Ed Alves/CB/D.A Press
No dia de mudanças no governo federal, o secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres, que é delegado da Polícia Federal, pode virar ministro da Justiça e Segurança Pública.
Torres foi chamado há pouco (29/03) pelo presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto. Se houver realmente um convite, ele vai aceitar.
Bolsonaro cogita transferir o atual ministro da Justiça, André Mendonça, para a Advocacia-geral da União (AGU), seu órgão de origem.
Assim, o presidente terá um reforço na área jurídica até que Mendonça assuma o posto que lhe está reservado: o de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), na vaga a ser aberta com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello.
A permanência do ministro da AGU, José Levi, no cargo era questão de tempo. Na semana passada, Marco Aurélio Mello rejeitou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) proposta pelo presidente Jair Bolsonaro contra medidas restritivas adotadas nos estados para conter a propagação do novo coronavírus, especialmente o toque de recolher decretado pelos governadores do DF, Ibaneis Rocha (MDB), do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) e da Bahia, Rui Costa Pimenta (PT).
O motivo alegado por Marco Aurélio foi o de que a ação não tinha o endosso da AGU. Bolsonaro assinou sozinho.
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