{"id":2212,"date":"2024-03-11T07:45:18","date_gmt":"2024-03-11T10:45:18","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/?p=2212"},"modified":"2024-03-11T10:55:07","modified_gmt":"2024-03-11T13:55:07","slug":"tomada-pelo-extraordinario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/2024\/03\/11\/tomada-pelo-extraordinario\/","title":{"rendered":"Tomada pelo Extraordin\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>Cosette Castro<\/p>\n<p>Bras\u00edlia &#8211; N\u00e3o \u00e9 todo dia que sou tomada pelo extraordin\u00e1rio, mas foi exatamente assim que me senti depois de ler o livro\u00a0 &#8220;A Natureza da Mordida&#8221;, da escritora mineira Carla Madeira.<\/p>\n<p>Logo eu que, quando adoe\u00e7o, prefiro livros policiais ou romances hist\u00f3ricos. E filmes leves, como com\u00e9dias ou filmes de aventura, em geral situados na Idade Media ou em locais indefinidos, como a Terra Media.<\/p>\n<p>Em recupera\u00e7\u00e3o por Covid-19, em pleno isolamento obrigat\u00f3rio, ainda com dores no corpo, sono e falta de fome, recebi de Celinha Neves, da Coordena\u00e7\u00e3o do Coletivo Filhas da M\u00e3e,\u00a0 um presente deixado na portaria de casa. E que presente! Uma pequena obra prima de 228 p\u00e1ginas, consumida avidamente no fim de semana.<\/p>\n<p>J\u00e1 o t\u00edtulo suscita curiosidade.<\/p>\n<p>Qual a natureza da mordida que o livro poderia mostrar, ainda mais que a divulga\u00e7\u00e3o anunciava uma hist\u00f3ria que se passava a partir de encontros dominicais entre uma psicanalista e uma jornalista em um sebo improvisado em uma banca de revistas de Belo Horizonte?<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2215 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2024\/03\/livro-a-natureza-da-mordida-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2024\/03\/livro-a-natureza-da-mordida-300x225.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2024\/03\/livro-a-natureza-da-mordida-768x576.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2024\/03\/livro-a-natureza-da-mordida-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2024\/03\/livro-a-natureza-da-mordida-1440x1080.jpg 1440w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2024\/03\/livro-a-natureza-da-mordida-800x600.jpg 800w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2024\/03\/livro-a-natureza-da-mordida-550x413.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2024\/03\/livro-a-natureza-da-mordida-230x173.jpg 230w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2024\/03\/livro-a-natureza-da-mordida.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>A partir da pergunta &#8220;O que voc\u00ea n\u00e3o tem mais que te entristece tanto?&#8221;, a autora convida n\u00e3o apenas a personagem Ol\u00edvia, mas a todas n\u00f3s a pensar em nossas perdas e dores. Mas \u00e9 um livro que vai al\u00e9m de pequenos e grandes lutos.<\/p>\n<p>A cada p\u00e1gina \u00e9 poss\u00edvel descobrir que h\u00e1 muitas mordidas no livro e que elas t\u00eam natureza diferente.<\/p>\n<p>H\u00e1 historias dentro de historias. Segredos que mordem e que v\u00e3o sendo revelados aos poucos, seja nos encontros de domingos, seja nas anota\u00e7\u00f5es de Bi\u00e1, apelido inventado pela psicanalista.<\/p>\n<p>O livro tamb\u00e9m \u00e9 um relato sobre dem\u00eancia que,\u00a0 pelos sintomas &#8211; esquecimentos, transtorno de humor, n\u00e3o reconhecer familiares e pessoas conhecidas, perder o senso de dire\u00e7\u00e3o e de realidade &#8211; parece ser\u00a0 Alzheimer. Mas a autora n\u00e3o se prop\u00f5e a escrever um livro sobre a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;A Natureza da Mordida&#8221; \u00e9 um livro sobre esquecimentos. E sobre tentativas de n\u00e3o esquecer.<\/p>\n<p>Principalmente \u00e9 um livro sobre dor, sobre amor e sobre a impossibilidade de seguir amando. Sobre historias interrompidas e sobre a d\u00favida se \u00e9 melhor saber o motivo ou se doi mais o desconhecimento.<\/p>\n<p>O relato tamb\u00e9m \u00e9 uma homenagem a escritores, a v\u00e1rias obras primas e, especialmente a quem ama ler. E lembra como a leitura\u00a0 pode nos salvar em v\u00e1rios momentos, mesmo que n\u00e3o impe\u00e7a a vida em si, com seus altos e baixos.<\/p>\n<p><strong>Anivers\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>No Coletivo Filhas da M\u00e3e temos muito a comemorar. Este \u00e9 o terceiro ano de publica\u00e7\u00f5es do Blog no Correio Brasiliense, onde come\u00e7amos em 05 de mar\u00e7o de 2021, em plena pandemia por Covid-19. Esta \u00e9 a nossa edi\u00e7\u00e3o 239. Que venham muitas outras mais!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cosette Castro Bras\u00edlia &#8211; N\u00e3o \u00e9 todo dia que sou tomada pelo extraordin\u00e1rio, mas foi exatamente assim que me senti depois de ler o livro\u00a0 &#8220;A Natureza da Mordida&#8221;, da escritora mineira Carla Madeira. Logo eu que, quando adoe\u00e7o, prefiro livros policiais ou romances hist\u00f3ricos. 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