{"id":1287,"date":"2018-05-05T16:02:56","date_gmt":"2018-05-05T19:02:56","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consultoriosentimental\/?p=1287"},"modified":"2018-05-05T16:02:56","modified_gmt":"2018-05-05T19:02:56","slug":"sequilho-com-goiabada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consultoriosentimental\/sequilho-com-goiabada\/","title":{"rendered":"SEQUILHO COM GOIABADA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #ff0000\">Mais uma contribui\u00e7\u00e3o de <strong>TERESA CRISTINA LUSTOZA DANTAS<\/strong>. Um texto que nos faz pensar sobre a necessidade que temos de &#8220;colocar os outros do nosso jeito&#8221;. Aguardo os coment\u00e1rios!<\/span><\/p>\n<div class=\"post-content\">\n<div class=\"body-text\"><\/div>\n<div class=\"body-text\" style=\"text-align: right\">\n<p style=\"text-align: center\">Criei o costume de, toda semana, comprar sequilho com goiabada na padaria perto daqui de casa. Com\u00ea-lo bebendo um caf\u00e9 sem a\u00e7\u00facar tornou-se, sem exagero, um dos momentos mais deliciosos da semana (tirando o dia da coxinha com caf\u00e9). Mas a goiabada me incomodava. N\u00e3o necessariamente ela, mas sua pouca quantidade. Era um pingo no meio do sequilho.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Reclamei na padaria, chamei o padeiro de casquinha e tudo mais. Outro dia, voltando do trabalho, passei pela padaria e, pra minha sorte, disseram que havia um sequilho especial pra mim. L\u00e1 estava, o meu sonho num sequilho de um real. Quase que completamente coberto de goiabada.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Chegando em casa, preparado o caf\u00e9 e toda a ritual\u00edstica necess\u00e1ria para consumir o apetec\u00edvel sequilho, ocorreu que n\u00e3o comi nem a metade. Enjoei na segunda mordida. Doce demais, chegava a dar n\u00e1useas. Dia seguinte, cheguei na padaria e l\u00e1 estava: outro sequilho coberto de goiabada. Me ofereceram e, por vergonha de dizer que odiei o do dia anterior, comprei. Em casa, raspei a goiabada e comi.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">O problema, o inferno, n\u00e3o era a goiabada nem o padeiro, era eu. Fui eu que, amando o que amava, queria do meu jeito, sem entender que eu gostava era do jeito que era, porque, se do meu jeito fosse, eu rejeitaria, enjoaria e at\u00e9 tentaria faz\u00ea-lo voltar a ser como era.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Assim fazemos com as pessoas tamb\u00e9m. No in\u00edcio, as amamos como s\u00e3o, depois que est\u00e3o conosco come\u00e7amos a criticar, tentamos mud\u00e1-las, tentamos &#8220;colocar do nosso jeito\u201d, sem saber que nosso jeito s\u00e3o nossas proje\u00e7\u00f5es, pessoas que n\u00e3o existem e que, se existissem, enjoar\u00edamos delas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Transformamos para descartar, porque quando aquela pessoa muda, muito provavelmente de quem gost\u00e1vamos n\u00e3o est\u00e1 mais l\u00e1.<\/p>\n<p>Autor desconhecido<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais uma contribui\u00e7\u00e3o de TERESA CRISTINA LUSTOZA DANTAS. Um texto que nos faz pensar sobre a necessidade que temos de &#8220;colocar os outros do nosso jeito&#8221;. Aguardo os coment\u00e1rios! Criei o costume de, toda semana, comprar sequilho com goiabada na padaria perto daqui de casa. Com\u00ea-lo bebendo um caf\u00e9 sem a\u00e7\u00facar tornou-se, sem exagero, um dos momentos mais deliciosos da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":85,"featured_media":1290,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[135],"tags":[274,273,275,272],"class_list":["post-1287","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-psicologia","tag-colocar","tag-goiabada","tag-jeito","tag-sequilho"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consultoriosentimental\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1287","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consultoriosentimental\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consultoriosentimental\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consultoriosentimental\/wp-json\/wp\/v2\/users\/85"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consultoriosentimental\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1287"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consultoriosentimental\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1287\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1292,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consultoriosentimental\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1287\/revisions\/1292"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consultoriosentimental\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1290"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consultoriosentimental\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1287"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consultoriosentimental\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1287"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/consultoriosentimental\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1287"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}