{"id":757,"date":"2022-01-24T07:00:14","date_gmt":"2022-01-24T10:00:14","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/?p=757"},"modified":"2022-01-23T23:36:34","modified_gmt":"2022-01-24T02:36:34","slug":"janeiro-branco-e-o-autocuidado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/2022\/01\/24\/janeiro-branco-e-o-autocuidado\/","title":{"rendered":"Janeiro Branco e o Autocuidado"},"content":{"rendered":"<p>Ana Castro &amp; Cosette Castro<\/p>\n<p>Bras\u00edlia &#8211; Em tempos de pandemia e agravamento da sa\u00fade mental, seguimos na campanha Janeiro Branco.<\/p>\n<p>O acirramento da pandemia pela variante \u00f4micron tem\u00a0 ocasionado mais casos entre a popula\u00e7\u00e3o, embora o medo pare\u00e7a ter diminu\u00eddo.<\/p>\n<p>Desta vez,\u00a0 a doen\u00e7a n\u00e3o aparenta ser t\u00e3o letal, podendo ser confundida com uma gripe. Mas tem se espalhado depressa, contaminado diferentes faixas et\u00e1rias de uma mesma fam\u00edlia e lotado unidades de sa\u00fade e hospitais em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>A vacina\u00e7\u00e3o infantil come\u00e7a a passos lentos em um governo que n\u00e3o se interessa em vacinar e proteger suas crian\u00e7as, o futuro da na\u00e7\u00e3o. Enquanto isso, \u00a0as not\u00edcias de crian\u00e7as em hospitais e UIT se espalham como rastro de p\u00f3lvora. E aperta o cora\u00e7\u00e3o receber a not\u00edcia de meninos e meninas internadas em Bras\u00edlia, Porto Alegre, Macei\u00f3 e Salvador, s\u00f3 para citar exemplos conhecidos.<\/p>\n<p>Tais not\u00edcias, aumentam a carga de estresse, \u00a0luto \u00a0individual e coletivo acarretando problemas para a sa\u00fade mental.<\/p>\n<p>Pesquisa realizada pelo \u00a0Instituto Ipsos para o F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial em 2021 mostrou que \u00a053% dos brasileiros notaram que houve um agravamento de sua sa\u00fade mental durante a pandemia. O estudo foi feito entre abril de 2020 e abril de 2021 e \u00a0seus resultados podem ser aproveitados para o come\u00e7o de 2022.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o ocorre por acaso.\u00a0 Quando pensamos que poder\u00edamos voltar a sair, passear, viajar e encontrar familiares e amigos no final de 2021, a \u00f4micron chegou mostrando que novas restri\u00e7\u00f5es s\u00e3o necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da pandemia, do isolamento social obrigat\u00f3rio,\u00a0 da doen\u00e7a e das mortes, tivemos chuvas e alagamentos no Sudeste, Centro-Oeste, Norte e\u00a0 Nordeste e\u00a0 calor\u00f5es\u00a0 com sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica de at\u00e9 60 graus no Sul do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Como se isso n\u00e3o bastasse,\u00a0 o desemprego aumentou, as ofertas de emprego mostram sal\u00e1rios reduzidos, os direitos sociais est\u00e3o sendo cortados, aumentou o trabalho prec\u00e1rio e o\u00a0 custo de vida est\u00e1 mais alto.<\/p>\n<p>Com tudo isso, fica dif\u00edcil manter os compromissos em dia, principalmente porque supermercados, farm\u00e1cias,\u00a0 e contas como luz, \u00e1gua, telefone, g\u00e1s e combust\u00edveis n\u00e3o param de aumentar.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o sentir medo, raiva, sensa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia, impaci\u00eancia, irrita\u00e7\u00e3o,\u00a0 dificuldade para dormir e\/ou pensamentos repetitivos?<\/p>\n<p>Em tempos dif\u00edceis, buscar ajuda profissional deveria ser uma das primeiras medidas para proteger a sa\u00fade mental e manter uma boa conviv\u00eancia consigo mesmo e com os demais.<\/p>\n<p>No entanto, vivemos em \u00a0uma sociedade onde boa parte das pessoas \u00a0considera que buscar ajuda \u00e0s dores emocionais se resume a ir a m\u00e9dicos. E a tomar medica\u00e7\u00e3o, como se tudo pudesse se resolver em um passe de m\u00e1gica. Os rem\u00e9dios podem\u00a0ajudar, mas nem sempre s\u00e3o necess\u00e1rios.<\/p>\n<p>Outros pensam que \u00a0procurar ajuda terap\u00eautica ou psicanal\u00edtica \u00e9 \u201ccoisa de louco\u201d, estigmatizando as pessoas que buscam compreender seus sentimentos e emo\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s da ajuda especializada.<\/p>\n<p>Nada de estranho em uma sociedade aonde n\u00e3o somos educados para as emo\u00e7\u00f5es. Ao contr\u00e1rio, somos deseducados. Aprendemos desde cedo a esconder as emo\u00e7\u00f5es, como se fossem um pecado, uma imperfei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A boa not\u00edcia \u00e9 que h\u00e1 outros caminhos que podem ser percorridos para reduzir\u00a0 e tratar quest\u00f5es emocionais. Um deles \u00e9 falar sobre o que sente, ainda que n\u00e3o esteja claro para voc\u00ea.<\/p>\n<p>Falar \u00e9 essencial, mas n\u00e3o basta conversar com amigos ou familiares. Eles podem ser um ombro amigo e demonstrar carinho oferecendo seu tempo e abra\u00e7o em algumas ocasi\u00f5es. No entanto, n\u00e3o est\u00e3o preparados para identificar ang\u00fastia, ansiedade e outros quadros e transtornos ps\u00edquicos.<\/p>\n<p>Tampouco est\u00e3o capacitados para uma escuta especializada que ajude a identificar as dores, os medos, as culpas e a raiva.<\/p>\n<p>Aprender a falar e a ouvir pode ajudar voc\u00ea a perceber mais o mundo, a olhar com mais aten\u00e7\u00e3o para si mesma e para os outros. E, talvez,\u00a0 aos poucos, seja poss\u00edvel reconhecer os sentimentos, evitar as repeti\u00e7\u00f5es e, quem sabe,\u00a0 se responsabilizar por sentimentos e atitudes, evitando a pr\u00e1tica de culpar e responsabilizar os demais.<\/p>\n<p>#JaneiroBranco #cuidadoeautocuidado<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ana Castro &amp; Cosette Castro Bras\u00edlia &#8211; Em tempos de pandemia e agravamento da sa\u00fade mental, seguimos na campanha Janeiro Branco. O acirramento da pandemia pela variante \u00f4micron tem\u00a0 ocasionado mais casos entre a popula\u00e7\u00e3o, embora o medo pare\u00e7a ter diminu\u00eddo. Desta vez,\u00a0 a doen\u00e7a n\u00e3o aparenta ser t\u00e3o letal, podendo ser confundida com uma gripe. Mas tem se espalhado [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":126,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[3,2,119,20,21,350,4],"class_list":["post-757","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cuidado-e-autocuidado","tag-autocuidado","tag-cuidado","tag-cuidado-e-autocuidado","tag-cuidadoras-familiares","tag-cuidadores-familiares","tag-janeiro-branco","tag-mulheres"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/757","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-json\/wp\/v2\/users\/126"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=757"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/757\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":758,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/757\/revisions\/758"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=757"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=757"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=757"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}