{"id":1470,"date":"2018-06-17T13:07:50","date_gmt":"2018-06-17T16:07:50","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consultoriosentimental\/?p=1470"},"modified":"2018-06-17T13:19:28","modified_gmt":"2018-06-17T16:19:28","slug":"cartas-de-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consultoriosentimental\/cartas-de-amor\/","title":{"rendered":"CARTAS DE AMOR"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #0000ff\">H\u00e1 11 anos, publiquei um texto intitulado Cartas de Amor. E dele me lembrei ontem, durante a sess\u00e3o do grupo de terapia PARA SOBREVIVER A UM GRANDE AMOR, quando falamos sobre a dificuldade de di\u00e1logo que \u00e0s vezes ou sempre se abate sobre os casais. Fica a dica!<\/span><\/p>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #f05507\"><strong>Cartas de Amor <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #f05507\">Passam-se os anos, os s\u00e9culos, mas ningu\u00e9m est\u00e1 imune de, um dia, escrever ou ser alvo de uma dessas mensagens que mexem conosco e podem mudar nossas vidas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #f05507\">E, quando digo &#8220;cartas de amor&#8221;, n\u00e3o falo apenas daquelas em que um algu\u00e9m declara sentir o chamado amor rom\u00e2ntico por outro algu\u00e9m. Falo de mensagens verdadeiras, sinceras, honestas, amorosas, mesmo que precisem ser duras.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #f05507\">Ali\u00e1s, em consult\u00f3rio, costumo incentivar os pacientes a escrev\u00ea-las. \u00c0s vezes para um marido ou esposa, \u00e0s vezes um filho, \u00e0s vezes um amigo. Porque h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que o di\u00e1logo ao vivo fica imposs\u00edvel, podendo virar um bate-boca, ocasi\u00e3o em que terminamos n\u00e3o dizendo o que precisaria ser dito ou dizendo coisas das quais nos arrependemos em seguida.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #f05507\">Quando algo vai mal, o que temos a fazer \u00e9 conversar. Mas nem sempre o melhor momento para n\u00f3s \u00e9 um bom momento para o outro. Se tentarmos na hora errada, o papo j\u00e1 come\u00e7ar\u00e1 sem muitas chances de terminar bem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #f05507\">Al\u00e9m disso, h\u00e1 pessoas que t\u00eam dificuldade para se expressar num t\u00eate-\u00e0-t\u00eate, assim como h\u00e1 quem n\u00e3o tenha paci\u00eancia para esperar o outro falar. Os primeiros podem gaguejar ou ficar paralisados. Os segundos podem interromper e rebater o que nem foi conclu\u00eddo. Passa-se de uma frase mal terminada para outra e o que deveria aproximar pode afastar definitivamente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #f05507\">Por isso eu defendo, nesses casos, o di\u00e1logo por carta. Quando escrevemos, somos donos do nosso tempo. Podemos colocar no papel tudo o que sentimos, sem o risco de sermos interrompidos, de deixarmos coisas pela metade ou mal ditas. Al\u00e9m disso, damos ao outro a respeitosa oportunidade de n\u00e3o ler nossa carta, ou de l\u00ea-la em presta\u00e7\u00f5es, ou de l\u00ea-la v\u00e1rias vezes, no tempo dele, sem atropelos, imposi\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #f05507\">Ent\u00e3o, se voc\u00ea tem algo a dizer e n\u00e3o est\u00e1 sendo poss\u00edvel faz\u00ea-lo pessoalmente, experimente escrever. Procure come\u00e7ar realmente pelo come\u00e7o, como por exemplo: &#8220;Quando nos conhecemos&#8230;&#8221;. A partir da\u00ed, fale dos seus sentimentos. Seja verdadeiro, intenso. Deixe de lado a vergonha. Permita-se ser piegas, gargalhar ou chorar sobre o papel ou o teclado. Fale como se fosse sua \u00faltima oportunidade de dizer o que lhe vai na alma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #f05507\">Depois, descreva os bons momentos que tiveram juntos, em detalhes. Recorde as alegrias, as fantasias, os projetos. N\u00e3o economize, nem demonstre arrependimento do que viveram, mesmo que, hoje, tenha a certeza de que tudo n\u00e3o passou de uma grande mentira.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #f05507\">Em seguida, e s\u00f3 nesse momento, diga o que est\u00e1 incomodando, o quanto fica triste ou enfurecido, o que n\u00e3o pode aceitar. E, ent\u00e3o, pe\u00e7a ao outro que responda, de prefer\u00eancia, em carta. Ou, se for o caso, d\u00ea o relacionamento por encerrado, respeitosamente, amorosamente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #f05507\">Escrever assim \u00e9 sempre positivo. E, mesmo que o alvo de sua mensagem jamais chegue a l\u00ea-la, n\u00e3o importa porque o ato de escrever, em si, certamente provocar\u00e1 em voc\u00ea uma conscientiza\u00e7\u00e3o libertadora.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #f05507\">E, para quem curte filmes, recomendo um sobre o tema que considero lind\u00edssimo, intitulado &#8220;Cartas de Amor&#8221;, com Laura Linney e Steven Weber. Vale a pena assistir para se inspirar.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 11 anos, publiquei um texto intitulado Cartas de Amor. 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