{"id":827,"date":"2022-03-14T08:39:21","date_gmt":"2022-03-14T11:39:21","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/?p=827"},"modified":"2022-03-14T08:39:46","modified_gmt":"2022-03-14T11:39:46","slug":"aprender-a-mudar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/2022\/03\/14\/aprender-a-mudar\/","title":{"rendered":"Aprender a Mudar"},"content":{"rendered":"<p>Ana Castro &amp; Cosette Castro<\/p>\n<p>Bras\u00edlia &#8211; Em fevereiro publicamos um texto sobre mudan\u00e7a de casa, cujo significado vai muito al\u00e9m da troca de resid\u00eancia.<\/p>\n<p>Hoje o tema \u00e9 a mudan\u00e7a e adapta\u00e7\u00e3o de casas e apartamentos para receber\u00a0 familiares com dem\u00eancias.\u00a0Neste caso, as mudan\u00e7as s\u00e3o mais profundas, pois exigem adapta\u00e7\u00e3o dos dois lados.<\/p>\n<p>Muda quem recebe.<br \/>\nA fam\u00edlia precisa se informar sobre as necessidades do paciente com dem\u00eancia e tamb\u00e9m modificar o entorno dom\u00e9stico.<\/p>\n<p>Muda quem muda, como \u00e9 o caso da pessoa enferma\u00a0 que \u00e9 levada para casa de seus familiares. Este foi o caso da Carmencita, que foi morar em Bras\u00edlia\u00a0 com a Cosette Castro quando j\u00e1 n\u00e3o conseguia mais estar sozinha\u00a0 em sua casa, em Porto Alegre, apesar do acompanhamento de cuidadoras e fisioterapeuta.<\/p>\n<p>Muda quem transforma toda sua vida para cuidar de um familiar enfermo.<\/p>\n<p>Este foi o caso da Ana Castro, que saiu de S\u00e3o Paulo para Bras\u00edlia para cuidar da m\u00e3e, Normita.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem leve a m\u00e3e para viver em outro pa\u00eds, como foi o caso de uma amiga que mora em Portugal.\u00a0Ou de outra amiga, tamb\u00e9m vivendo no exterior, que faz cuidados \u00e0 dist\u00e2ncia, com contribui\u00e7\u00e3o de cuidadoras profissionais no Brasil.<\/p>\n<p>E muda a rotina\u00a0 das pessoas que t\u00eam seu lar adaptado para atender \u00e0s necessidades de um ser querido doente.<\/p>\n<p>Em todos os casos,\u00a0s\u00e3o necess\u00e1rias transforma\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e emocionais\u00a0 que possibilitem o bem-estar e seguran\u00e7a do paciente.<\/p>\n<p>Temos uma amiga que recriou o quarto do pai\u00a0 trazendo os m\u00f3veis dele do interior de S\u00e3o Paulo e pintando das mesmas cores do quarto original. Mas nem todas as fam\u00edlias t\u00eam or\u00e7amento para isso.<\/p>\n<p>\u00c9 um desafio\u00a0(e tamb\u00e9m um alto custo) adaptar as casas para proteger as pessoas queridas.<\/p>\n<p>Passamos a conhecer\u00a0 mais sobre pisos, sobre produtos antiderrapantes. Retiramos tapetes e qualquer coisa que possa machucar nosso familiar. Enchemos a resid\u00eancia de produtos que protejam de batidas\u00a0nos bra\u00e7os e pernas. Retiramos m\u00f3veis para ampliar as passagens livres.<\/p>\n<p>Saem sof\u00e1s modernos. Entram cadeiras de balan\u00e7o e cadeiras reclin\u00e1veis.\u00a0 Saem quadros e a casa \u00e9 preenchida com verdes e flores. Cantinhos, dentro e fora da casa, s\u00e3o criados\u00a0 ou recriados com espa\u00e7o para fotografias e lembran\u00e7as.<\/p>\n<p>Quando chega a cadeira de rodas, \u00e9 preciso, em alguns casos,\u00a0ampliar a largura das portas. E fazer pequenas reformas de maneira a n\u00e3o atrapalhar a rotina da pessoa enferma.<\/p>\n<p>A adapta\u00e7\u00e3o de banheiros \u00e9 essencial para seguran\u00e7a das pessoas idosas, particularmente aquelas com dem\u00eancias. As barras de seguran\u00e7a se espalham por banheiros e quartos.<\/p>\n<p>Para quem tem condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, a arquitetura inclusiva ajuda muito a desenvolver e adaptar\u00a0 espa\u00e7os.<\/p>\n<p>As pessoas que recebem familiares com dem\u00eancia, independente da idade,\u00a0precisam tamb\u00e9m conhecer os est\u00e1gios e caracter\u00edsticas das doen\u00e7as.<\/p>\n<p>Conhecimento leva \u00e0 compreens\u00e3o e\u00a0evita m\u00e1goas. Com informa\u00e7\u00e3o, cuidadoras podem deixar de\u00a0levar para o lado pessoal\u00a0 quadros que se repetem na maioria das pessoas enfermas. Nos referimos as s\u00edndromes psic\u00f3ticas, emocionais e comportamentais que se manifestam j\u00e1 na primeira fase da dem\u00eancia.<\/p>\n<p>Os del\u00edrios mais comuns em pacientes demenciados s\u00e3o as crises de persegui\u00e7\u00e3o, acusa\u00e7\u00f5es de infidelidade, de abandono e de roubo. Assuntos que n\u00e3o se esgotam em um texto. Voltaremos ao tema.<\/p>\n<p>Para quem vive a situa\u00e7\u00e3o da mudan\u00e7a de casa ou adapta\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel e precisa de solu\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas, compartilhar ideias nos grupos de apoio costuma ser uma \u00f3tima sa\u00edda. Aprendemos com erros e acertos de quem vive a mesma situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>PS: Ana Castro \u00e9 uma \u00f3tima consultora para os temas de adapta\u00e7\u00e3o da casa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ana Castro &amp; Cosette Castro Bras\u00edlia &#8211; Em fevereiro publicamos um texto sobre mudan\u00e7a de casa, cujo significado vai muito al\u00e9m da troca de resid\u00eancia. Hoje o tema \u00e9 a mudan\u00e7a e adapta\u00e7\u00e3o de casas e apartamentos para receber\u00a0 familiares com dem\u00eancias.\u00a0Neste caso, as mudan\u00e7as s\u00e3o mais profundas, pois exigem adapta\u00e7\u00e3o dos dois lados. Muda quem recebe. 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