{"id":13718,"date":"2018-11-29T18:35:21","date_gmt":"2018-11-29T20:35:21","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/cbpoder\/?p=13718"},"modified":"2018-11-29T20:16:02","modified_gmt":"2018-11-29T22:16:02","slug":"pandora-justica-reduz-pena-de-arruda-no-escandalo-dos-panetones","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/cbpoder\/pandora-justica-reduz-pena-de-arruda-no-escandalo-dos-panetones\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a reduz pena de Arruda no esc\u00e2ndalo dos Panetones, mas mant\u00e9m condena\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">A 3\u00aa Turma Criminal do Tribunal de Justi\u00e7a do DF e dos Territ\u00f3rios (TJDFT) decidiu, nesta quinta-feira (29\/11), manter a condena\u00e7\u00e3o do ex-governador Jos\u00e9 Roberto Arruda (PR)\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">por quatro crimes de falsidade ideol\u00f3gica no esc\u00e2ndalo dos Panetones, investigado na Opera\u00e7\u00e3o Caixa de Pandora, e revisar a pena. Os desembargadores diminu\u00edram a puni\u00e7\u00e3o do ex-chefe do Pal\u00e1cio do Buriti e a converteram em duas penalidades restritivas de direito. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O processo trata da confec\u00e7\u00e3o, em 2009, de quatro recibos em que o ent\u00e3o governador diz ter obtido doa\u00e7\u00f5es de Durval Barbosa para a compra de panetones. Essa foi a justificativa de Arruda para o recebimento de sacola com R$ 50 mil das m\u00e3os do ex-secret\u00e1rio de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais, epis\u00f3dio gravado na filmagem que deflagrou as investiga\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400\">Inicialmente, o juiz Paulo Afonso Carmona imp\u00f4s a Arruda a senten\u00e7a de 3 anos, 10 meses e 20 dias de reclus\u00e3o em regime semi-aberto \u2014 tratou-se da primeira condena\u00e7\u00e3o do ex-governador na esfera penal. Em segunda inst\u00e2ncia, o Minist\u00e9rio P\u00fablico do DF e Territ\u00f3rios (MPDFT) pediu o aumento da pena em um sexto.<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Entretanto, a maioria dos magistrados indeferiu o recurso, recalculou a penalidade, que caiu para 2 anos e 11 meses de reclus\u00e3o em regime aberto, e imp\u00f4s o pagamento de 35 dias-multa \u2014 cada uma, equivalente a 1\/20 do sal\u00e1rio m\u00ednimo. Ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da a\u00e7\u00e3o, a Vara de Execu\u00e7\u00e3o Penal definir\u00e1 a pena restritiva de direitos \u00e0 qual o ex-governador deve ser submetido, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 reclus\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Entre os tr\u00eas integrantes da 3\u00aa Turma, somente o desembargador Dem\u00e9trius Gomes Cavalcanti mostrou-se contr\u00e1rio \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da pena. Ele acabou vencido pelos magistrados Jesuino Rissato, relator do processo, e Waldir Le\u00f4ncio J\u00fanior.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Apesar da diminui\u00e7\u00e3o da penalidade de Arruda, o MPDFT considerou a manuten\u00e7\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o positiva, pois demonstra o entendimento da Justi\u00e7a de que o ex-governador mentiu ao afirmar que os R$ 50 mil recebidos decorreriam de doa\u00e7\u00f5es para a compra de panetones. O \u00f3rg\u00e3o ministerial aguardar\u00e1 a publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o para se manifestar sobre a interposi\u00e7\u00e3o de recurso em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pena e ao regime inicial de cumprimento<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Advogado do ex-governador, N\u00e9lio Machado afirmou que a decis\u00e3o da 3\u00aa Turma mostrou-se \u201cmais equilibrada\u201d que a senten\u00e7a em primeira inst\u00e2ncia. Adiantou, no entanto, que recorrer\u00e1 ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). \u201cN\u00e3o h\u00e1 fundamento para decis\u00e3o desfavor\u00e1vel a Arruda. Ele, de fato, fazia contribui\u00e7\u00f5es a pessoas carentes em \u00e9poca de Natal. A situa\u00e7\u00e3o faz parte de um enredo montado pelo delator Durval Barbosa em busca da impunidade\u201d, alegou. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b>\u201cCrime perfeito\u201d<\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Na senten\u00e7a proferida em primeira inst\u00e2ncia, o juiz Paulo Afonso Carmona apontou que os quatro recibos apresentados por Arruda foram impressos no mesmo dia, 28 de outubro de 2009, na resid\u00eancia oficial de \u00c1guas Claras, e entregues a Durval, que os rubricou.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O magistrado apontou que Arruda, em sua atividade pol\u00edtica, sempre distribuiu panetones como parte de trabalho social. Por isso, forjar recibos alegando que o dinheiro recebido de Durval Barbosa seria para doa\u00e7\u00f5es parecia o \u201ccrime perfeito\u201d, n\u00e3o fosse pelas apreens\u00f5es dos equipamentos usados na confec\u00e7\u00e3o dos documentos na Resid\u00eancia Oficial e de depoimentos que levaram \u00e0 elucida\u00e7\u00e3o dos fatos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Carmona acredita que Arruda fabricou os recibos porque, na ocasi\u00e3o, j\u00e1 se sabia que os v\u00eddeos de Durval Barbosa estavam circulando no meio pol\u00edtico. Queria, na vis\u00e3o do magistrado, ocultar o recebimento de propina. O pr\u00f3prio ent\u00e3o governador estaria sofrendo extors\u00e3o para que as imagens n\u00e3o fossem divulgadas. O caso \u00e9 alvo de uma a\u00e7\u00e3o em curso no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1\u00aa Regi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 3\u00aa Turma Criminal do Tribunal de Justi\u00e7a do DF e dos Territ\u00f3rios (TJDFT) decidiu, nesta quinta-feira (29\/11), manter a condena\u00e7\u00e3o do ex-governador Jos\u00e9 Roberto Arruda (PR)\u00a0por quatro crimes de falsidade ideol\u00f3gica no esc\u00e2ndalo dos Panetones, investigado na Opera\u00e7\u00e3o Caixa de Pandora, e revisar a pena. 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