{"id":3531,"date":"2025-10-06T13:36:09","date_gmt":"2025-10-06T16:36:09","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/?p=3531"},"modified":"2025-10-06T13:35:11","modified_gmt":"2025-10-06T16:35:11","slug":"uma-semana-de-autocuidado-e-memoria-coletiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/2025\/10\/06\/uma-semana-de-autocuidado-e-memoria-coletiva\/","title":{"rendered":"Uma Semana de Autocuidado e Mem\u00f3ria Coletiva"},"content":{"rendered":"<p>Cosette Castro &amp; Adriana Silva<\/p>\n<p>Bras\u00edlia &#8211; Desde 2021, quando o blog foi criado, abrimos as portas para as cuidadoras familiares e tamb\u00e9m para projetos inovadores. A hist\u00f3ria de hoje \u00e9\u00a0 da cuidadora familiar Adriana Silva, que nasceu em Bras\u00edlia e foi criada na Asa Norte. Ela \u00e9 professora de Hist\u00f3ria aposentada pelo Distrito Federal e \u00e9 co-cuidadora dos pais.<\/p>\n<p>Nesta edi\u00e7\u00e3o, depois do relato da Adriana, abrimos espa\u00e7o para um projeto emocionante relacionado \u00e0 mem\u00f3ria individual e coletiva criado pelo grupo Entrevazios. O projeto foi selecionado pelo Fundo de Apoio \u00e0 Cultura (FAC) e resgata a historia de 80 mulheres, at\u00e9 ent\u00e3o invisibilizadas, que vieram construir Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Adriana Silva &#8211; &#8220;Somos tr\u00eas irm\u00e3s e um irm\u00e3o que cuidamos nossos pais idosos, ele com 86 anos e ela com 84, portadora de dem\u00eancia mista.\u00a0Foi muito dif\u00edcil entender e trabalhar as minhas emo\u00e7\u00f5es, os meus sentimentos.<\/p>\n<p>Eu acreditava que tinha de assumir mais responsabilidades em rela\u00e7\u00e3o a eles por estar divorciada, aposentada e ter filhos adultos que j\u00e1 n\u00e3o moravam comigo.\u00a0Eu passava a maior parte do tempo com meus pais e quando sa\u00eda um pouco, me sentia culpada, perdida. Era uma avalanche de sentimentos.<\/p>\n<p>Como meus pais passaram a precisar de mim para cuid\u00e1-los?\u00a0Por que meus irm\u00e3os insistiam em dizer que eu era a mais forte, a filha que seria capaz de estar \u00e0 frente da rotina de cuidados?<\/p>\n<p>Sem respostas a essas quest\u00f5es, decidi buscar terapia, pois me sentia cobrada pelo nosso pai, pelos irm\u00e3os e por mim tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>As demandas foram e s\u00e3o muitas e os ajustes acontecem com frequ\u00eancia, mas ao longo do caminho fui me apropriando da necessidade de busca por informa\u00e7\u00f5es, da import\u00e2ncia do autocuidado e do suporte de uma rede de apoio.<\/p>\n<p>No ano passado conclu\u00ed o curso de extens\u00e3o de Educadora Pol\u00edtico Social em Gerontologia pela UniSER\/UnB e atualmente sou aluna do Curso de T\u00e9cnico em Nutri\u00e7\u00e3o e Diet\u00e9tica, na Escola T\u00e9cnica do Guar\u00e1. Estudar e aprender temas novos faz parte das minhas pr\u00e1ticas de autocuidado.<\/p>\n<p>Desde 2024 fa\u00e7o acompanhamento com nutricionista e pratico atividades f\u00edsicas diariamente, que v\u00e3o da muscula\u00e7\u00e3o \u00e0s aulas de dan\u00e7a terap\u00eautica, onde encontro uma preciosa rede de apoio. Al\u00e9m disso, participo de um coral feminino com encontros semanais. O canto coral \u00e9 uma paix\u00e3o que est\u00e1 comigo desde a adolesc\u00eancia. E ainda tenho tempo para as sess\u00f5es de terapia, imprescind\u00edveis.<\/p>\n<p>O percurso n\u00e3o foi f\u00e1cil, mas hoje entendo que s\u00f3 posso cuidar o outro se antes cuidar de mim.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Autocuidado N\u00e3o \u00e9 Egoismo<\/strong><\/p>\n<p>Tem muita gente que pensa que cuidar de si \u00e9 sinal de ego\u00edsmo. N\u00e3o \u00e9. \u00c9 preciso estar bem, f\u00edsica e emocionalmente para cuidar um ou mais de um familiares com dem\u00eancia ou outras quest\u00f5es de sa\u00fade. Por isso, o Coletivo Filhas da M\u00e3e realiza\u00a0 caminhadas semanais aos domingos nos parques dos Distrito Federal. E realiza mensalmente uma Roda de Conversa online das 18 \u00e0s 19h30. Os dois projetos estimulam a sa\u00fade f\u00edsica e mental de quem cuida.<\/p>\n<p>O Coletivo tamb\u00e9m incentiva projetos de parceiros, como o Canto Coral, pois a m\u00fasica \u00e9 a \u00faltima mem\u00f3ria que se perde, mas precisa ser estimulada. Atualmente o\u00a0 projeto gratuito Sementes do Som\u00a0 est\u00e1 com vagas abertas para quem gosta de Canto Coral e m\u00fasica popular brasileira. Os ensaios e aulas acontecem aos s\u00e1bados, das 16 \u00e0s 18h, no Parque Olhos D\u00b4\u00c1gua, na Asa Norte. Mais informa\u00e7\u00f5es no celular 61-999555227 com o professor Luiggi Cerqueira.<\/p>\n<p>Em se tratando de est\u00edmulo \u00e0 mem\u00f3ria individual e coletiva vale a pena conhecer o projeto &#8220;Mem\u00f3ria Migrante&#8221; que reune exposi\u00e7\u00e3o, document\u00e1rio, oficinas e teatro no Museu da Mem\u00f3ria Viva Candanga de 06\/10 a 01\/11. \u00c9 poss\u00edvel conhecer, atrav\u00e9s de objetos e relatos, as hist\u00f3rias de mulheres com 60 anos ou mais que vivem em sete regi\u00f5es administrativas do Distrito Federal. O projeto \u00e9 gratuito e o\u00a0 Coletivo Entrevazios oferece \u00f4nibus para grupos, escolas e associa\u00e7\u00f5es. Saiba mais em @entrevazios.<\/p>\n<p>Para trilheiras e caminhantes, na ter\u00e7a-feira, dia 07\/10, acontece live sobre &#8220;Trilhas Inclusivas no DF&#8221;, a partir 19h30 dentro do projeto de pesquisa &#8220;DF Trilhas&#8221;. O Coletivo Filhas da M\u00e3e vai contar sobre o projeto Caminhantes, onde pessoas de diferentes idades se reunem todos os domingos para caminar nos parques do Distrito Federal desde 2023. <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/live\/vjaB6hZ17-c\">Link aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cosette Castro &amp; Adriana Silva Bras\u00edlia &#8211; Desde 2021, quando o blog foi criado, abrimos as portas para as cuidadoras familiares e tamb\u00e9m para projetos inovadores. A hist\u00f3ria de hoje \u00e9\u00a0 da cuidadora familiar Adriana Silva, que nasceu em Bras\u00edlia e foi criada na Asa Norte. Ela \u00e9 professora de Hist\u00f3ria aposentada pelo Distrito Federal e \u00e9 co-cuidadora dos pais. 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