{"id":16635,"date":"2019-10-07T08:04:54","date_gmt":"2019-10-07T11:04:54","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/cbpoder\/?p=16635"},"modified":"2019-10-07T08:04:54","modified_gmt":"2019-10-07T11:04:54","slug":"mp-nao-comemora-condenacao-adriana-villela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/cbpoder\/mp-nao-comemora-condenacao-adriana-villela\/","title":{"rendered":"MP n\u00e3o comemora condena\u00e7\u00e3o de Villela: &#8220;O crime n\u00e3o deixa de existir&#8221;"},"content":{"rendered":"<h6><strong>Coluna Eixo Capital\/Por Ana Maria Campos<\/strong><\/h6>\n<p>No final do julgamento de <strong>Adriana Villela<\/strong>, quando os jurados j\u00e1 tinham um veredito ainda n\u00e3o anunciado, os tr\u00eas promotores de Justi\u00e7a chegaram no plen\u00e1rio com o semblante fechado. Na plateia, a aposta pela an\u00e1lise da linguagem corporal era de que o Minist\u00e9rio P\u00fablico tinha sido derrotado. Mas ocorreu o contr\u00e1rio. Depois, \u00e0 coluna, o procurador <strong>Maur\u00edcio Miranda<\/strong> explicou: \u201cN\u00e3o tem comemora\u00e7\u00e3o num caso como esse. Ningu\u00e9m fica feliz com a condena\u00e7\u00e3o e o crime n\u00e3o deixa de existir\u201d.<\/p>\n<h2>\n<strong>Mais um j\u00fari?<\/strong><\/h2>\n<p>O procurador Maur\u00edcio Miranda ainda gostaria de participar de um outro j\u00fari: o do <strong>caso Timponi<\/strong>. Para isso, no entanto, como ele foi promovido para atuar na segunda inst\u00e2ncia, ser\u00e1 necess\u00e1ria a autoriza\u00e7\u00e3o do Conselho Superior do Minist\u00e9rio P\u00fablico.Pode ser tamb\u00e9m que esse julgamento nem saia. A defesa do r\u00e9u, denunciado por provocar a morte de tr\u00eas pessoas na Ponte JK, em acidente de tr\u00e2nsito, alega que Paulo C\u00e9sar Timponi est\u00e1 doente, com insanidade mental e n\u00e3o tem mais conhecimento da acusa\u00e7\u00e3o. Se a Justi\u00e7a acatar o laudo m\u00e9dico, o processo ser\u00e1 suspenso.<\/p>\n<h2>\n<strong>Sem unanimidade<\/strong><\/h2>\n<p>A condena\u00e7\u00e3o de Adriana Villela como mandante da morte dos pais n\u00e3o foi un\u00e2nime. Mas houve uma maioria folgada. Na sala secreta, ao analisar os quesitos apresentados pelo juiz Paulo Giordano, apenas dois dos sete jurados votaram a favor da arquiteta.<\/p>\n<h2><strong>Delegados poderiam provar que foi latroc\u00ednio, diz Bessa<\/strong><\/h2>\n<p>Ex-diretor da Pol\u00edcia Civil, o ex-deputado <strong>Laerte Bessa<\/strong> trabalhou na defesa da arquiteta Adriana Villela, mas n\u00e3o foi autorizado por ela a participar da equipe de advogados no julgamento encerrado na \u00faltima quarta-feira. Pelo Twitter, Bessa criticou: \u201cA vaidade da defesa e a arrog\u00e2ncia da r\u00e9, Adriana Villela, resultaram em sua condena\u00e7\u00e3o. Escolheram as testemunhas erradas\u201d.<\/p>\n<p>Bessa sustenta que Adriana \u00e9 inocente e isso poderia ser atestado por tr\u00eas delegados que atuaram no caso: Debora Menezes, Adval Cardoso de Matos e Pedro Cardoso, ex-diretor da Pol\u00edcia Civil. \u201cEles deveriam ter prestado depoimento. Foram os primeiros a conhecer a hist\u00f3ria e sabem que foi latroc\u00ednio\u201d, diz Bessa. A Pol\u00edcia Civil, no entanto, encerrou o inqu\u00e9rito com outra conclus\u00e3o, sob o comando da delegada Mabel de Farias. A tese foi encampada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico e pelos jurados. A defesa de Adriana n\u00e3o quis comentar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coluna Eixo Capital\/Por Ana Maria Campos No final do julgamento de Adriana Villela, quando os jurados j\u00e1 tinham um veredito ainda n\u00e3o anunciado, os tr\u00eas promotores de Justi\u00e7a chegaram no plen\u00e1rio com o semblante fechado. 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