Ana Rayssa/CB/D.A Press
Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do DF (Sindepo)
Com quase dois anos do atual governo, a Polícia Civil teve 8% de aumento. A paridade significa recomposição de 37%. O Sindepo está conformado?
Não, definitivamente não estamos. Sofremos perdas inflacionárias de mais de 60%, um pouco mitigada com esses 8%, e temos hoje um dos piores salários de delegados do Brasil, especialmente considerando a falta de penduricalhos que são comuns em outros Estados. Mas não somos alienados e entendemos a dificuldade da conjuntura política e econômica para o governo cumprir com a promessa da paridade.
Ainda há esperança?
Claro. Há uma grande distorção. Não é razoável termos um salário tão defasado e estarmos atrás de praticamente todos os paradigmas, sejam distritais, federais ou estaduais. Logo, cremos que essa correção é questão de tempo.
O clima no país, com crises sanitária e fiscal, possibilita chegar a esse objetivo?
Dificulta muito. Qualquer debate agora de aumento de despesa com servidor gera repulsa. Fomos eleitos, injustamente, o mal da sociedade pela equipe econômica, que distorce a realidade para comprovar essa tese.
A Polícia Civil teve outras conquistas?
Sim. Conseguimos o (serviço) voluntário que aumentou a capacidade operacional da instituição e serve como uma válvula de escape financeira para o servidor. Foram feitos investimentos materiais necessários, que agregam satisfação e qualidade de vida no serviço, como novos prédios, viaturas, equipamentos, etc. Conseguimos iniciar dois grandes concursos. Mas nos ressentimos da falta de um plano de saúde para o servidor, que foi prometido e ainda não saiu do papel.
O plano de saúde vai sair?
Parece que deu uma esfriada, mas creio que vai. O Governador parece determinado a cuidar da saúde do servidor.
Existe respeito por parte do governador Ibaneis Rocha?
Sem dúvida. Houve um grande salto no relacionamento da instituição com o Governo. Hoje somos respeitados.
E autonomia?
A Polícia Civil sempre desfrutou de autonomia funcional. É absolutamente incomum interferência política em nossa instituição. A maior demonstração disso é que o nosso diretor foi escolhido por seus pares e não por critérios exclusivamente políticos.
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