{"id":135,"date":"2024-05-20T08:00:00","date_gmt":"2024-05-20T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/conversandosobrevinho\/?p=135"},"modified":"2024-05-17T14:14:25","modified_gmt":"2024-05-17T17:14:25","slug":"existe-mais-de-um-metodo-de-elaboracao-do-vinho-rose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/conversandosobrevinho\/2024\/05\/20\/existe-mais-de-um-metodo-de-elaboracao-do-vinho-rose\/","title":{"rendered":"Existe mais de um m\u00e9todo de elabora\u00e7\u00e3o do vinho ros\u00e9?"},"content":{"rendered":"<p>Existe mais de um m\u00e9todo de elabora\u00e7\u00e3o do vinho ros\u00e9?<\/p>\n<p>Durante a pandemia resolvi colocar em pr\u00e1tica um projeto antigo, realizar semanalmente uma degusta\u00e7\u00e3o virtual de vinhos, com o encaminhamento, para os participantes, da sele\u00e7\u00e3o dos r\u00f3tulos da noite acondicionados em garrafinhas de 50ml. A brincadeira acabou sendo nomeada de LIVE WINE.<\/p>\n<p>Foram no total 61 destes encontros virtuais, com a degusta\u00e7\u00e3o de 380 r\u00f3tulos, de 87 uvas e provenientes de 27 pa\u00edses. E o mais importante, formamos um grupo de mais de 160 degustadores, onde se multiplicaram amizades que persistem hoje em encontros pessoais. Um tipo de fam\u00edlia do vinho.<\/p>\n<p>A Norma Venancio, uma das participantes mais frequentes das LIVE WINE, pergunta se existe mais de um m\u00e9todo de elabora\u00e7\u00e3o dos vinhos ros\u00e9s.<\/p>\n<p>Alguns historiadores afirmam que os primeiros vinhos a serem produzidos pelos antigos gregos e eg\u00edpcios eram ros\u00e9s.<\/p>\n<p>S\u00e3o quatro os principais m\u00e9todos de produ\u00e7\u00e3o de vinho ros\u00e9:\u00a0<strong>prensagem lenta ou direta; macera\u00e7\u00e3o curta; sangria e corte ou blend.<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><strong>Prensagem lenta ou direta<\/strong><strong>:\u00a0<\/strong>As uvas s\u00e3o prensadas levemente e a fermenta\u00e7\u00e3o se d\u00e1 apenas ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o das cascas. O tempo de contato com as cascas definir\u00e1 o tom da cor. \u00a0Estes ros\u00e9s costumam ser mais claros e delicados.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong>Macera\u00e7\u00e3o curta<\/strong>: \u00e9 o m\u00e9todo mais adotado para a produ\u00e7\u00e3o dos vinhos ros\u00e9s. Adota o mesmo cuidado da prensagem lenta, mas o foco aqui \u00e9 o tempo de contato do mosto com as cascas. Resulta em vinhos com aspectos olfativos e gustativos de frutas vermelhas frescas, vegetais e algum toque de especiarias.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong>Sangria (<\/strong><strong>Saign\u00e9e)<\/strong><strong>:<\/strong> De todos os m\u00e9todos esse \u00e9 o mais nobre. Ou seria apenas o que entrega um subproduto? A d\u00favida decorre porque inicialmente se est\u00e1 produzindo um vinho tinto e, algum tempo ap\u00f3s o in\u00edcio da fermenta\u00e7\u00e3o, entre 5% e 15% do l\u00edquido \u00e9 drenado, \u201csangrado\u201d, do tanque, deixando todas as cascas. O vinho tinto que fica no tanque recebe uma maior transfer\u00eancia das subst\u00e2ncias presentes nas cascas, ficando mais encorpado e com uma maior intensidade de cor. Esta parte sangrada termina sua fermenta\u00e7\u00e3o separadamente e tem a cor rosada de um tom mais escuro e normalmente s\u00e3o mais alco\u00f3licos.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong>Corte ou blend<\/strong>: o vinho ros\u00e9 \u00e9 obtido pela mistura de uvas brancas e tintas ou pelo corte, blend ou assemblage entre vinhos tintos e brancos. Este blend n\u00e3o \u00e9 muito utilizado mas \u00e9 o adotado para a elabora\u00e7\u00e3o do champagne ros\u00e9.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foi falarmos em champagne ros\u00e9 para me lembrar da lenda da sua origem. Napole\u00e3o era um grande amigo de Jean-R\u00e9my Mo\u00ebt, herdeiro da Casa Mo\u00ebt &amp; Chandon, e durante um baile em que ambos estavam presentes, uma linda jovem encantou Napole\u00e3o, ficou para a hist\u00f3ria que ela se chamava Adelaide, e estava com um vestido rosa, talvez no tom das p\u00e9talas da rosa Adelaide d\u2019Orleans. Assim, Napole\u00e3o teria sugerido que a Mo\u00ebt, numa homenagem \u00e0 beleza de Adelaide, elaborasse um champagne na cor daquele vestido.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>\u00c9 uma bela hist\u00f3ria, mas a casa de champagne Ruinart alega que desde 1764 j\u00e1 produzia um espumante ros\u00e9.<\/p>\n<p>Os vinhos ros\u00e9s s\u00e3o coringas da harmoniza\u00e7\u00e3o, os leves combinam com saladas, pratos de frutos do mar e com a secura do cerrado. Os com mais cor e estrutura acompanham pratos de salm\u00e3o, carnes brancas e culin\u00e1ria asi\u00e1tica. Talvez seja o estilo de vinho mais indicado para harmonizar com sushis.<\/p>\n<p>Encontro muito preconceito entre os consumidores com os ros\u00e9s, e percebo que \u00e9 em grande parte pelo desconhecimento de toda a sua variedade. Mais de um destes \u201cinimigos\u201d do ros\u00e9 me explicou que uma vez experimentou um e n\u00e3o gostou, da\u00ed resolveu nunca mais beber outro. Sempre me d\u00e1 vontade de perguntar se gostaram ou n\u00e3o do primeiro beijo na boca. Continuem degustando ros\u00e9s e beijando na boca, a pr\u00e1tica aperfei\u00e7oa a experi\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existe mais de um m\u00e9todo de elabora\u00e7\u00e3o do vinho ros\u00e9? Durante a pandemia resolvi colocar em pr\u00e1tica um projeto antigo, realizar semanalmente uma degusta\u00e7\u00e3o virtual de vinhos, com o encaminhamento, para os participantes, da sele\u00e7\u00e3o dos r\u00f3tulos da noite acondicionados em garrafinhas de 50ml. A brincadeira acabou sendo nomeada de LIVE WINE. 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