{"id":2065,"date":"2017-10-14T10:31:15","date_gmt":"2017-10-14T13:31:15","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consumidor\/?p=2065"},"modified":"2017-10-14T10:31:15","modified_gmt":"2017-10-14T13:31:15","slug":"sindicos-usam-novo-codigo-de-processo-civil-para-reduzir-inadimplencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consumidor\/sindicos-usam-novo-codigo-de-processo-civil-para-reduzir-inadimplencia\/","title":{"rendered":"S\u00edndicos usam novo C\u00f3digo de Processo Civil para reduzir inadimpl\u00eancia"},"content":{"rendered":"<h4>Nova lei agilizou a cobran\u00e7a<\/h4>\n<p><em>Por Mayara Subtil, especial para o Correio<\/p>\n<p><\/em>A rapidez na forma de cobran\u00e7a de d\u00edvidas de condom\u00ednio contribuiu para uma queda expressiva nos \u00edndices de inadimpl\u00eancia dos brasilienses, em 2017, na compara\u00e7\u00e3o com os dois \u00faltimos anos, avalia o Sindicato dos Condom\u00ednios do Distrito Federal (Sindicondom\u00ednio). De acordo com o sindicato, a taxa atual est\u00e1 entre 12% e 15,6%. Em 2015, o \u00edndice bateu o patamar de 25% e, em 2016, 17%. A mudan\u00e7a na legisla\u00e7\u00e3o alterou a forma de cobrar de quem est\u00e1 inadimplente. Se, antes, um processo demorava mais de dois anos, agora ele pode ser resolvido em tr\u00eas dias.<\/p>\n<p>Desde 2016, quando o novo C\u00f3digo de Processo Civil (CPC) entrou em vigor, os condom\u00ednios puderam cobrar a d\u00edvida com mais agilidade. Antes, quando os s\u00edndicos precisavam recorrer \u00e0 Justi\u00e7a para a cobran\u00e7a, os processos demoravam at\u00e9 dois anos, porque o condom\u00ednio precisava provar o d\u00e9bito, esperar a resposta do cond\u00f4mino inadimplente, e aguardar que o juiz mandasse o cond\u00f4mino pagar.<\/p>\n<p>Pela<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm\" target=\"_blank\"> nova lei<\/a>, a d\u00edvida de condom\u00ednio virou um t\u00edtulo extrajudicial que pode ser executado diretamente. Ou seja, o s\u00edndico j\u00e1 pode pedir na Justi\u00e7a que o cond\u00f4mino pague o que \u00e9 devido, em um prazo de at\u00e9 tr\u00eas dias. Caso n\u00e3o receba, se iniciam os procedimentos para penhora do im\u00f3vel ou, ainda, o bloqueio de contas banc\u00e1rias. Em situa\u00e7\u00f5es extremas, o im\u00f3vel da d\u00edvida pode ir a leil\u00e3o. A m\u00e9dia \u00e9 que o procedimento esteja conclu\u00eddo em 1 ano e meio.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2066\" aria-describedby=\"caption-attachment-2066\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consumidor\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2017\/10\/CBPFOT031020170362.jpg\" rel=\"attachment wp-att-2066\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2066\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consumidor\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2017\/10\/CBPFOT031020170362.jpg\" alt=\"A s\u00edndica Maria das Dores Oliveira conseguiu resolver um problema de inadimpl\u00eancia no condom\u00ednio usando a nova lei\" width=\"800\" height=\"533\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consumidor\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2017\/10\/CBPFOT031020170362.jpg 800w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consumidor\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2017\/10\/CBPFOT031020170362-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consumidor\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2017\/10\/CBPFOT031020170362-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consumidor\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2017\/10\/CBPFOT031020170362-350x233.jpg 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consumidor\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2017\/10\/CBPFOT031020170362-550x366.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consumidor\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2017\/10\/CBPFOT031020170362-230x153.