{"id":1052,"date":"2022-08-01T07:10:32","date_gmt":"2022-08-01T10:10:32","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/?p=1052"},"modified":"2022-08-01T07:10:32","modified_gmt":"2022-08-01T10:10:32","slug":"um-tempo-para-se-cuidar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/coletivo-filhas-da-mae\/2022\/08\/01\/um-tempo-para-se-cuidar\/","title":{"rendered":"Um Tempo Para Se Cuidar"},"content":{"rendered":"<p>Um tempo para se cuidar<\/p>\n<hr \/>\n<p>Ana Castro &amp; Cosette Castro<\/p>\n<p>Bras\u00edlia &#8211; Uma das primeiras coisas que as cuidadoras familiares deixam de lado quando passam a cuidar de um ente querido \u00e9 o cuidado de si mesmas.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 tempo para sair, passear com as amigas ou ir a um cinema. O encontro para o caf\u00e9 \u00e9 postergado v\u00e1rias (e v\u00e1rias) vezes.<\/p>\n<p>O mesmo ocorre com algum curso que a cuidadora gostaria de fazer. Com a viagem, breve ou longa. Com o Congresso onde iria apresentar um trabalho ou assistir as novidades de sua \u00e1rea. Com a cabelereira e manicure, que passam a ser luxos. Ou com exames m\u00e9dicos, remarcados por v\u00e1rios meses.<\/p>\n<p>Cuidadoras familiares sobrecarregadas f\u00edsica e emocionalmente, em geral n\u00e3o encontram tempo para exerc\u00edcios f\u00edsicos e nem para se alimentar direito.<\/p>\n<p>A visita a nutricionista se restringe ao paciente ou aos filhos menores. Ali\u00e1s, n\u00e3o s\u00e3o poucos os casos das que comem os restos deixados pelo familiar doente para \u201cn\u00e3o jogar fora\u201d.<\/p>\n<p>Mesmo quando convidadas a sair e conseguem agendar algu\u00e9m que cuide do familiar, s\u00e3o capazes de trocar o momento do encontro por algumas horas de sono.<\/p>\n<p>Isso ocorre principalmente quando se trata de cuidadoras familiares que n\u00e3o possuem aux\u00edlio noturno nem revezamento no cuidado. Ou seja, que n\u00e3o dormem direito ou sofrem de ins\u00f4nia.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda outros fatores dos quais pouco se fala.<\/p>\n<p>A falta de informa\u00e7\u00f5es sobre as dem\u00eancias e o conseq\u00fcente medo de errar. A culpa por, \u00e0s vezes, querer sair correndo ou a vontade de que tudo seja apenas um pesadelo. H\u00e1 ainda a solid\u00e3o, aquela sensa\u00e7\u00e3o de ser o ex\u00e9rcito de uma pessoa s\u00f3.<\/p>\n<p>Esses s\u00e3o sentimentos que se revezam entre as cuidadoras. E, como se fosse pouco, h\u00e1 ainda o pavor de ser a pr\u00f3xima pessoa na fam\u00edlia em, um dia, tamb\u00e9m ter o mesmo tipo de doen\u00e7a.<\/p>\n<p>N\u00e3o por acaso, cuidadoras familiares apresentam diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer, press\u00e3o alta, diabetes, problemas card\u00edacos ou Acidente Vascular Cerebral (AVC) no decorrer dos anos de cuidado ou ap\u00f3s ele.<\/p>\n<p>Pensando nas mulheres que cuidam, o Coletivo Filhas da M\u00e3e desenvolveu um novo projeto presencial que ir\u00e1 come\u00e7ar no dia 26 de agosto em Bras\u00edlia, DF.<\/p>\n<p>Ser\u00e3o as \u201cRodas de Cuidado e Autocuidado entre Mulheres Cuidadoras Familiares\u201d, com encontros semanais nas sextas-feiras, a partir das 10h, com duas horas de dura\u00e7\u00e3o, no Centro Longeviver, parceiro do Coletivo Filhas da M\u00e3e.<\/p>\n<p>O projeto Rodas de Cuidado e Autocuidado est\u00e1 sendo organizado pela neuropsic\u00f3loga Maria Motta e pela psicanalista Cosette Castro e pretende reunir mulheres cuidadoras durante 13 semanas at\u00e9 dezembro de 2022.<\/p>\n<p>Os encontros ser\u00e3o presenciais e gratuitos, mas ser\u00e1 preciso inscri\u00e7\u00e3o pr\u00e9via para garantir a vaga.<\/p>\n<p>A proposta \u00e9 proporcionar um espa\u00e7o de escuta e confian\u00e7a onde as mulheres ter\u00e3o momentos para si. E para compartilhar seus sentimentos com outras cuidadoras familiares.<\/p>\n<p>Outras Atividades<\/p>\n<p>Na primeira ter\u00e7a-feira de agosto, dia 02, vai acontecer a Roda de Conversa On line do Coletivo Filhas da M\u00e3e, das 19 \u00e0s 20h30.<\/p>\n<p>Coordenada por Ana Castro, Ademar Costa e Messias Rodrigues, a reuni\u00e3o \u00e9 aberta a cuidadoras e cuidadores familiares e acontecem por meio da plataforma\u00a0 <a href=\"https:\/\/us06web.zoom.us\/j\/84115510612?pwd=QW1tRy9NSk1CU0FtNEUvdEIrZjJSUT09\">Zoom<\/a>\u00a0\u00a0(ID da reuni\u00e3o: 841 1551 0612 \/ Senha de acesso: 17973) .<\/p>\n<p>Este m\u00eas, teremos duas convidadas na Roda de Conversa, um momento de troca de informa\u00e7\u00f5es sobre o cuidado familiar de pessoas com dem\u00eancias.<\/p>\n<p>As fonoaudi\u00f3logas Manoela Dias e Bruna Souza v\u00e3o ajudar a tirar d\u00favidas sobre engasgos, degluti\u00e7\u00e3o, mastiga\u00e7\u00e3o e respira\u00e7\u00e3o de pessoas com dem\u00eancias e outras quest\u00f5es que surjam na Roda de Conversa. Entre elas,\u00a0 informa\u00e7\u00f5es sobre linguagem e comunica\u00e7\u00e3o nos est\u00e1gios iniciais das dem\u00eancias.<\/p>\n<p>PS: Agosto est\u00e1 cheio de novidades. Seguiremos contando na pr\u00f3xima postagem,\u00a0 sexta-feira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um tempo para se cuidar Ana Castro &amp; Cosette Castro Bras\u00edlia &#8211; Uma das primeiras coisas que as cuidadoras familiares deixam de lado quando passam a cuidar de um ente querido \u00e9 o cuidado de si mesmas. N\u00e3o h\u00e1 tempo para sair, passear com as amigas ou ir a um cinema. 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