{"id":468,"date":"2014-01-16T11:18:00","date_gmt":"2014-01-16T13:18:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consumidor\/recorde_de_recall_em_2013\/"},"modified":"2014-01-16T11:18:00","modified_gmt":"2014-01-16T13:18:00","slug":"recorde_de_recall_em_2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consumidor\/recorde_de_recall_em_2013\/","title":{"rendered":"Recorde de recall em 2013"},"content":{"rendered":"\n<p>Os brasileiros foram submetidos a um n\u00famero recorde de produtos com  defeitos de f\u00e1brica no ano passado. Dados do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a  apontam que as empresas foram obrigadas a anunciar 109 recalls,  quantidade 62% maior que a registrada em 2012, quando houve 67 casos.  Trata-se do pior resultado desde 2003, quando o governo passou a fazer  esse tipo de levantamento, e o retrato do descaso em rela\u00e7\u00e3o aos  compradores, que pagam caro por mercadorias de p\u00e9ssima qualidade. Dos  total de recalls em 2013, o setor automotivo respondeu por 56% dos  casos, seguido pelo de motociclos (motos e bicicletas), com 13,8%, pela  \u00e1rea da sa\u00fade (6,4%) e pelo ramo de m\u00f3veis (5,5%).  <\/p>\n<p>Na opini\u00e3o da  secret\u00e1ria Nacional do Consumidor (Senacon), Juliana Pereira da Silva,  qualquer que seja o par\u00e2metro de avalia\u00e7\u00e3o, os resultados s\u00e3o p\u00e9ssimos. O  pior, segundo ela, \u00e9 o atendimento. Mesmo as companhias anunciando os  defeitos e a necessidade de corre\u00e7\u00e3o dos produtos, muitas n\u00e3o d\u00e3o o  retorno esperado. \u201cSem d\u00favidas, a melhora do atendimento no caso de  recalls \u00e9 um desafio\u201d, afirmou. \u201cA cada 10 comunicados, nove v\u00e3o para o  Judici\u00e1rio e se arrastam por mais de uma d\u00e9cada at\u00e9 que o pedido seja  atendido\u201d, observou. <\/p>\n<p>No acumulado de 10 anos, tamb\u00e9m o setor  automotivo lidera em n\u00famero de produtos com defeito, conforme o \u201cBoletim  de Sa\u00fade e Seguran\u00e7a do Consumidor\u201d divulgado ontem pela Senacon. Das  627 campanhas de recalls realizadas no per\u00edodo, 61,6% envolviam carros  que podiam causar danos aos clientes. Por isso, no entender de Juliana,  as convoca\u00e7\u00f5es para as montadoras sempre ganham mais destaque. \u201cQuando o  valor agregado \u00e9 baixo e a descarte da mercadoria \u00e9 simples, o problema  nos produtos n\u00e3o chamar\u00e1 tanta a aten\u00e7\u00e3o como o computado no setor  automotivo\u201d, explicou.  <\/p>\n<p>Manobras <\/p>\n<p>No  entender da secret\u00e1ria, \u00e9 importante se preocupar com itens que n\u00e3o  est\u00e3o tendo recall. \u201cA legisla\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 bem parecida com as  internacionais, mas precisamos intensificar a puni\u00e7\u00e3o. Assim, as  empresas ter\u00e3o de prestar contas com mais frequ\u00eancia aos consumidores\u201d,  afirmou. Em 2013, segundo a Senacon, foram realizados 309 recalls nos  Estados Unidos, sem contar o setor automotivo. \u201cQuando fica provada a  morte por causa de defeito de um produto, a vida para o Judici\u00e1rio  brasileiro custa R$ 50 mil. Por que nos EUA esse valor pode chegar a 10  milh\u00f5es?\u201d, questionou. <\/p>\n<p>Segundo o chefe de Regulamenta\u00e7\u00e3o e  Fiscaliza\u00e7\u00e3o do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia  (Inmetro), Alfredo Lobo, h\u00e1 empresas que trocam componentes de  mercadorias, mesmo depois da certifica\u00e7\u00e3o pelo \u00f3rg\u00e3o. Identificadas  essas manobras, elas s\u00e3o obrigadas a corrigir as irregularidade. \u201cPor  isso, o aumento no n\u00famero de recalls\u201d, frisou.  <\/p>\n<p><br style=\"font-style: italic\">Texto de Guilherme Ara\u00fajo <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os brasileiros foram submetidos a um n\u00famero recorde de produtos com defeitos de f\u00e1brica no ano passado. Dados do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a apontam que as empresas foram obrigadas a anunciar 109 recalls, quantidade 62% maior que a registrada em 2012, quando houve 67 casos. 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