Pré-candidato ao Buriti diz que PSol será a novidade de 2018

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DA COLUNA EIXO CAPITAL

Entrevista com Clayton Avelar, presidente do Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural e pré-candidato ao GDF pelo PSol

“Não gostaria de alianças com partidos envolvidos em corrupção ou golpistas”

O PSol terá candidato a governador nas próximas eleições?
Sim. Candidato ou candidata. Isso já está definido por consenso pela executiva do partido.

Como será definido o candidato ou candidata?
A executiva tirou uma comissão para definir processos, prazos e métodos. Essa comissão vai tirar uma proposta e vai levar para a executiva e diretório. Mas há uma compreensão de que precisamos fazer o quanto antes.

Qual vai ser o discurso do PSol em 2018?
Vamos mostrar o histórico do candidato e do partido. O Distrito Federal terá duas opções: ou vota na candidatura do PSol ou nos mesmos nomes de sempre. A pesquisa que o Correio divulgou na semana passada mostra que a população quer uma inovação na política.

Você pretende concorrer?
A minha decisão pessoal de inscrever a minha pré-candidatura ocorreu depois que o Toninho demonstrou que pretende concorrer a deputado distrital e a Maninha, a federal. São as duas principais figuras do partido. Por isso, acabei me inscrevendo como pré-candidato.

Por que essa candidatura representaria uma novidade?
O DF precisa de uma verdadeira revolução na política, de métodos, de prioridade. As pessoas estão cansadas de se decepcionar com quem se apresenta como alterativa e se envolve em corrupção. Ou, como o atual governo, que critica o apagão da gestão anterior, mas se afunda num outro apagão elevado à enésima potência. Ou outros que criticam o governo Rollemberg e apoiam Temer.

Mas o fato de o PSol criticar condenação do juiz Sergio Moro ao ex-presidente Lula não iguala o partido a um grupo que esteve no poder e tem envolvimento em corrupção?
Não. Quando Lula e Dilma governaram, o PSol era oposição. O governo Dilma era horroroso. Mas há dois erros gigantescos em relação ao Lula. Primeiro dos que o idolatram. Ele foi um ideólogo da composição com o PMDB e quem compõe com o PMDB tem que ficar no purgatório por muitos anos. E esse ódio cego de achar que tudo o que ele faz é errado também não é aceitável. Sentimentos como ódio e idolatria não cabem na política.

Seria possível uma aliança com Rollemberg?
No que me diz respeito, não gostaria de alianças com partidos envolvidos em corrupção ou golpistas. O PSB está enquadrado nos dois critérios. Não o governador, mas o PSB compôs com o governo Temer e participou do espetáculo grotesco da votação do impeachment. Lamento muito. Sou professor de história. Sei bem o papel que cumpriu Miguel Arraes. Mas esse PSB atual não estaria na nossa posição. Não vai sobrar muito gente, admito.

Mas e o próprio Rollemberg? Dá para apoiar?
Impossível pelo partido e pelo governo dele. Imagine a minha situação. Sou sindicalista. Estamos levando calote e ainda apresentamos denúncia porque ele contingenciou a verba da assistência social.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

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