“Quase nada” foi feito para manutenção de viadutos e obras, alerta TCDF

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Novo relatório do Tribunal de Contas do DF (TCDF) mostra que apenas seis das 20 obras em que houve problemas detectados em análise de 2012 passaram por manutenção recente. No documento produzido naquele ano, o órgão já alertava para a situação do viaduto da Galeria dos Estados, que desabou em fevereiro de 2018. A nova inspeção foi feita até junho do ano passado.

De acordo com a análise dos técnicos do Tribunal, a situação não avançou na velocidade necessária para garantir a segurança da maioria dos locais e da população. Segundo a avaliação, em 13 das 20 obras permanece a necessidade de intervenção imediata.

Inspiram cuidados urgentes a Rodoviária do Plano Piloto, o Teatro Nacional Cláudio Santoro, o Ginásio Cláudio Coutinho, a Ponte do Bragueto, os viadutos do Eixo W sobre a N2, do Eixo L 203/204 Sul e 215/216 Sul, segundo a avaliação feita até junho de 2018.

As pontes Honestino Guimarães e das Garças e o conjunto aquático do complexo Ayrton Senna são outros locais em que há necessidade de intervenções imediatas para preservar as obras e garantir a segurança.

“Constata-se que pouco ou quase nada foi feito para manter em bom estado de conservação os bens públicos distritais. As intervenções realizadas ainda são feitas sem planejamento e sem avaliação das reais necessidades, quase sempre em resposta a eventos adversos”, diz trecho do relatório.

O relatório concluiu também que o planejamento das atividades de manutenção no DF é incipiente e não garante a integridade dos bens patrimoniais do Distrito Federal. “Com isso, o dimensionamento dos recursos financeiros para as atividades de manutenção foi, no período avaliado, feito sem base técnica.”

No último domingo (19/5), um bloco de um viaduto no Setor Policial Sul se soltou e atingiu um carro. Não houve vítimas.

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