Rosso pediu R$ 12 milhões em propina, diz delator

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O ex-diretor da Andrade Gutierrez Rodrigo Lopes, um dos delatores da empresa, contou aos investigadores da Lava-Jato que o ex-governador Rogério Rosso, hoje deputado federal, teria pedido propina de R$ 12 milhões pelas obras do Estádio Nacional Mané Garrincha. “Em 2010, antes da assinatura do contrato, houve o pedido de propina para o então governador, Rogério Schumann Rosso, através de um operador indicado, no valor de R$ 12 milhões, proposta refutada pela Andrade Gutierrez. Em 2011, após a assinatura do contrato, foi feito um ajuste e pagamento no valor de R$ 500 mil, ao mesmo operador indicado pelo ex-governador”, diz um trecho.

Em nota, Rosso negou as denúncias e disse estar “profundamente consternado e indignado com as mentiras, citações caluniosas e ofensivas envolvendo meu nome na questão do Estádio de Brasília”. O parlamentar diz que ainda não teve acesso às denúncias e garante que, assim que tomar conhecimento das informações, tomará as medidas judiciais necessárias, “inclusive interpelando aqueles que supostamente usaram o meu nome indevidamente ou que me caluniaram”. Na nota, Rogério Rosso lembra que assumiu o GDF em 2010 como governador indireto, eleito pela Câmara Legislativa.

“Assumi o governo num momento crítico e de grande instabilidade política no DF com a quase paralisação dos serviços públicos essenciais à população do DF. O momento exigia muito trabalho e responsabilidade”, diz. “A licitação da obra do Estádio já estava em andamento com análise e avaliação pelos órgãos de fiscalização e controle, e apenas quando autorizada por esses órgãos é que foi dada continuidade no certame pela Novacap, responsável pela obra e de seus desdobramentos administrativos técnicos e administrativos”.

Helena Mader

Repórter do Correio desde 2004. Estudou jornalismo na UnB e na Université Stendhal Grenoble III, na França, e tem especialização em Novas Mídias pelo Uniceub.

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