{"id":1386,"date":"2016-09-26T11:54:03","date_gmt":"2016-09-26T14:54:03","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consumidor\/?p=1386"},"modified":"2016-09-26T12:01:28","modified_gmt":"2016-09-26T15:01:28","slug":"insetos-e-corpos-estranhos-em-alimentos-denuncie","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consumidor\/insetos-e-corpos-estranhos-em-alimentos-denuncie\/","title":{"rendered":"Insetos e corpos estranhos em alimentos? Denuncie"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Pedro Grigori<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_1387\" aria-describedby=\"caption-attachment-1387\" style=\"width: 270px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consumidor\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2016\/09\/CBNFOT220920160973.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1387\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1387\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consumidor\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2016\/09\/CBNFOT220920160973.jpg\" alt=\"Cr\u00e9dito: Arquivo Pessoal\" width=\"270\" height=\"491\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consumidor\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2016\/09\/CBNFOT220920160973.jpg 800w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consumidor\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2016\/09\/CBNFOT220920160973-165x300.jpg 165w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consumidor\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2016\/09\/CBNFOT220920160973-768x1396.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consumidor\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2016\/09\/CBNFOT220920160973-563x1024.jpg 563w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consumidor\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2016\/09\/CBNFOT220920160973-193x350.jpg 193w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consumidor\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2016\/09\/CBNFOT220920160973-550x1000.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consumidor\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2016\/09\/CBNFOT220920160973-230x418.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1387\" class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9dito: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p>A fisioterapeuta e acupunturista Dani\u00e9lle Cardim, 37 anos, teve uma surpresa nada agrad\u00e1vel ap\u00f3s comprar uma caixinha de suco de p\u00eassego da Nutri N\u00e9ctar para que a filha, Manoela Cardim, 4 anos, levasse de lanche, na \u00faltima semana. No col\u00e9gio, a crian\u00e7a sentiu que, no fim da bebida, algo impedia a suc\u00e7\u00e3o do l\u00edquido pelo canudo. A professora balan\u00e7ou a embalagem e tamb\u00e9m achou estranho. \u201cRecebi uma liga\u00e7\u00e3o da escola dizendo que havia algo dentro do suco da minha filha e que ela havia bebido praticamente tudo. Corri para l\u00e1 e decidimos abrir a caixa. Peguei uma luva cir\u00fargica e toquei a gosma que havia dentro da embalagem. Senti que parecia uma pele com pelos\u201d, relembra a m\u00e3e.<\/p>\n<p>Funcion\u00e1rios do centro de ensino fotografaram e filmaram toda a cena. Desesperada, Dani\u00e9lle levou a filha para o hospital mais pr\u00f3ximo. \u201cEntrei em p\u00e2nico. O l\u00edquido dentro da caixa parecia \u00e1gua de esgoto. Temi pela sa\u00fade dela, que nem percebeu o que estava tomando\u201d, relata. Ap\u00f3s ser examinada por duas pediatras e um infectologista, a menina voltou para casa, onde passou por 72 horas de observa\u00e7\u00e3o para identificar poss\u00edveis sintomas de leptospirose.<\/p>\n<p>Casos semelhantes aos de Dani\u00e9lle e Manoela n\u00e3o s\u00e3o raridade. Hoje, com a internet, muita gente faz reclama\u00e7\u00f5es parecidas. Pelas redes sociais, casos de baratas em chocolates, de insetos em sandu\u00edches e de pelos de rato em enlatados ganham destaque. Al\u00e9m disso, a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) recebe relatos di\u00e1rios dos mais diversos tipos de insetos e objetos encontrados nos alimentos. Mesmo recorrentes, as d\u00favidas sobre o que fazer persistem.<\/p>\n<p><strong>Danos<\/strong><\/p>\n<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria de alimentos \u00e9 realizada por \u00f3rg\u00e3os municipais, estaduais e federais. Segundo a Anvisa, casos como o de Dani\u00e9lle s\u00e3o verificados pela Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria local, que encaminhar\u00e1 e tratar\u00e1 adequadamente a den\u00fancia. A advogada de direito do consumidor Lorena Brito conta que, em situa\u00e7\u00f5es nas quais s\u00e3o confirmados defeitos no produto, o fornecedor tem o dever de reparar o dano. \u201cA sa\u00fade e a seguran\u00e7a do consumidor foram colocadas em risco. Dessa forma, uma a\u00e7\u00e3o pode ser ajuizada, e a pessoa deve fazer uma reclama\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, podendo receber danos morais e materiais pelo ocorrido\u201d, detalha. Caso a v\u00edtima n\u00e3o tenha condi\u00e7\u00f5es de ter acesso a um advogado particular, deve procurar o Juizado Especial. O valor do ressarcimento pode chegar a at\u00e9 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos, variando em decorr\u00eancia da gravidade do caso.