ANA MARIA CAMPOS/DA COLUNA DATA VENIA
O promotor de Justiça Danilo Sodré, autor da denúncia contra o piloto Pedro Turra, por homicídio doloso qualificado, tem no currículo um feito e tanto em julgamento no Tribunal do Júri.
Ele conseguiu, em 2020, a primeira condenação no Distrito Federal por feminicídio relacionada ao desprezo pela condição feminina e não a uma situação de violência doméstica.
A pena foi fixada em 24 anos de prisão em regime inicialmente fechado.
Na ocasião, o integrante do MPDFT considerou a decisão importante por reconhecer que o feminicídio pode ocorrer quando a simples condição de mulher da vítima é determinante para o crime.
O caso foi o seguinte: A Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri do Paranoá obteve a condenação de Fábio Pessoa do Vale pelo assassinato de Maria Almeida do Vale.
O crime ocorreu em 8 de agosto de 2019. Fábio possuía desentendimentos com o filho de Maria. Naquela noite, durante uma visita da vítima à mãe de Fábio, ele entrou no quarto em que ela estava e passou a golpeá-la com um rodo.
Em seguida, ele enfiou o cabo do utensílio pela boca da vítima, que morreu asfixiada.
A pena foi aumentada porque Maria tinha mais de 60 anos quando foi morta.

