{"id":8113,"date":"2017-04-12T03:50:58","date_gmt":"2017-04-12T06:50:58","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/cbpoder\/?p=8113"},"modified":"2017-04-12T10:17:57","modified_gmt":"2017-04-12T13:17:57","slug":"lista-bomba-agnelo-recebeu-r-1-milhao-e-arruda-ficou-com-r-996-mil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/cbpoder\/lista-bomba-agnelo-recebeu-r-1-milhao-e-arruda-ficou-com-r-996-mil\/","title":{"rendered":"Lista bomba: Agnelo recebeu R$ 1 milh\u00e3o e Arruda, R$ 996 mil"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">ANA MARIA CAMPOS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Depoimentos em dela\u00e7\u00f5es premiadas de altos executivos da Odebrecht apontam que o ex-governador Agnelo Queiroz (PT) recebeu R$ 1 milh\u00e3o da construtora em 2010. O dinheiro saiu do\u00a0Setor de Opera\u00e7\u00f5es Estruturadas da Odebrecht, que ficou conhecido como o &#8220;departamento da propina&#8221; da maior empreiteira do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo esses depoimentos, o ex-governador Jos\u00e9 Roberto Arruda (PR) recebeu R$ 996 mil na campanha de 2014, por meio de recursos n\u00e3o contabilizados, o chamado caixa dois. Arruda chegou a lan\u00e7ar candidatura ao GDF, pediu votos, mas teve o registro cassado pela Justi\u00e7a por enquadramento na Lei da Ficha Limpa.<\/p>\n<p>Em outra frente, Arruda e o ex-secret\u00e1rio de Obras M\u00e1rcio Machado s\u00e3o citados em depoimentos como tendo participado de reuni\u00f5es em que se tratou da licita\u00e7\u00e3o para constru\u00e7\u00e3o do BRT-Sul, o expresso que liga Gama e Santa Maria ao Plano Piloto.<\/p>\n<p>De acordo com as dela\u00e7\u00f5es, houve cobertura na licita\u00e7\u00e3o da obra, com o envolvimento de outras empresas e seus respectivos diretores. A constru\u00e7\u00e3o do empreendimento ficou a cargo das empresas Andrade Gutierrez e Via Engenharia.<\/p>\n<p>O ex-senador Gim Argello (Sem partido), no xadrez h\u00e1 um ano e j\u00e1 condenado pelo juiz Sergio Moro a 19 anos de pris\u00e3o, aparece em duas peti\u00e7\u00f5es da lista bomba do ministro Edson Fachin, relator da Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).<\/p>\n<p>Numa das peti\u00e7\u00f5es, Gim \u00e9 apontado como benefici\u00e1rio de R$ 2,8 milh\u00f5es da Odebrecht em 2010 e 2014. A suposta propina foi repassada como forma de garantir prote\u00e7\u00e3o \u00e0 empresa prestada por Gim que, durante seu mandato, exercia forte influ\u00eancia pol\u00edtica no Senado. Em 2010, ele n\u00e3o foi candidato. Em 2014, o ent\u00e3o senador pelo PTB concorreu \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o e perdeu.<\/p>\n<p>Gim tamb\u00e9m teria exigido propina para interferir em favor de executivos da empresa na CPI da Petrobras, ocorrida no Congresso em 2014.<\/p>\n<p>Em outra peti\u00e7\u00e3o, o deputado distrital Rob\u00e9rio Negreiros (PSDB) \u00a0\u00e9 citado pelo colaborador Cl\u00e1udio Melo Filho, ex-diretor de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais da Odebrecht, como benefici\u00e1rio de vantagens indevidas a t\u00edtulo de doa\u00e7\u00e3o eleitoral n\u00e3o contabilizada.<\/p>\n<p>Nesta ter\u00e7a-feira (11\/04), Fachin levantou o sigilo das investiga\u00e7\u00f5es encaminhadas ao STF pelo procurador-geral da Rep\u00fablica, Rodrogo Janot. Parte dos pedidos, relacionados a quem tem foro especial, vai caminhar no STF e no STJ, no caso de governadores. As demais peti\u00e7\u00f5es foram remetidas \u00e0 Justi\u00e7a nos estados e no DF.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das peti\u00e7\u00f5es em nome de pol\u00edticos, Fachin relacionou obras em que houve pagamentos de propina ou combina\u00e7\u00e3o de mercado para beneficiar empreiteiras. S\u00e3o elas: a PPP do Centrad, o Projeto Habitacional Jardins Mangueiral e a constru\u00e7\u00e3o do est\u00e1dio Nacional de Bras\u00edlia Man\u00e9 Garrincha.