Polícia para quem precisa

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A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) deslocou para o Congresso Nacional, na tarde desta quarta-feira (19/8), cerca de 300 militares das mais diversas unidades, incluindo do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Todos convocados para fazer a segurança do prédio. Por lá ficaram, parados em frente e atrás do monumento, fazendo um forte cordão de isolamento. Tudo em função do ato dos servidores da Justiça pela votação do veto da presidente Dilma ao aumento da categoria em 72%. Detalhe: a manifestação aconteceu pela manhã, quando havia mais de mil servidores e menos de 30 homens do 3º Batalhão da PM (Asa Norte).

O erro no planejamento partiu da informação trocada do Serviço de Inteligência da PMDF. Mais conhecido como P2, ele enviou comunicado aos comandos dos batalhões que o ato ocorreria à tarde, como na terça-feira (18). No entanto, os sindicatos, de cima dos carros de som na Esplanada, e toda a imprensa, havia divulgado que a concentração se repetiria na manhã de quarta-feira.

Nesta quarta, centenas de homens da PM, muito deles convocados por meio do serviço voluntário (que recebem R$ 300, por dia, para trabalhar fora do horário de serviço regular, da escala convencional), permaneceram parados, sem o que fazer, até às 19h, enquanto a Esplanada estava vazia. Os servidores do Judiciário foram embora antes do almoço e não voltaram, pois o que lhes interessava não entrou na pauta do dia.

O grande movimento de policiais militares chamou a atenção da Polícia Legislativa. Intrigado, o comando dela procurou o comando da PM para saber se haveria uma manifestação surpresa, de alta periculosidade para o Congresso.

Além de pagar pelo serviço não feito dos voluntários, a PM e os cidadãos da capital têm como prejuízo a falta de policiais e equipamentos deslocados para o ato que não houve. (Renato Alves)

Matheus Teixeira

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Matheus Teixeira

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