Sindicatos da Polícia Civil recusam proposta do GDF. Negociações continuam

Compartilhe

ANA MARIA CAMPOS E ISA STACCIARINI

Em reunião nesta manhã (31), no Ministério Público do DF, o governo do DF começou a negociar a proposta de reajuste salarial dos policiais civis. Uma nova reunião deve ocorrer na próxima segunda-feira (05).

A proposta do governo prevê a paridade com a Polícia Federal, ou seja, aumento de 37%, mas o primeiro reajuste deverá incidir sobre o contracheque dos policiais civis apenas em 2018.

Seriam 8% em janeiro de 2018, 7% em janeiro de 2019, 8% em janeiro de 2020 e 10% em janeiro de 2021. As informações são do presidente do Sinpol-DF, Rodrigo Franco, o Gaúcho. “Foi um retrocesso. O governo piorou a proposta. Antes previa um reajuste já em 2017”, disse o sindicalista. “Com essa proposta, o reajuste fica para o próximo governo”, afirma.

O presidente em exercício do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil (Sindepo), Rafael Sampaio, concorda. “O reajuste do governo Rollemberg é de apenas 8%. O resto fica de herança para a próximo governo”, disse o delegado. “Nossa impressão é de que o governo está avaliando o impacto de reajustes de outras carreiras. Saímos da reunião com a sensação de que não somos prioridade”, acrescenta.

A sugestão do GDF foi rechaçada pelos sindicatos. Mas será levada em assembleias que deverão ocorrer amanhã (01).

Segundo Gaúcho, houve, na reunião. uma intervenção dos integrantes do Ministério Público que acompanham as negociações, com um pedido de que haja esforço do governo para que uma primeira parte do reajuste ocorra já em 2017.

Participaram da reunião integrantes do governo, promotores de Justiça e representantes da Polícia Civil.

Em nota, o Ministério Público do DF ressalta que participa das negociações para evitar que a população do DF seja prejudicada pelo movimento grevista da Polícia Civil.

Veja a íntegra da nota do MPDFT:

Em razão da ação judicial sobre a ilegalidade da greve da Polícia Civil, o MPDFT, por meio da Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão e do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial realizaram reunião de autocomposição na manhã desta quarta-feira, dia 31.

O encontro teve o objetivo de tentar mediar um acordo entre os sindicatos e o GDF, a fim de evitar que a população do Distrito Federal seja prejudicada pelo movimento grevista.

Além do MPDFT e dos dois sindicatos, também participaram da reunião representantes das secretarias de Fazenda e Planejamento e da Casa Civil do DF, do Ministério Público de Contas, da procuradoria-geral do DF e da PCDF.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

Posts recentes

  • CB.Poder

Gilmar Mendes pede vista e julgamento de mudanças na Lei da Ficha Limpa deve ficar para depois do registro das candidaturas

ANA MARIA CAMPOS O julgamento sobre a constitucionalidade das novas regras de elegibilidade que alteraram…

2 dias atrás
  • CB.Poder

Rompimento com Ibaneis foi positivo para campanha de Celina, avaliam aliados da governadora

ANA MARIA CAMPOS/EIXO CAPITAL Integrantes da campanha à reeleição de Celina Leão (PP) avaliam que…

2 dias atrás
  • CB.Poder

Fraude do INSS no BRB: Justiça suspende descontos indevidos de correntistas do banco

ANA MARIA CAMPOS O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) descobriu um esquema…

2 dias atrás
  • CB.Poder

MPDFT define nova lista sêxtupla para vaga de desembargador no TJDFT

ANA MARIA CAMPOS O Colégio de Procuradores e Promotores de Justiça do Ministério Público do…

4 dias atrás
  • CB.Poder

Fux segue Cármen Lúcia e STF tem dois votos para manter Lei da Ficha Limpa

ANA MARIA CAMPOS O ministro Luiz Fux acompanhou o voto da ministra Cármen Lúcia no…

4 dias atrás
  • CB.Poder

TRE-DF suspende divulgação de pesquisa do Instituto Veritá a pedido do PSB

Uma liminar do desembargador eleitoral André Puppin Macedo, do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF),…

4 dias atrás