<\/p>\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es ser\u00e3o aprofundadas e outros nomes de pol\u00edticos devem aparecer. A lista de Fachin teve efeito devastador no meio pol\u00edtico. Cinco ex-presidentes da Rep\u00fablica foram citados. \u00a0A Lista aponta 9 ministros do governo atual e v\u00e1rios deputados e senadores.<\/p>\n<p>Veja o h\u00e1 nas peti\u00e7\u00f5es relacionadas ao Distrito Federal:<\/p>\n<p>Deputado distrital Rob\u00e9rio Negreiros (PSDB)<br \/>\nColaborador Claudio Melo Filho relata pagamento de vantagens indevidas a pretexto de doa\u00e7\u00e3o eleitoral n\u00e3o contabilizada.<\/p>\n<p>Ex-governador Agnelo Queiroz (PR)<br \/>\nSegundo os colaboradores Joao Antonio Pac\u00edfico Ferreira e Ricardo Roth Ferraz de Oliveira, Agnelo recebeu R$ 1 milh\u00e3o em 2010. O repasse foi feito por meio do Setor de Opera\u00e7\u00f5es Estruturadas da Odebrecht.<\/p>\n<p>Ex-senador Gim Argello<br \/>\nOs colaboradores M\u00e1rcio Faria da Silva e Rog\u00e9rio Santos de Ara\u00fajo narram que, em 2014, foram procurados por J\u00falio Camargo, ex-consultor da empresa Toyo Setal, que mencionou cobran\u00e7a de propina por parte de Gim para interferir a favor deles na CPMI da Petrobras.<\/p>\n<p>Ex-governador Jos\u00e9 Roberto Arruda e ex-secret\u00e1rio de Obras M\u00e1rcio Machado<br \/>\nDeclara\u00e7\u00f5es prestadas pelos colaboradores Jo\u00e3o Ant\u00f4nio Pac\u00edfico Ferreira e Ricardo Roth Ferraz de Oliveira apontam irregularidades ocorridas durante a execu\u00e7\u00e3o da obra do BRT Sul. Houve, segundo os delatores, cobertura na licita\u00e7\u00e3o da obra, com envolvimento de outras empresas e seus respectivos diretores. Eles contaram que tiveram encontro com Arruda e com M\u00e1rcio Machado.<\/p>\n<p>Ex-governador Jos\u00e9 Roberto Arruda e o empres\u00e1rio S\u00e9rgio Andrade do Vale<br \/>\nDeclara\u00e7\u00f5es prestadas pelos colaboradores Jo\u00e3o Ant\u00f4nio Pac\u00edfico Ferreira e Ricardo Roth Ferraz de Oliveira apontam pagamento de R$ 996 mil, por meio de recursos n\u00e3o contabilizados, a Jos\u00e9 Roberto Arruda, em 2014. Arruda era candidato ao Pal\u00e1cio do Buriti. A transa\u00e7\u00e3o teria sido operada por S\u00e9rgio Andrade do Vale.<\/p>\n<p>Pagamento de vantagens indevidas no Projeto Habitacional Jardins Mangueiral<br \/>\nEm declara\u00e7\u00f5es prestadas, Paul Elie Altit relata o pagamento de vantagem indevida destinada a agentes p\u00fablicos a GDF. Esses pagamentos estavam associados ao projeto habitacional Jardins Mangueiral, PPP firmada entre o governo e a Odebrecht.<\/p>\n<p>Ex-senador Gim Argello<br \/>\nDeclara\u00e7\u00f5es dos colaboradores Cl\u00e1udio Melo Filho e Marcelo Odebrecht apontam pagamento de R$ 2,8 milh\u00f5es, nos anos de 2010 e 2014, para Gim. Objetivo foi que o ent\u00e3o senador defendesse interesses da empresa.<\/p>\n<p>Acordo de mercado para o Centrad<br \/>\nOs colaboradores Alexandre Jos\u00e9 Lopes Barradas, Jo\u00e3o Ant\u00f4nio Pac\u00edfico Ferreira e Ricardo Roth Ferraz de Oliveira relataram que houve combina\u00e7\u00e3o entre as empresas Odebrecht, Via Engenharia, Delta e Manchester para execu\u00e7\u00e3o das obras do Centro Administrativo do DF.<\/p>\n<p>Acordo de mercado para Man\u00e9 Garrincha<br \/>\nEm depoimento, os colaboradores Jo\u00e3o Ant\u00f4nio Pac\u00edfico Ferreira e Ricardo Roth Ferraz de Oliveira apontam a ocorr\u00eancia de de acordo no mercado associado \u00e0s obras do est\u00e1dio Man\u00e9 Garrincha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ANA MARIA CAMPOS Depoimentos em dela\u00e7\u00f5es premiadas de altos executivos da Odebrecht apontam que o ex-governador Agnelo Queiroz (PT) recebeu R$ 1 milh\u00e3o da construtora em 2010. O dinheiro saiu do\u00a0Setor de Opera\u00e7\u00f5es Estruturadas da Odebrecht, que ficou conhecido como o &#8220;departamento da propina&#8221; da maior empreiteira do pa\u00eds. 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