População avalia que feminicídios exigem mais ações do governo

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Por Ana Maria Campos — Uma pesquisa realizada pelo cientista político Lúcio Rennó é tema de estudo e estratégias para a oposição ao governador Ibaneis Rocha (MDB). Os resultados, apresentados recentemente para dirigentes de partidos, indicam principalmente o seguinte: 64,8% acreditam que o Distrito Federal não tem adotado medidas eficientes para combater o feminicídio; 60,4% disseram que já enfrentaram ou têm alguém próximo sofrendo com a falta de leitos em hospitais públicos; 77,3% avaliam que, com a conclusão de obras viárias em curso, a qualidade de vida vai aumentar; 63,6% são favoráveis aos estacionamentos rotativos.

Cenário desafiador para a oposição

O cenário para a oposição é considerado desafiador. A maioria dos eleitores do DF é conservadora; o candidato do PT-PV-PCdoB, Leandro Grass, e sua vice, Olgamir Amancio, foram julgados inelegíveis; e surgiu uma possível candidatura forte da direita ao Senado: a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

Bancada maior

Uma das apostas da esquerda é a eleição de uma boa bancada na Câmara Legislativa, seja para ajudar a governar a partir de 2027 seja para fazer oposição.

Preservação de Brasília

Pauta quente do ano na agenda da Câmara Legislativa, o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCub) terá uma rodada de debates na Casa, no formato de comissão geral. O assunto vem se arrastando há mais de 10 anos, mas, agora, os distritais se mostram empenhados em avaliar o Projeto de Lei Complementar 41/2024, do Executivo, que trata do tema. Quem abre as discussões é a deputada Paula Belmonte (Cidadania), que solicitou o primeiro debate, marcado para amanhã, às 15h, no plenário da Câmara Legislativa.

Palavra final

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) confirmou ontem, em entrevista ao CB.Poder, a disposição de concorrer a um mandato de senadora ou governadora em 2026, ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Mas, segundo ela, a palavra final será do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mais atendimento a autistas

A procuradora Cláudia Fernanda de Oliveira, do Ministério Público de Contas do DF, é autora de uma representação que pede um plano da Secretaria de Saúde, com mais especialistas, para o atendimento de pessoas com autismo na rede pública do DF. A medida entra na onda da efeméride de ontem: dia em homenagem aos autistas.

Mais rigor no trânsito

O deputado federal Fred Linhares (Republicanos-DF) apresentou o projeto de lei que propõe alterar o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para tipificar como homicídio doloso os casos em que um condutor esteja sob influência de drogas ou álcool no momento de um acidente com morte. Na justificativa, o parlamentar mostra que dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apontam que em 2021, somente entre os meses de janeiro a maio, foram registrados mais de 1.738 acidentes causados por motoristas que dirigiam embriagados ou que faziam uso de entorpecentes. Mais de 30 pessoas morreram. A proposta será apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados.

Filiação

O deputado Rogério Morro da Cruz assinou ontem a ficha de filiação ao PRD, partido criado a partir da fusão do PTB com o Patriotas. Como a coluna mostrou nesta terça-feira, o distrital, eleito pelo PMN, encontrou seu caminho depois de meses sem partido.

Para facilitar doações de órgãos e salvar vidas

O Colégio Notarial do Brasil, entidade nacional que representa os mais de 8 mil cartórios de notas do país, lançou nesta semana a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos, Tecidos e Partes do Corpo Humano (Aedo). O ato foi criado pelo Provimento 164, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Funciona assim: qualquer pessoa capaz, maior de 18 anos, poderá gerar uma autorização para doação, sem custo. Um cartório à escolha do doador emitirá um certificado digital. Em seguida, a pessoa assinará o documento eletronicamente. Posteriormente, o cartório fará uma videoconferência com esse doador, que confirmará a vontade. Tudo ficará gravado e salvo. A qualquer momento, os órgãos de saúde consultarão, pelo CPF do falecido, se ele deixou essa autorização. Mas uma questão legal é mantida: mesmo com a declaração, um parente do morto terá também de permitir a doação. De qualquer forma, a vontade da pessoa ficará registrada.

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Tags: Feminicídio pesquisa segurança pública violência

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