{"id":1779,"date":"2023-08-14T08:30:09","date_gmt":"2023-08-14T11:30:09","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/?p=1779"},"modified":"2023-08-14T16:28:30","modified_gmt":"2023-08-14T19:28:30","slug":"as-margaridas-estao-chegando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/2023\/08\/14\/as-margaridas-estao-chegando\/","title":{"rendered":"As Margaridas Est\u00e3o Chegando"},"content":{"rendered":"<div class=\"adn ads\">\n<div class=\"gs\">\n<div class=\"\">\n<div id=\":1b3\" class=\"ii gt\">\n<div id=\":1b2\" class=\"a3s aiL \">\n<div dir=\"auto\">\n<p dir=\"auto\">Ana Castro &amp; Cosette Castro<\/p>\n<p dir=\"auto\">Bras\u00edlia &#8211; Falta pouco para a Capital Federal virar oficialmente flor.<\/p>\n<p dir=\"auto\">Est\u00e3o chegando em Bras\u00edlia nos dias 15 e 16 de agosto cerca de 200 mil Margaridas de todos os lugares do pa\u00eds. Ser\u00e1 o dobro de mulheres em rela\u00e7\u00e3o a 2019, ano da \u00faltima Marcha.<\/p>\n<p dir=\"auto\">Elas v\u00e3o participar da 7a. Marcha das Margaridas que acontece a cada quatro anos. A Marcha das Margaridas, a maior do g\u00eanero no Brasil e na Am\u00e9rica Latina, \u00e9 o momento em que as mulheres do campo, das florestas e dos rios caminham por justi\u00e7a, igualdade e paz em pleno cora\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p dir=\"auto\">Em 2023 o tema \u00e9 a esperan\u00e7a: &#8220;Margaridas em Marcha pela Reconstru\u00e7\u00e3o do Brasil e pelo Bem Viver\u201d. Em junho elas apresentaram propostas ao governo federal para contribuir na reconstru\u00e7\u00e3o do Brasil. Elas querem o fim das desigualdades sociais, de g\u00eanero e de ra\u00e7a.<\/p>\n<p dir=\"auto\"><strong>Margaridas por Inspira\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p dir=\"auto\">O nome Margaridas \u00e9 uma homenagem \u00e0 l\u00edder sindicalista paraibana <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2021\/08\/12\/morte-de-margarida-maria-alves-38-anos-depois-filho-abandona-desejo-de-vinganca-e-busca-manter-vivo-o-legado-da-mae.ghtml\">Margarida Maria Alves (veja aqui v\u00eddeo de 2021)<\/a>. Ela foi a primeira mulher primeira mulher a presidir o Sindicato dos Trabalhadores Rurais em Alagoa Grande nos anos 1970. Algo raro no Nordeste daquela \u00e9poca.<\/p>\n<p dir=\"auto\">Margarida Alves queria que as trabalhadoras e trabalhadores rurais tamb\u00e9m tivessem garantidos os direitos trabalhistas. Entre eles, o direito \u00e0 carteira assinada, ao 13o. sal\u00e1rio, \u00e0 jornada di\u00e1ria de trabalho de 8 horas e \u00e0 f\u00e9rias. Direitos que j\u00e1 haviam sido conquistados pelos trabalhadores da cidade.<\/p>\n<p dir=\"auto\">Foram anos de a\u00e7\u00f5es na justi\u00e7a para defender as trabalhadoras e trabalhadores rurais. Enquanto Margarida defendia a igualdade de direitos no campo e na cidade, a tens\u00e3o crescia na \u00e1rea rural.<\/p>\n<p dir=\"auto\">Em 12 de agosto de 1983 ela foi assassinada por pistoleiros de aluguel em frente a sua casa, em Alagoa Grande.Margarida tinha 50 anos, era casada e tinha um filho que estava na casa na hora do crime. Passados 40 anos, at\u00e9 hoje ningu\u00e9m foi condenado.<\/p>\n<p dir=\"auto\">Se estivesse viva, Margarida Alves teria completado 90 anos. Ela teria visto as mulheres do campo conquistarem o direito \u00e0 aposentadoria em 1988 durante a Constituinte, lei que foi regulamentada em 1994.<\/p>\n<p dir=\"auto\">A morte de Margarida n\u00e3o foi em v\u00e3o. O crime teve repercuss\u00e3o internacional, com den\u00fancia encaminhada \u00e0 Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) por cinco entidades, entre eles o Centro pela Justi\u00e7a e pelo Direito Internacional (CEJIL) e o Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH).<\/p>\n<p dir=\"auto\">A l\u00edder sindical se transformou em s\u00edmbolo de resist\u00eancia. E tamb\u00e9m de\u00a0 luta contra a viol\u00eancia no campo, pela reforma agr\u00e1ria, pelo fim da explora\u00e7\u00e3o das mulheres e homens que trabalham no meio rural e pelo fim da viol\u00eancia sexual contra as mulheres do campo. Da\u00ed nasceu a Marcha das Margaridas em 2000. A cada caminhada, o movimento foi agregando mulheres de outros lugares do pa\u00eds, inclusive das cidades.<\/p>\n<p dir=\"auto\"><strong>Uma Lei como Exemplo<\/strong><\/p>\n<p dir=\"auto\">Na terra de Margarida Maria Alves, uma lei estadual aponta novos caminhos para o fim da viol\u00eancia. A Para\u00edba instituiu, em 2021, o dia 12 de agosto como o Dia Estadual das Defensoras e Defensores dos Direitos Humanos, com a\u00e7\u00f5es de est\u00edmulo e divulga\u00e7\u00e3o sobre a atividade.\u00a0 Uma lei que deveria ser ampliada para todo o pa\u00eds para estimular a solidariedade e o respeito aos diferentes grupos sociais existentes no Brasil.<\/p>\n<p dir=\"auto\">Aqui em Bras\u00edlia o Coletivo Filhas da M\u00e3e, criado em dezembro de 2019, recebeu este ano o pr\u00eamio Marielle Franco de Direitos Humanos da C\u00e2mara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) pelo trabalho que vem realizando. No dia 16 caminharemos ao lado das Margaridas.<\/p>\n<p dir=\"auto\">Acreditamos na import\u00e2ncia de construir uma Sociedade do Cuidado que respeite e proteja a vida e a qualidade de vida das mulheres de todo o pa\u00eds.<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"adL\">\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"hi\">\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"ajx\">\n<\/div>\n<div class=\"gB xu\">\n<div class=\"ip iq\">\n<div id=\":1b4\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ana Castro &amp; Cosette Castro Bras\u00edlia &#8211; Falta pouco para a Capital Federal virar oficialmente flor. Est\u00e3o chegando em Bras\u00edlia nos dias 15 e 16 de agosto cerca de 200 mil Margaridas de todos os lugares do pa\u00eds. Ser\u00e1 o dobro de mulheres em rela\u00e7\u00e3o a 2019, ano da \u00faltima Marcha. Elas v\u00e3o participar da 7a. 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