Bridgerton retorna à Netflix com casos amorosos ousados e cenas de erotismo picantes. A quarta temporada pode inspirar casais a entrarem no clima da era regente, criar ambientes caracterizados e até se aventurar em um jogo de troca de papéis. Aos fãs da série que adoraram as dinâmicas sexuais retratadas na produção e desejam apimentar as interações com o(a) parceiro(a), o Blog Daquilo separou dicas para transar no estilo Bridgerton. Confira:
Em Bridgerton, muitas vezes a construção emocional e social dos personagens é explorada antes do físico se concretizar — e você pode tentar isso em casa. A sexóloga e psicóloga Alessandra Araújo aponta que o desejo é amplificado pela privação. “Quando o toque é proibido ou socialmente restrito, o cérebro foca obsessivamente no estímulo. Clinicamente, o desejo contido aumenta a sensibilidade sensorial; como o contato físico não acontece de imediato, a mente amplifica cada palavra, olhar ou movimento sutil, tornando a tensão quase palpável”, explica.
Dessa forma, o cérebro libera um pico de dopamina na antecipação. “O quase-toque mantém o sistema nervoso em estado de alerta e prontidão, criando um ciclo de expectativa que torna o eventual contato físico muito mais explosivo do que se tivesse ocorrido sem prelúdio”, afirma a especialista.
Se for demais aderir a privação por um tempo, ou mesmo deixar o toque levemente de lado, Alessandra sugere preliminares lentas: “O segredo é a desaceleração deliberada. Ao focar em zonas não-genitais (como pescoço, pulsos e orelhas) e prolongar o tempo entre o desejo e o ato, você aumenta a carga elétrica do corpo. Quando você retira o foco do objetivo final (orgasmo) e foca na exploração sensorial, o sistema nervoso atinge níveis de excitação tão altos que a preliminar se torna a experiência principal, e não apenas um aquecimento.”
Os personagens da série apresentam camadas e histórias diversas, envolvendo falsos relacionamentos e omissão de identidade. Fingir ser alguém na fantasia também pode apimentar a dinâmica na cama. “A troca de papéis permite que o indivíduo saia das pressões da sua própria identidade cotidiana”, justifica Alessandra.
A brincadeira, chamada de roleplay, permite explorar fantasias de submissão, domínio ou sedução que a pessoa talvez não se sinta confortável em expressar como “ela mesma”. Conforme a especialista, isso reduz a inibição e aumenta a liberdade erótica.
Outro ponto que chama atenção em Bridgerton é a caracterização de época. Para além das roupas, o ambiente também pode ser mudado para acrescentar na experiência sexual. Apagar as luzes, acender velas, escutar uma música clássica e vestir tecidos de seda ou veludo podem potencializar a imersão.
“Essa imersão estética sinaliza ao cérebro que aquele é um momento sagrado e especial, facilitando a entrada no estado de fluxo sexual, onde a percepção do tempo e das preocupações externas desaparece”, diz Alessandra.
A tensão antes do sexo ainda pode ser construída por um momento bastante retratado na série: a hora do chá. O casal pode se sentar junto e dividir uma xícara de chá ou café enquanto troca olhares e alimenta a excitação. Ambas as bebidas favorecem o desempenho sexual, conforme um estudo da Universidade do Texas: a cafeína estimula a área cerebral responsável pela libido, e homens que tomam duas xícaras de café por dia apresentam 42% menor probabilidade de disfunção erétil em comparação aos que não tomam.
Carinho, massagens e toques excitantes antecipam o sexo na série. De acordo com a sexóloga, o erotismo sugerido funciona melhor do que cenas explícitas por envolver a imaginação. “No explícito, o estímulo é entregue pronto; no sugerido, o cérebro precisa completar a cena. A imaginação individual é sempre mais potente do que qualquer imagem visual, pois ela projeta exatamente o que mais excita aquela pessoa específica. O mistério preserva a curiosidade, que é um dos maiores motores do desejo.”
Assim, as mãos surgem como uma alternativa de toque erótico interessante. “As mãos possuem uma das maiores densidades de terminações nervosas do corpo humano”, destaca Alessandra. “Na psicologia social, o toque nas mãos é um sinal de intimidade e permissão. Em um contexto de repressão, a mão é a fronteira do corpo; tocá-la simboliza a quebra de uma barreira social imensa. O contraste entre a simplicidade do gesto e a carga emocional por trás dele gera uma resposta neurológica intensa.”
Mesmo sem uma propriedade rural extensa, a paixão pode ser descoberta fora do quarto. Como diz o Duque, a luxúria pode surgir em qualquer lugar, seja no alto de uma escada ou no jardim. A novidade e o risco são os fatores centrais do sexo fora da cama, conforme a especialista: “Transar em bibliotecas, jardins ou carruagens ativa o sistema de alerta (adrenalina), que está quimicamente muito próximo da excitação sexual.”
Além disso, o cenário muda a ergonomia do ato, exigindo novas posições e ângulos que estimulam zonas sensoriais diferentes das habituais na cama. Vale lembrar em procurar um local seguro e fora de olhares de terceiros.
Romance é o que não falta em Bridgerton. O romantismo exagerado pode agregar em relações de longo prazo quando praticado com intenção. “Em relações longas, o sexo costuma ser funcional. Trazer o romance de Bridgerton significa reintroduzir o galanteio: mensagens escritas à mão, elogios específicos sobre a personalidade ou a aparência, e a criação de momentos de dedicação exclusiva. É tratar o parceiro não como alguém garantido, mas como alguém que precisa ser conquistado diariamente”, expõe Alessandra.
Fantasiar com o proibido é, para a sexóloga, um poderoso afrodisíaco porque desafia as regras. “O luxo traz uma sensação de merecimento e status, o que aumenta a autoestima e a autoconfiança sexual”, comenta. “A proibição, por sua vez, cria um senso de urgência.” Trazer esses elementos para a fantasia permite que o casal brinque com o poder e a transgressão dentro de um ambiente seguro e consensual, renovando o vigor da relação.
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