{"id":3754,"date":"2026-01-16T07:30:33","date_gmt":"2026-01-16T10:30:33","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/?p=3754"},"modified":"2026-01-15T22:37:21","modified_gmt":"2026-01-16T01:37:21","slug":"quem-cuida-de-quem-cuida-06-anos-depois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/2026\/01\/16\/quem-cuida-de-quem-cuida-06-anos-depois\/","title":{"rendered":"Quem Cuida de Quem Cuida?,  06 Anos Depois"},"content":{"rendered":"<p>Cosette Castro<\/p>\n<p>Bras\u00edlia &#8211; Quando come\u00e7amos a idealizar o Coletivo Filhas da M\u00e3e, no segundo semestre de 2019, uma pergunta nos atravessava: \u201cQuem cuida de quem cuida?\u201d.<\/p>\n<p>Como familiares de pessoas com dem\u00eancia, viv\u00edamos diariamente a dor da perda em conta-gotas, a solid\u00e3o, o medo e a falta de informa\u00e7\u00f5es. Foi esse vazio que nos levou a pesquisar quem s\u00e3o as pessoas cuidadoras no Distrito Federal, revelando um cen\u00e1rio de empobrecimento, endividamento e envelhecimento acelerado entre quem cuida, inclusive n\u00f3s mesmas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da sobrecarga f\u00edsica e emocional, havia o peso da invisibilidade. Est\u00e1vamos confinadas a um papel social que pouco se v\u00ea, pouco se reconhece e quase nunca se valoriza: o de cuidadoras familiares. Sab\u00edamos que era urgente nomear essa realidade, compreendendo como a desigualdade de g\u00eanero estrutura e refor\u00e7a a sobrecarga e o adoecimento das mulheres.<\/p>\n<p>O nome Filhas da M\u00e3e n\u00e3o foi acaso. Somos todas Filhas da M\u00e3e &#8211; como outras bilh\u00f5es de pessoas no planeta &#8211;\u00a0 e temos orgulho disso. Reapropriar esse termo foi um gesto pol\u00edtico: desconstruir o palavr\u00e3o, ressignificar, existir sem pedir licen\u00e7a. Ao longo de seis anos, afirmamos nossa presen\u00e7a e recusamos qualquer forma de apagamento.<\/p>\n<p>Nos primeiros passos, quer\u00edamos chamar aten\u00e7\u00e3o para o cuidado sem remunera\u00e7\u00e3o e falar transversalmente sobre dem\u00eancias. Em 2019, quase n\u00e3o havia informa\u00e7\u00f5es acess\u00edveis sobre tipos de dem\u00eancia, sintomas e fases. Mas nunca quisemos ficar presas \u00e0 doen\u00e7a. Informa\u00e7\u00e3o melhora a vida de quem cuida e de quem \u00e9 cuidado, mas o cuidado coletivo vai muito al\u00e9m disso.<\/p>\n<p>Seguimos construindo acolhimento, escuta e troca entre mulheres que cuidam sem remunera\u00e7\u00e3o. Com o tempo, entendemos que n\u00e3o s\u00e3o apenas as cuidadoras familiares que sustentam esse trabalho invis\u00edvel: amigas e vizinhas tamb\u00e9m cuidam e, muitas vezes, s\u00e3o a \u00fanica rede afetiva de quem vive s\u00f3. A pandemia escancarou isso.<\/p>\n<p>O envelhecimento populacional, por sua vez, nos colocou diante de um espelho nacional. Estamos envelhecendo &#8211; todas n\u00f3s &#8211; e, em algum momento, tamb\u00e9m poderemos precisar de cuidados. Por isso seguimos debatendo os diferentes tipos de velhices, em especial a das mulheres, participa\u00e7\u00e3o social, qualidade de vida e pol\u00edticas p\u00fablicas, contribuindo ativamente para sua constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nossas a\u00e7\u00f5es, como o blog no Correio Braziliense, as redes sociais digitais, entre elas a comunidade do Coletivo no WhatsApp, o programa de entrevistas mensal Terceiras Inten\u00e7\u00f5es, as lives, semin\u00e1rios, pesquisas, campanhas e confer\u00eancias distritais, regionais e nacionais, s\u00e3o estrat\u00e9gias.