Sindicatos vencem eleição no PT e devem eleger novo presidente do partido

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ANA MARIA CAMPOS
O sindicalismo venceu o PED (Processo de Eleição Direta) do PT, realizado no último fim de semana. O partido se reuniu para eleger delegados que vão escolher, em sete de maio, o novo presidente regional da legenda.
Apoiada pelo deputado distrital Chico Vigilante e pela deputada federal Érika Kokay, a chapa 499, da Articulação Unidade na Luta, ficou em primeiro lugar, com 27,94% dos votos. Em seguida, a chapa 400, que representa o atual presidente, Roberto Policarpo, o ex-secretário de Administração Vilmar Lacerda e o sindicalista Cícero Rola, com 22,65% dos votos ficou em segunda lugar.
Juntas, as duas chapas podem dar os rumos da legenda em 2018. Pelo perfil, será um PT anti-Rodrigo Rollemberg (PSB), principalmente pela posição de enfrentamento entre governo e sindicatos de servidores públicos do DF. Parte da diretoria do Sinpro integra a chapa vitoriosa no PED.
Em todo o país, cerca de 200 mil militantes participaram das escolhas nos estados. No Distrito Federal, 4,1 mil filiados votaram.
Futuro presidente
O atual presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, não pode concorrer à reeleição porque já está no segundo mandato, conforme estabelecem as regras do partido. Por ora, ninguém assumiu candidatura oficialmente. Os nomes cotados são os das ex-deputada Arlete Sampaio e Rejane Pitanga e do ex-presidente da CUT Jacy Afonso.
Preparação para 2018
Em maio, os petistas também vão eleger os delegados que participarão do congresso nacional do partido. Os senadores Lindberg Farias (PT-RJ) e Gleisi Roffman (PT-PR) são os nomes cotados para a disputa pela Presidência nacional. O encontro vai definir os rumos da legenda para 2018. Lula deve lançar candidatura para um terceiro mandato no Palácio do Planalto. Mas muita gente no PT duvida de que seja para valer.
Fator petista
Mesmo abatido pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff e pela repercussão negativa do governo de Agnelo Queiroz, os petistas são considerados uma força política que não pode ser desprezada.
Pesquisas de adversários do PT apontam que a legenda ainda reúne, pelo menos, 15% do eleitorado. Mas é uma companhia que muita gente pode querer esconder na campanha de 2018. Apesar de manter eleitores cativos, o partido de Lula enfrenta grande rejeição no Distrito Federal.
Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

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