Teatro Dulcina sofre intervenção e classe artística se mobiliza

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A Justiça nomeou uma interventora para a Fundação Brasileira de Teatro, gestora da tradicional Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, no Conic. A instituição já estava sob administração judicial desde 2013, mas uma decisão da 7ª Vara Cível pegou de surpresa alunos e artistas que defendem o espaço.

A escolhida foi Vanessa Daniella Pimenta Ribeiro, apontada pela Polícia Federal como testa de ferro do empresário Benedito de Oliveira Neto, o Bené, na Operação Acrônimo.

Ativistas que defendem o espaço pretendem recorrer à Justiça contra a nomeação da advogada. Em jogo está um patrimônio imobiliário de quase R$ 40 milhões, na área nobre de Brasília. E, principalmente, a história cultural da capital.

Helena Mader

Repórter do Correio desde 2004. Estudou jornalismo na UnB e na Université Stendhal Grenoble III, na França, e tem especialização em Novas Mídias pelo Uniceub.

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