\u00a0Estrat\u00e9gias de exist\u00eancia, resist\u00eancia e bem viver.<\/p>\n<p>Promovemos o direito ao riso, \u00e0 criatividade, ao lazer e ao encontro com a natureza. Criamos um Bloco de Carnaval, Oficinas de Escrita Criativa que ocorrem semestralmente e Caminhadas semanais nos parques do Distrito Federal abertas \u00e0 comunidade. Al\u00e9m disso, em 2026 realizaremos em setembro a 5a. Caminhada da Mem\u00f3ria no Distrito Federal, um m\u00eas especialmente voltado para a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade de quem cuida e de campanhas de preven\u00e7\u00e3o e esclarecimento sobre as dem\u00eancias.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio afirmamos: cuidar n\u00e3o \u00e9 destino feminino. \u00c9 constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e pode, sim, ser transformada. Seguimos juntas, rompendo barreiras e tecendo redes para que o cuidado seja coletivo, digno e compartilhado.<\/p>\n<p>Em 2026 seguiremos contribuindo para a constru\u00e7\u00e3o de uma Sociedade do Cuidado igualit\u00e1ria, com\u00a0 corresponsabilidade familiar e social.<\/p>\n<p>PS: Durante janeiro e fevereiro as atividades do Coletivo Filhas da M\u00e3e est\u00e3o voltadas para as Oficinas de Samba no P\u00e9 e Oficinas de Adere\u00e7os, preparat\u00f3rias para o Carnaval 2026.<\/p>\n<p>PS 2: <strong>Marque na Agenda<\/strong>: J\u00e1 temos a data do Esquenta Carnaval 2026 na Asa Sul: domingo, dia 08 de fevereiro, das 14 \u00e0s 17h, na Infinu (Beco da 506 Sul). E a festa de P\u00f3s-Carnaval vai acontecer na Asa Norte com o Bloco do Rivotrio e outras parcerias: domingo, dia 22\/02, a partir das 10h, no Mimo Bar (Quadra 205).<\/p>\n<div class=\"tVu25\">\n<div class=\"nH\">\n<div class=\"nH\">\n<div class=\"nH aqk aql bkL\">\n<div class=\"nH bkK\">\n<div class=\"nH\">\n<div class=\"nH ar4 z\">\n<div class=\"aeI\">\n<div class=\"AO\">\n<div id=\":3\" class=\"Tm aeJ\">\n<div id=\":1\" class=\"aeF\">\n<div class=\"nH\">\n<div class=\"nH\" role=\"main\">\n<div class=\"nH g\">\n<div class=\"nH a98 iY\">\n<div class=\"nH\">\n<div class=\"aHU hx\">\n<div role=\"list\">\n<div class=\"h7 ie\" role=\"listitem\">\n<div class=\"Bk\">\n<div class=\"G3 G2\">\n<div id=\"avWBGd-0\">\n<div id=\"avWBGd-1\">\n<div class=\"adn ads\">\n<div class=\"gs\">\n<div class=\"\">\n<div id=\":oj\" class=\"ii gt\">\n<div id=\":oi\" class=\"a3s aiL\">\n<div id=\"avWBGd-17\">\n<div class=\"yj6qo\"><\/div>\n<div class=\"adL\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"avWBGd-18\" class=\"WhmR8e\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ajx\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"gA gt acV\">\n<div class=\"gB xu\">\n<div class=\"mVCoBd\"><\/div>\n<div class=\"ip iq\">\n<div class=\"pLw6bb\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"nH\">\n<div class=\"l2\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"nH\">\n<div class=\"aUx\">\n<div class=\"bAw bcf it\">\n<div class=\"brC-dA-I-Jw\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"vY nq\"><\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"lo-gmail-container\">\n<div id=\"main-loom-gmail-integration\">\n<div id=\"loom-main-dropdown-dump\"><\/div>\n<div id=\"loom-always-hidden-div\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cosette Castro Bras\u00edlia &#8211; Quando come\u00e7amos a idealizar o Coletivo Filhas da M\u00e3e, no segundo semestre de 2019, uma pergunta nos atravessava: \u201cQuem cuida de quem cuida?\u201d. 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