Supremo determina quebra de sigilos bancário e fiscal do deputado federal tucano Izalci Lucas

Compartilhe

O Supremo Tribunal Federal determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do deputado federal Izalci Lucas (PSDB-DF). A decisão, do ministro Edson Fachin, vale para o período entre 2009 e 2011. Izalci é alvo de um inquérito no STF que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos do Programa de Inclusão Digital (DF Digital), implantado pela Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP-DF). As denúncias surgiram após a operação Firewall, conduzida em 2012 pela Polícia Civil do DF. O parlamentar foi secretário de Ciência e Tecnologia durante a gestão de José Roberto Arruda.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, “há fortes indícios da existência de organização criminosa que atuou no Distrito Federal com a finalidade de se locupletar dos recursos públicos repassados para a Fundação Gonçalves Lêdo (FGL), em razão de contrato de gestão firmado com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal, com dispensa de licitação”. Para a PGR, a FGL não tinha capacidade técnica para prestar os serviços contratados. “A partir da quebra do sigilo bancário das empresas de informática contratadas pela FGL, restou demonstrado o efetivo desvio de recursos públicos, uma vez que muitas delas receberam pagamentos por serviços não prestados ou prestados em quantidade inferior ao valor recebido”, alegou a Procuradoria-Geral da República.

O ministro Fachin acatou os pedidos do Ministério Público. “O caso concreto demonstra que os requisitos para a quebra do sigilo estão presentes. Trata-se de inquérito que visa a apurar razoáveis suspeitas da prática de apoderamento, por parte do investigado, de valores públicos, o que configuraria, em tese, o crime de peculato”, alegou Edson Fachin.

O deputado federal Izalci nega as acusações e disse que prestará todas as informações necessárias. “Vou tomar conhecimento da denúncia e me defender. A FAP é autônoma, esse assunto já teve análise pelo Tribunal de Contas do DF e foi superado. Se tivessem me pedido, eu mesmo teria liberado esse sigilo bancário”, garante o parlamentar. “Já estive com o ministro e com o (Rodrigo) Janot (procurador-geral da República). Pedi uma cópia do processo, mas ainda preciso ser notificado”.

Helena Mader

Repórter do Correio desde 2004. Estudou jornalismo na UnB e na Université Stendhal Grenoble III, na França, e tem especialização em Novas Mídias pelo Uniceub.

Publicado por
Helena Mader

Posts recentes

  • CB.Poder

Agir pode deixar a base de Celina Leão

Eduarda Esposito O partido Agir está prestes a deixar a base da governadora Celina Leão…

2 dias atrás
  • Eixo Capital

Câmara dos Deputados celebra 66 anos de Brasília e homenageia Anna Christina Kubitschek

Em sessão solene na Câmara dos Deputados, realizada em comemoração aos 66 anos de Brasília,…

2 dias atrás
  • Eixo Capital

Outras conversas complicam Paulo Henrique Costa

Além de Paulo Henrique Costa, um outro ex-dirigente do BRB aparece em conversas consideradas comprometedoras…

3 dias atrás
  • CB.Poder

Mensagens que complicaram ex-presidente do BRB estavam no celular de Daniel Vorcaro

ANA MARIA CAMPOS/EIXO CAPITAL As mensagens que embasaram a decisão do ministro André Mendonça, do…

3 dias atrás
  • CB.Poder

Celina agora busca apoio da bancada federal para salvar o BRB

ANA MARIA CAMPOS Depois de se reunir com os deputados distritais, a governadora Celina Leão…

4 dias atrás
  • CB.Poder

Condenado no 8 de Janeiro, ex-comandante da PMDF é autorizado a deixar a Papuda para acompanhar enterro do sogro

ANA MARIA CAMPOS O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o…

4 dias atrás