Sem previsão de alta, Ibaneis ficará ao menos 48 horas em observação após cirurgia

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Um osso ingerido na alimentação, acredita a equipe médica responsável pelo caso, provocou a perfuração intestinal que levou à necessidade de uma cirurgia de emergência do governador Ibaneis Rocha (MDB) na madrugada desta terça-feira (26/5).

Ibaneis está sob os cuidados da equipe do Hospital DF Star, da Rede D’Or, e não há previsão de alta. Apesar de a cirurgia ter ocorrido sem complicações, a equipe médica destaca a necessidade do acompanhamento nas primeiras 48 horas pós-cirurgia.

“O pós-operatório é muito importante, todo corpo reage a uma cirurgia e precisamos acompanhar isso. Então, essas 48 horas de observação são muito importantes para nós.”

Os médicos, no entanto, ressaltam que ele está consciente e respira sem ajuda de aparelhos. No início da manhã, o próprio governador afirmou à jornalista Ana Maria Campos, do Correio, que estava bem e que cirurgia foi um sucesso.

O cirurgião Ronaldo Cuenca explica que a perfuração ocorreu em um ponto do intestino em que há facilidade maior para o trabalho na operação, o que reduziu riscos.

“Foi um corpo estranho que provavelmente passou despercebido na ingestão de algum tipo de alimento, a suspeita maior recai sobre um pedacinho de um osso de galinha ou espinha de peixe. Ele atingiu um lugar do intestino em que podemos mexer com mais tranquilidade e facilidade”, esclarece.

Ibaneis foi ao hospital na tarde de ontem com fortes dores abdominais. “Logo que chegou, foi medicado e submetido a diagnósticos. Os exames não mostraram alterações, mas ele foi mantido conosco e, seis horas depois, repetimos os exames e começaram a haver alterações”, conta o diretor geral do Hospital DF Star, Pedro Henrique Loretti.

“Após o resultado da nova tomografia, avaliamos a possibilidade de intervenção cirúrgica”, acrescenta Marcelo Maia, coordenador das terapias intensivas da Rede D’Or–DF.

Os exames não foram suficientes para um diagnóstico exato e, também por isso, houve a decisão pela cirurgia por vídeo. “Foi uma decisão correta, se retirássemos poderíamos encontrar um quadro muito pior”, avalia o cirurgião Ronaldo Cuenca.

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