{"id":1163,"date":"2022-09-26T07:00:00","date_gmt":"2022-09-26T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/?p=1163"},"modified":"2022-09-26T04:30:33","modified_gmt":"2022-09-26T07:30:33","slug":"saindo-da-invisibilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/2022\/09\/26\/saindo-da-invisibilidade\/","title":{"rendered":"Saindo da Invisibilidade"},"content":{"rendered":"<p>Ana Castro &amp; Cosette Castro<\/p>\n<p>Bras\u00edlia &#8211; Emocionante. Esta foi uma das palavras que mais escutamos no anoitecer da sexta-feira, 23 de setembro, na abertura da Exposi\u00e7\u00e3o Fotogr\u00e1fica MULHERES QUE CUIDAM E SE CUIDAM.<\/p>\n<p>Muitas das mais de 80 pessoas que circularam nas duas horas e meia do evento se sentiram tocadas pelas fotos e pelos 20 depoimentos da Mostra. Algumas choraram durante a leitura dos depoimentos. Outras, igualmente emocionadas, relataram que foi preciso sair para respirar e ir percorrendo a mostra aos poucos.<\/p>\n<p>Talvez a fala das cuidadoras familiares seja o grande diferencial da Exposi\u00e7\u00e3o. Algo al\u00e9m do belo conjunto de fotos de cuidadoras familiares, resultado do trabalho de Claudio Reis.<\/p>\n<p>Registros de mulheres j\u00e1 foram tema de diferentes projetos fotogr\u00e1ficos. Dentro e fora do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Mas esta Exposi\u00e7\u00e3o especial, parte das atividades do Setembro Roxo, permitiu que as mulheres cuidadoras familiares fotografadas possam se ver e reconhecer a partir de um outro lugar. Sem os desafios do cuidado. Sem\u00a0 constrangimento por se permitirem o direito ao riso e \u00e0 alegria.<\/p>\n<p>Dar visibilidade e voz \u00e0s mulheres cuidadoras familiares foi o objetivo do Coletivo Filhas da M\u00e3e ao realizar a parceria com o SESC-DF. Estimulamos o cuidado e autocuidado e este \u00e9 um dos nossos mantras nestes 2 anos e nove meses de exist\u00eancia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1166 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2022\/09\/fotoexposi\u00e7\u00e3o1-300x198.jpeg\" alt=\"\" width=\"356\" height=\"235\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2022\/09\/fotoexposi\u00e7\u00e3o1-300x198.jpeg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2022\/09\/fotoexposi\u00e7\u00e3o1-768x506.jpeg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2022\/09\/fotoexposi\u00e7\u00e3o1-1024x674.jpeg 1024w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2022\/09\/fotoexposi\u00e7\u00e3o1-800x527.jpeg 800w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2022\/09\/fotoexposi\u00e7\u00e3o1-550x362.jpeg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2022\/09\/fotoexposi\u00e7\u00e3o1-230x151.jpeg 230w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2022\/09\/fotoexposi\u00e7\u00e3o1.jpeg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 356px) 100vw, 356px\" \/><\/p>\n<p>Fotos Lya Astrid<\/p>\n<p>As mulheres cuidadoras familiares representam 82% da atividade no Brasil. Um trabalho sem remunera\u00e7\u00e3o, pois \u00e9 considerado, equivocadamente, como uma &#8220;obriga\u00e7\u00e3o amorosa&#8221;. E &#8220;amor&#8221; n\u00e3o se paga. Mesmo sendo trabalho 24h ao dia, sete dias na semana e 365 dias ao ano. Ou que a maioria tenha deixado projetos pessoais e profissionais para atender um familiar com dem\u00eancia.<\/p>\n<p>Cuidar de um familiar com uma doen\u00e7a neurodegenerativa que n\u00e3o tem cura tamb\u00e9m adoece, ainda mais pela falta de preparo e conhecimento sobre dem\u00eancias. Isso ocorre pela constante sobrecarga f\u00edsica e emocional.<\/p>\n<p>A Exposi\u00e7\u00e3o Fotogr\u00e1fica vai muito al\u00e9m de uma cole\u00e7\u00e3o de 20 fotos. Ela trata de identidade e resgate da auto estima. Prop\u00f5e superar o estigma social e a falta de informa\u00e7\u00f5es sobre quem cuida, j\u00e1 que o foco das a\u00e7\u00f5es se concentra na doen\u00e7a.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi f\u00e1cil convencer as mulheres cuidadoras familiares a participar. Muitas mal conseguem se olhar no espelho. Imagine entrar em um est\u00fadio e se deixar fotografar. Isso ocorreu com mulheres brancas e tamb\u00e9m com mulheres negras.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1167 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2022\/09\/Exposi\u00e7\u00e3o-fotos-2-300x190.jpeg\" alt=\"\" width=\"388\" height=\"246\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2022\/09\/Exposi\u00e7\u00e3o-fotos-2-300x190.jpeg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2022\/09\/Exposi\u00e7\u00e3o-fotos-2-768x486.jpeg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2022\/09\/Exposi\u00e7\u00e3o-fotos-2-1024x648.jpeg 1024w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2022\/09\/Exposi\u00e7\u00e3o-fotos-2-800x506.jpeg 800w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2022\/09\/Exposi\u00e7\u00e3o-fotos-2-550x348.jpeg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2022\/09\/Exposi\u00e7\u00e3o-fotos-2-230x145.jpeg 230w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2022\/09\/Exposi\u00e7\u00e3o-fotos-2.jpeg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 388px) 100vw, 388px\" \/><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi desafiador convencer que a alegria e o prazer s\u00e3o direitos, ainda que a conta gotas. A maioria sequer se conhecia presencialmente. Mantinha contato apenas por meio do grupo de WhatsApp ou das rodas de conversa que ocorrem nas primeiras ter\u00e7as-feiras de cada m\u00eas (on line).<\/p>\n<p>Na sexta-feira estas mulheres se emocionaram, se abra\u00e7aram e comemoraram a vida ap\u00f3s tanto tempo de pandemia, medo e mortes.<\/p>\n<p>A Exposi\u00e7\u00e3o Fotogr\u00e1fica MULHERES QUE CUIDAM E SE CUIDAM ficar\u00e1 aberta ao p\u00fablico at\u00e9 o dia 23 de outubro, na unidade da 504 Sul do SESC-DF, em Bras\u00edlia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ana Castro &amp; Cosette Castro Bras\u00edlia &#8211; Emocionante. Esta foi uma das palavras que mais escutamos no anoitecer da sexta-feira, 23 de setembro, na abertura da Exposi\u00e7\u00e3o Fotogr\u00e1fica MULHERES QUE CUIDAM E SE CUIDAM. Muitas das mais de 80 pessoas que circularam nas duas horas e meia do evento se sentiram tocadas pelas fotos e pelos 20 depoimentos da Mostra. 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