{"id":28971,"date":"2026-06-13T09:00:13","date_gmt":"2026-06-13T12:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/cbpoder\/?p=28971"},"modified":"2026-06-13T09:01:20","modified_gmt":"2026-06-13T12:01:20","slug":"com-a-celina-ate-o-fim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/cbpoder\/com-a-celina-ate-o-fim\/","title":{"rendered":"Com a Celina at\u00e9 o fim"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>*Coluna Eixo Capital publicada neste s\u00e1bado (13\/6) por Ana Maria Campos<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O presidente da C\u00e2mara Legislativa, Wellington Luiz (MDB), considerou a decis\u00e3o da executiva nacional do MDB equilibrada. Uma comiss\u00e3o liderada pelo deputado Isnaldo Bulh\u00f5es (MDB-AL) vai definir os rumos do MDB nas elei\u00e7\u00f5es deste ano e dar continuidade \u00e0s tratativas com o PP em torno do projeto de reelei\u00e7\u00e3o da governadora Celina Le\u00e3o (PP), na expectativa de uma alian\u00e7a que garanta a candidatura do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) ao Senado. Ao analisar o pedido de mudan\u00e7a nas prerrogativas do presidente do MDB-DF, a executiva nacional abriu espa\u00e7o para que as defini\u00e7\u00f5es sejam deliberadas em parceria entre Wellington e o deputado federal Rafael Prudente (MDB-DF). \u201cPoderemos discutir as coliga\u00e7\u00f5es, mas \u00e9 certo que vou trabalhar pela reelei\u00e7\u00e3o de Celina e nunca esteve em d\u00favida a candidatura de Ibaneis ao Senado\u201d, afirma Wellington.<\/p>\n<h3>Mais uma condena\u00e7\u00e3o e mais d\u00favida<\/h3>\n<p>A nova condena\u00e7\u00e3o por improbidade administrativa na Opera\u00e7\u00e3o Caixa de Pandora do\u00a0ex-governador\u00a0Jos\u00e9 Roberto Arruda (PSD) \u2014 que \u00e9 pr\u00e9-candidato ao Pal\u00e1cio do Buriti \u2014 deixa mais uma d\u00favida no ar. Pela Lei da Ficha Limpa, a decis\u00e3o da 6\u00aa Turma do Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios (TJDFT), da semana passada, acrescentaria uma pena de mais oito anos de inelegibilidade ao pol\u00edtico, al\u00e9m dos 12 anos estabelecidos na senten\u00e7a. Os advogados de Arruda, no entanto, sustentam que as mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o podem benefici\u00e1-lo.\u00a0A Lei Complementar 219\/2025\u00a0unificou a inelegibilidade em oito anos contados a partir da condena\u00e7\u00e3o (e n\u00e3o mais do fim do cumprimento da pena). Para casos de m\u00faltiplas condena\u00e7\u00f5es, a nova regra instituiu um teto m\u00e1ximo de 12 anos de afastamento da pol\u00edtica, desde que os casos sejam conexos. Mas esse \u00e9 o ponto fr\u00e1gil. Apenas no momento do registro da candidatura, essa quest\u00e3o ser\u00e1 avaliada pela Justi\u00e7a Eleitoral.<\/p>\n<h3>Irretroatividade<\/h3>\n<p>A quest\u00e3o da conex\u00e3o entre as a\u00e7\u00f5es ajuizadas pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Distrito Federal e Territ\u00f3rios (MPDFT) na Opera\u00e7\u00e3o Caixa de Pandora \u00e9 pol\u00eamica. A defesa de Arruda j\u00e1 tentou unificar todas as a\u00e7\u00f5es e n\u00e3o conseguiu. H\u00e1 ainda outra quest\u00e3o: a irretroatividade nas a\u00e7\u00f5es de improbidade administrativa. Ou seja, novas regras n\u00e3o valem para casos j\u00e1 julgados, como estabelece o Tema 1199, do Supremo Tribunal Federal (STF), que tem repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n<h3>Tr\u00eas candidaturas ao Senado<\/h3>\n<p>A governadora Celina Le\u00e3o (PP) declarou, nesta semana, que est\u00e1 ao lado das mulheres na disputa \u00e0s vagas ao Senado, numa refer\u00eancia \u00e0 ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e \u00e0 deputada Bia Kicis (PL-DF). Mas nada impede \u2014 do ponto de vista da legisla\u00e7\u00e3o eleitoral \u2014 que a chapa de Celina tenha tr\u00eas candidaturas ou mais ao Senado. O PL lan\u00e7aria as duas candidatas, e o MDB teria o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) no p\u00e1reo. Os dois partidos se coligariam com o PP na candidatura ao GDF, mas n\u00e3o teriam alian\u00e7a formal entre si.