DA.Press
Ana Viriato
O deputado federal, ex-governador e ex-presidente da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) Rogério Rosso (PSD-DF) presta depoimento, há mais de uma hora, como testemunha, na tarde de hoje (16/9), em audiência do processo de crime de formação de quadrilha, revelado pela Operação Caixa de Pandora, em 2009.
Durante a sessão, o parlamentar rebateu as denúncias de Francinei Arruda, o técnico de informática que editou os vídeos do delator do conchavo, Durval Barbosa, além de alegar ter visto, nas filmagens, Rosso em ato de recebimento de dinheiro. “Me dá asco falar sobre esse rapaz. Ele já mudou a versão diversas vezes. Inclusive, a acusação caluniosa ocorreu às vésperas da escolha do presidente da Câmara”, disse ao referir-se sobre a disputa com Rodrigo Maia (DEM-RJ) pelo mandato-tampão da cúpula, após a renúncia de Eduardo Cunha.
Rosso revelou, ainda, que tomará medidas judiciais em relação às afirmações de Francinei.
Ele ressaltou, também, nunca ter facilitado concessões a quaisquer firmas que prestaram serviços ao Governo do DF.
São réus do processo o ex-secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão do DF Ricardo Pinheiro Penna; o ex-governador José Roberto Arruda e o ex-secretário da Casa Civil José Geraldo Agaciel, além de outras 15 pessoas.
De acordo com denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), eles teriam recebido propina da Linknet Tecnologia e Telecomunicações, firma que prestava serviços de informática ao GDF, durante a gestão de Arruda e de Joaquim Roriz.
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