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2066\" class=\"wp-caption-text\">A s\u00edndica Maria das Dores Oliveira conseguiu resolver um problema de inadimpl\u00eancia no condom\u00ednio usando a nova lei<\/figcaption><\/figure>\n<p>S\u00edndica de um condom\u00ednio em Taguatinga, a dona de casa Maria das Dores Oliveira, 65 anos, fez uso da nova lei para cobrar a d\u00edvida de uma cond\u00f4mina. Ela conta que tentou resolver a situa\u00e7\u00e3o diretamente com a devedora. Sem conseguir acordo, resolveu recorrer \u00e0 Justi\u00e7a, quando o novo CPC j\u00e1 estava em vigor.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cCorreu r\u00e1pido o processo. Infelizmente, o apartamento da moradora chegou a ir a leil\u00e3o\u201d, conta.<\/p><\/blockquote>\n<p>Maria das Dores n\u00e3o deixa mais os d\u00e9bitos passarem de dois meses. \u201cAinda h\u00e1 cond\u00f4minos com quem consigo conversar, mas, com outros, preciso ser mais r\u00edgida. Se eu n\u00e3o tenho o m\u00ednimo de retorno, encaminho para a Justi\u00e7a direto\u201d, diz ela.<\/p>\n<p>Para o advogado Rafael Braga, membro da Comiss\u00e3o de Direito do Consumidor da OAB, com as mudan\u00e7as, a tend\u00eancia \u00e9 que os moradores inadimplentes deem mais aten\u00e7\u00e3o \u00e0 cobran\u00e7a do condom\u00ednio. \u201cO novo CPC tira a sensa\u00e7\u00e3o de impunidade. Sabendo que a pior forma de quitar a d\u00edvida \u00e9 por o im\u00f3vel \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a, os devedores v\u00e3o se precaver\u201d, explica Rafael.<\/p>\n<p>Ele afirma que a forma antiga n\u00e3o acabar\u00e1, mas garante que toda negocia\u00e7\u00e3o com as novas regras se torna simplificada. \u201cA rapidez leva \u00e0 efici\u00eancia. A pessoa vai pensar duas vezes antes de ficar em d\u00e9bito\u201d, opina.<\/p>\n<p>O presidente do Sindicondom\u00ednio, Jos\u00e9 Geraldo Dias Pimentel, concorda que o novo c\u00f3digo trouxe efici\u00eancia. Contudo, lembra que a rela\u00e7\u00e3o entre s\u00edndico e morador necessita ser boa, para evitar que a situa\u00e7\u00e3o seja resolvida pela Justi\u00e7a. \u201c\u00c9 fazer uma administra\u00e7\u00e3o mais participativa. Deixar claro, em assembleia, que os s\u00edndicos querem que os moradores n\u00e3o tenham problemas\u201d, pondera.<\/p>\n<h5>Estrat\u00e9gias<\/h5>\n<p>As regras do CPC n\u00e3o impedem que normas sejam estipuladas em assembleias de condom\u00ednio. Por\u00e9m, os gestores de condom\u00ednios n\u00e3o podem ir contra o que \u00e9 previsto em lei, afirma o professor de direito da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) Guilherme Fernandes. \u201cNa verdade, o ideal \u00e9 mandar logo uma carta de cobran\u00e7a ao morador. Mas como e quando alertar da d\u00edvida depende do que a assembleia decidir.\u201d<\/p>\n<p>S\u00edndica de um pr\u00e9dio em Taguatinga Sul, a professora Lu\u00edza Batista, 45 anos, sempre procurou adotar medidas administrativas para conter a inadimpl\u00eancia do condom\u00ednio. Ela n\u00e3o cogita usar a nova lei. A taxa de inadimpl\u00eancia, que j\u00e1 havia chegado a 23%, com as medidas adotadas est\u00e1, hoje, em 3%. Entre as estrat\u00e9gias que usou para reduzir a inadimpl\u00eancia, ela cita os comunicados constantes sobre a import\u00e2ncia de ter os pagamentos em dia. \u201cEssas a\u00e7\u00f5es foram mantidas. \u00c9 preciso tamb\u00e9m deixar sempre claro o que est\u00e1 sendo feito, para que todos entendam como o dinheiro est\u00e1 sendo investido\u201d, explica Lu\u00edza. \u201cQuando um n\u00e3o paga o condom\u00ednio, todos t\u00eam preju\u00edzo.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova lei agilizou a cobran\u00e7a Por Mayara Subtil, especial para o Correio A rapidez na forma de cobran\u00e7a de d\u00edvidas de condom\u00ednio contribuiu para uma queda expressiva nos \u00edndices de inadimpl\u00eancia dos brasilienses, em 2017, na compara\u00e7\u00e3o com os dois \u00faltimos anos, avalia o Sindicato dos Condom\u00ednios do Distrito Federal (Sindicondom\u00ednio). 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