<\/p>\n<h3>Tradi\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>O ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) manteve a tradi\u00e7\u00e3o e esteve na noite da \u00faltima quinta-feira na Festa Junina do Iate Clube. Estava acompanhado da mulher, Mayara Noronha Rocha, do filho ca\u00e7ula, Mateus, e do ex-presidente da CEB\u00a0e ex-comodoro do Iate Edison Garcia.<\/p>\n<h3>Aposta errada<\/h3>\n<p>Quem apostou que a c\u00fapula do MDB anunciaria disposi\u00e7\u00e3o de lan\u00e7ar candidatura pr\u00f3pria ao Pal\u00e1cio do Buriti se enganou.<\/p>\n<h3>Nem Cresci e J\u00e1 Sou M\u00e3e: Relatos sobre gravidez na adolesc\u00eancia<\/h3>\n<p>Hist\u00f3rias diferentes, mas com um fio comum: meninas que n\u00e3o estavam preparadas para ser m\u00e3e. \u00c9 sobre essas hist\u00f3rias e sobre os dados, as falhas do Estado e os sil\u00eancios da fam\u00edlia que trata Nem Cresci e J\u00e1 Sou M\u00e3e: Relatos sobre gravidez na adolesc\u00eancia, livro-reportagem da jornalista Joyce Ribeiro (foto), com mais de 25 anos de trajet\u00f3ria na televis\u00e3o brasileira. &#8220;Quando a gravidez acontece, a luta pela independ\u00eancia e autonomia encontra dificuldades, muitas vezes, irrevers\u00edveis para meninas que se tornam m\u00e3es muito jovens. Elas acumulam traumas, agress\u00f5es, viol\u00eancias e desilus\u00f5es, e isso aumenta os obst\u00e1culos para a constru\u00e7\u00e3o de um futuro diferente&#8221;, afirma a autora. A obra combina relatos em primeira pessoa com pesquisa cient\u00edfica robusta e depoimentos de profissionais de sa\u00fade.<\/p>\n<h3>Evas\u00e3o escolar<\/h3>\n<p>Os n\u00fameros s\u00e3o contundentes: sete em cada 10 meninas gr\u00e1vidas s\u00e3o negras. Seis em cada 10 n\u00e3o estudam nem trabalham. A evas\u00e3o escolar \u00e9 um dos impactos mais devastadores, e J\u00e9ssica, uma das personagens do livro, coloca isso em perspectiva: &#8220;No ano em que engravidei, havia mais tr\u00eas meninas gr\u00e1vidas na mesma sala. \u00c9ramos quatro m\u00e3es adolescentes numa \u00fanica sala. Depois, duas delas abandonaram os estudos&#8221;.<\/p>\n<h3>Moderniza\u00e7\u00e3o do contrato do Pont\u00e3o<\/h3>\n<p>A empresa EMSA, concession\u00e1ria do Pont\u00e3o do Lago Sul, apresentou ao Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) os memoriais em que recorre contra a decis\u00e3o de considerar irregular o novo plano de neg\u00f3cio para a \u00e1rea aprovado pela Terracap. Segundo o TCDF, o objeto do contrato foi alterado com a inten\u00e7\u00e3o da concession\u00e1ria de ampliar a \u00e1rea edificada, com a constru\u00e7\u00e3o de um shopping na beira do lago e cobran\u00e7a de estacionamento no local, entre outras novidades previstas. A EMSA alega que, desde a licita\u00e7\u00e3o e a assinatura do contrato em outubro de 1996, havia previs\u00e3o de ocupa\u00e7\u00e3o de toda a \u00e1rea numa\u00a0superf\u00edcie total de 134.000 m2 e n\u00e3o de 4734 m2, como \u00e9 hoje. Esse entendimento teria sido respaldado em decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal e Territ\u00f3rios (TJDFT), da Terracap, da Procuradoria do DF e da Lei de Uso e Ocupa\u00e7\u00e3o do Solo (LUOS). A empresa tamb\u00e9m aponta que a moderniza\u00e7\u00e3o do projeto ser\u00e1 rent\u00e1vel para a Terracap, para o GDF e para a popula\u00e7\u00e3o do DF.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Coluna Eixo Capital publicada neste s\u00e1bado (13\/6) por Ana Maria Campos O presidente da C\u00e2mara Legislativa, Wellington Luiz (MDB), considerou a decis\u00e3o da executiva nacional do MDB equilibrada. 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