“Política é uma caixinha de surpresa e eu posso ser uma, disputando o governo do DF”, diz Luis Miranda

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Coluna Eixo Capital, publicada em 1° de dezembro de 2024, por Pablo Giovanni (interino)

À Queima-Roupa com Luis Miranda (Republicanos), ex-deputado federal pelo Distrito Federal

“Política é uma caixinha de surpresa e eu posso ser uma, disputando o governo do DF”

Seu nome tem sido apontado como possível candidato ao Palácio do Buriti em 2026. O senhor já se considera um pré-candidato ao Governo do Distrito Federal?

Surgiu um convite de um grande partido para eu vir como candidato ao governo do DF em 2026, e essa conversa acabou vazando. A proposta desse partido apareceu após um dos representantes dessa legenda ler um documento meu sobre como transformar o Distrito Federal em Washington (EUA). O estudo foi desenvolvido quando eu ainda era deputado federal e estava na Frente Parlamentar da Reforma Tributária. Fiz um estudo sobre impacto financeiro, justamente o grande problema do DF, que é a falta de emprego, o desenvolvimento na área de empreendedorismo, que é muito dependente do funcionalismo público, e ele ficou encantado com o plano de governo e, por isso, formalizou o convite, que estou analisando.

Por que a segurança pública é uma prioridade no seu plano e como ela se conecta ao crescimento econômico do DF?

Minha justificativa é de que, assim como ocorre em outras capitais do mundo, a segurança pública de Brasília, por abrigar embaixadas, ministros e o centro do poder, deve ser a mais bem remunerada do país. Propus a paridade salarial imediata entre a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e a Polícia Federal, além da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) terem o melhor salário do país. A mesma lógica se aplicaria aos professores e profissionais da saúde. Assim, Brasília se destacaria em governabilidade. Alguns podem questionar como esse plano seria viável financeiramente. Minha resposta é clara: temos um Fundo Constitucional robusto e um comércio que, com o aumento salarial, seria impulsionado. O servidor público não investe na Bolsa de Valores, ele gasta no comércio local. Isso geraria um ciclo virtuoso de crescimento econômico, especialmente nas periferias, onde muitos servidores residem.

Pode nos contar qual é o partido que lhe fez o convite para disputar o governo do DF?

Não posso revelar, mas não é o PP e nem o PL, porque apoiarão, ao que tudo indica, a Celina. Mas esse político disse que soube do meu histórico político e gostou, porque viu que não tenho processos criminais nem no Brasil nem nos EUA. Apesar de disputas cíveis, minha ficha é limpa. Isso só reforça que minha carreira foi pautada pela honestidade. Ele chegou a brincar, dizendo que todos os brasileiros têm dívidas e que isso não me desqualifica para a política. Ele gostou muito do meu estudo, que gera uma Brasília diferenciada.

Em 2022, o senhor tentou se eleger em São Paulo e não conseguiu. Acredita que disputar o governo do DF não seria ainda mais desafiador, considerando a necessidade de um apoio político robusto?

Ele sugeriu que eu disputasse o governo do DF em 2026, dizendo: ‘Um projeto tão técnico e avançado como o seu não tem força em uma campanha para deputado federal, mas como governador, você criará uma onda positiva’. Eu confesso que não havia pensado nisso, mas é uma reflexão importante. Se não houver apoio suficiente para a candidatura ao governo, posso considerar a disputa como deputado distrital para continuar representando minha cidade e aplicando o conhecimento que adquiri no Brasil e no exterior. Política é uma caixinha de surpresa e eu posso ser uma, disputando o governo do DF.

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Pablo Giovanni

Repórter de cidades e interino da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

Publicado por
Pablo Giovanni
Tags: a queima roupa eleições entrevista gdf Luis Miranda

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