<\/p>\n<p>Ao entrar em contato com o Servi\u00e7o de Atendimento ao Cliente (SAC) do Grupo Mariza, respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o dos sucos Nutri N\u00e9ctar, a fisioterapeuta Dani\u00e9lle disse que a empresa pediu a conta banc\u00e1ria para reembolso. \u201cEu paguei R$ 1,35 pelo suco. Foi um valor insignificante comparado ao sufoco que passei. N\u00e3o quero esse dinheiro de volta\u201d, reclama. Segundo a advogada Lorena Brito, essa atitude \u00e9 normal em casos de subst\u00e2ncias estranhas em alimentos. \u201cAs entidades pensam que apenas reparar o valor do produto ou entregar outro semelhante \u00e9 suficiente, o que n\u00e3o \u00e9 o caso. Um corpo estranho \u00e9 motivo para, em processo, ser considerado defeituoso, o que j\u00e1 cabe danos morais\u201d, explica.<\/p>\n<p>Segundo a Diretoria de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria do Distrito Federal (Divisa), em situa\u00e7\u00f5es de produtos defeituosos, a Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria coleta o lote no estabelecimento da compra. Ele \u00e9 submetido a testes e, havendo a detec\u00e7\u00e3o de irregularidade, a empresa \u00e9 notificada e autuada. No fim do processo, pode haver aplica\u00e7\u00e3o de multa, que varia entre R$ 2 mil e R$ 1,5 milh\u00e3o. Em uma a\u00e7\u00e3o, caso o denunciante n\u00e3o tenha mais o produto, s\u00e3o v\u00e1lidos como provas fotos, v\u00eddeos e testemunhas.<\/p>\n<p><strong>Perigo<\/strong><\/p>\n<p>Em junho, Juliana Sette, 21 anos, pediu pela internet um combo com sandu\u00edche da empresa Sky&#8217;s Burger. A entrega demorou 40 minutos. Ao dar a primeira mordida, a jovem se deparou com algo escuro. Ao verificar com mais aten\u00e7\u00e3o, identificou um besouro. \u201cSempre comi l\u00e1. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o muito chata, porque, de que adianta o gosto ser bom, se n\u00e3o h\u00e1 o m\u00ednimo de higiene? Agora, eu tenho nojo\u201d, descreve. O propriet\u00e1rio, Carlos Perez, entrou em contato com a consumidora, lamentando o ocorrido e buscando mais informa\u00e7\u00f5es sobre o incidente. \u201cH\u00e1 uns cinco meses, vinha adquirindo a alface j\u00e1 higienizada de uma agroind\u00fastria do DF. Possivelmente, a\u00ed ocorreu uma falha, que n\u00e3o foi detectada pelos colaboradores. Depois disso, a Sky\u2019s Burger voltou a fazer a higieniza\u00e7\u00e3o da salada, como sempre ocorreu em sua hist\u00f3ria\u201d, conta Carlos.<\/p>\n<p>O cl\u00ednico geral do Hospital Santa L\u00facia, Marcos Pontes, conta que diversas doen\u00e7as e infec\u00e7\u00f5es podem ser contra\u00eddas ao consumir alimentos contaminados. \u201cSe isso acontecer, \u00e9 importante ir de imediato ao hospital. \u00c9 indicado que o paciente fique at\u00e9 72 horas em observa\u00e7\u00e3o, nas quais ser\u00e3o analisadas infec\u00e7\u00f5es que podem ser causadas pelas toxinas no alimento. Elas podem trazer diversas consequ\u00eancias, como viroses e at\u00e9 les\u00f5es renais\u201d, alerta o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Fungos<br \/>\nEm nota, o Grupo Mariza informou que o lote do Nutri N\u00e9ctar em que a subst\u00e2ncia estranha foi localizada encontra-se em perfeitas condi\u00e7\u00f5es, sem qualquer altera\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas organol\u00e9pticas ou microbiol\u00f3gicas. Segundo a empresa, as an\u00e1lises foram repetidas e, dessa forma, o lote atende \u00e0s exig\u00eancias da legisla\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o competente. A subst\u00e2ncia encontrada no suco, seria, segundo o Grupo Mariza, uma col\u00f4nia de fungos, que tem chance de se desenvolver posteriormente, a partir de um \u00fanico esporo microsc\u00f3pio. Isso poderia acontecer devido \u00e0 presen\u00e7a de microfuros na embalagem, provenientes, provavelmente, da forma de armazenamento ou de transporte indevidos.<\/p>\n<p>SERVI\u00c7O<br \/>\nDenuncie<br \/>\nO consumidor, ao notar alguma anormalidade no produto comprado, deve ligar para o telefone 160 e informar o nome do produto, lote e demais informa\u00e7\u00f5es presentes no r\u00f3tulo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Pedro Grigori A fisioterapeuta e acupunturista Dani\u00e9lle Cardim, 37 anos, teve uma surpresa nada agrad\u00e1vel ap\u00f3s comprar uma caixinha de suco de p\u00eassego da Nutri N\u00e9ctar para que a filha, Manoela Cardim, 4 anos, levasse de lanche, na \u00faltima semana. No col\u00e9gio, a crian\u00e7a sentiu que, no fim da bebida, algo impedia a suc\u00e7\u00e3o do l\u00edquido pelo canudo. 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