece a reagir de forma gradual”. Os primeiros sinais incluem sensibilidade e pulsação, sendo que a duração é individual, podendo acompanhar toda a experiência íntima. “O mais importante é entender que não é um efeito imediato e mecânico, mas uma ativação progressiva da sensibilidade.”
Formulado apenas com cannabis em dosagem controlada e óleo de coco como carreador, o Xapa Xana não altera o pH vaginal nem interfere na lubrificação natural. “O pH vaginal saudável costuma variar entre 3,8 e 4,5, mantendo um ambiente naturalmente ácido e protegido por lactobacilos. O óleo de coco é considerado um lipídio neutro, com pH próximo ao neutro (em torno de 7)”, justifica Débora. Já os fitocanabinoides interagem com o sistema endocanabinoide presente também em tecidos periféricos.
Embora seja um produto que registre efeitos físicos, o Xapa Xana também é neurológico. “A percepção de sensações depende de como cada sistema nervoso processa estímulos. Algumas pessoas têm um limiar sensorial mais baixo e percebem rapidamente mudanças como calor, pulsação ou maior sensibilidade”, crava. “O efeito de aquecimento e leve formigamento não vem de agentes sintéticos ou irritativos, mas da própria interação dos compostos da planta com a circulação local e o sistema endocanabinoide. A potência está justamente na simplicidade e na sinergia natural da planta.”
Foi em 2017, no Uruguai, que Débora iniciou o processo de criação da marca. “Dentro de um contexto pioneiro na América Latina, onde a regulamentação da Cannabis de 2013 possibilitou desenvolver o projeto com respaldo legal e responsabilidade técnica”, lembra. “Desde o começo, busquei conhecer profundamente a linha de produtos de cânhamo e terpenados presentes no mercado legal brasileiro, para entender os limites regulatórios e as possibilidades reais de atuação. Hoje sigo trabalhando nos caminhos de adequação para o Brasil, entendendo que esse também é um debate sobre saúde, autonomia e política pública.”
Burocraticamente, o Xapa Xana não é apresentado como medicamento, mas sim como produto resultado de pesquisas sobre o potencial da Cannabis e dos terpenos no bem-estar íntimo feminino. Atualmente, é desenvolvido com acompanhamento de químicas farmacêuticas, mulheres que produzem em seus próprios laboratórios, seguindo critérios rigorosos de qualidade e segurança — especialmente por se tratar de um produto de uso íntimo. “Trabalhamos com controle de insumos, padronização de processos e testes que garantem estabilidade e integridade da formulação”, destaca a idealizadora.
Ao longo de quase 10 anos de trajetória, Débora afirma que o Xapa Xana deixou de ser apenas um produto e se consolidou como um projeto que une pesquisa, arte, bem-estar e cultura canábica. “A marca hoje caminha para uma expansão em diferentes frentes, incluindo uma linha de sexual care, mas também colaborações com produtos de cânhamo e iniciativas criativas que dialogam com inovação botânica, autonomia e sustentabilidade”, antecipa.
O orgasmo feminino segue como um dos temas mais debatidos da ciência quando o assunto…
Em um cenário de transformações nas formas de se relacionar, mulheres brasileiras têm demonstrado critérios mais…
O avanço de propostas no Congresso Nacional para enfrentar o ódio contra mulheres tem colocado no centro…
Em meio aos debates cada vez mais frequentes sobre os impactos da pornografia na vida…
Os brinquedos sexuais já não ocupam um espaço marginal, pois hoje fazem parte da vida…
Uma ação nacional articulada pelo governo federal vai concentrar, neste sábado e domingo (21 e 22/3),…