O procurador da República Deltan Dallagnol, cordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal que atua na Operação Lava-Jato, citou uma reportagem do Correio Braziliense neste domingo (20/12) para criticar a lentidão da Justiça. A menção foi a uma reportagem sobre o escândalo dos desvios de recursos das obras do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, nos anos 1990. No último dia 9, o Supremo Tribunal Federal manteve a condenação do empresário e ex-senador Luiz Estevão. Mas, como o Correio mostrou, a prisão ainda pode demorar mais de dois anos.
“De fato, as coisas no Supremo tendem a se arrastar, e não é por culpa dos ministros. Enquanto o Supremo americano julga 100 casos por ano, o nosso julga 100 mil. É feito para não funcionar”, afirmou o procurador. “A simples publicação da decisão no caso de José Dirceu chegou a demorar 11 meses. A FGV fez um estudo mostrando que a publicação de acórdão em alguns casos demora 231 dias, em média. Não sabemos quando ocorrerá a publicação do caso do TRT”, lamentou Deltan, pelas redes sociais. “Agora, a ironia: após a publicação do julgamento dos recursos, caberão novos recursos. E, por fim, a tragédia: após esse novo julgamento, a publicação novamente poderá demorar vários meses e, depois disso, caberá, acredite, mais recursos”.
Ele aproveitou a polêmica em torno do caso para defender a campanha 10 Medidas contra a corrupção, encabeçada pelo Ministério Público. “Se isso te revolta também, segure essa energia, imprima o formulário de coleta de assinaturas e saia coletando. É melhor agir do que reclamar”, finalizou o procurador da República.
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